Eu nunca fiz nada que se parecesse com isto.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
porque é que eu sou assim (III)
Eu nunca fiz nada que se parecesse com isto.
terça-feira, 1 de junho de 2010
reacção a NÃO ter quando se recebe um elogio
Ele: Mas porque é que vocês têm sempre que comprar roupa?
Eu: Porque sim.
Ele: Olha, a Rute é que costuma andar por aqui a esta hora…
Eu: Epa!... Ela sabe que eu sou pacífica, não sabe? Não quero que me apareça aí uma maluca aos gritos e me dê na boca! (gargalhada)
Ele: (gargalhada) Népia! Na boa! Já lhe falei de ti! Disse que és uma grande amiga e a mulher mais inteligente que conheço.
Eu: Achas isso, mas é porque tu só conheces mulheres muita burras.
E em vez de dizer obrigada ou simplesmente sorrir, consegui insultar todas as mulheres da vida do meu amigo, incluindo a mãe, irmã, primas, tias, avós, amigas e “namoradas”, até a própria da Rute, que não conheço nem nunca a vi, dando-lhe agora motivos para me aviar uma chapada na cara.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
coisas absolutamente estúpidas que só me acontecem a mim (VI)
... um jovem com ar de trolha, roupa de trolha, cabelo de trolha, botas de trolha e cheiro de trolha decide fingir que tropeça em coisa nenhuma enquanto nos cruzamos nas escadas. Enquanto simula a sua queda semi-desamparada e perfeitamente calculada tenta procurar apoio no que lhe estava mais próximo... o que era? o meu rabo!
Com os aplausos entusiasmados dos seus amigos trolhas, recuperou o equilibrio como que por magia e seguiu caminho.
Eu fiquei parada uns segundos a perguntar como é que com tanta gaja boa a andar no metro ele tinha que fazer aquilo logo comigo. E perguntei-me também porque é que com tanto gajo bom que anda no metro tinha que me calhar o trolha e companhia limitada. Reparei que as outras pessoas ficaram a olhar para mim de boca aberta, que eu também tinha a minha aberta, fechei-a e segui caminho.
Caracois-L
porque é que eu sou assim (II)
quinta-feira, 20 de maio de 2010
amanhã
Não é justo passares por isso sozinho(a)!
(mas passamos...)
Caracois-L
terça-feira, 18 de maio de 2010
porque é que eu sou assim (I)
sábado, 15 de maio de 2010
Eu sei de um gajo que:
2) mostra cicatrizes de balas e facadas como eu mostro as marcas da varicela,
3) escreve “a mnh kota” (a minha mãe), “mxm aceriu” (mesmo a sério) e “prexixarex” (precisares) nas mensagens de telemóvel,
4) trabalha “na obra”, habitualmente alcoolizado e nunca fez descontos na vida,
5) vive num bairro social com a mãe,
6) diz que perdeu a virgindade aos 10 anos e que o avô o obrigou a fazer circuncisão para que o pénis “esticasse”,
7) acredita que é imune à dor física,
8) tem como alcunha o nome de uma personagem do “Rei Leão”,
9) proclama com orgulho que nunca esteve preso, apenas foi detido uma vez porque um “bófia armou-se em gente” e teve “que lhe ir ao focinho”,
10) vai dançar nas marchas populares deste ano, vestido de cetim colorido e de arco na mão em plena Avenida da Liberdade.
Hoje posso dizê-lo sem dúvidas: eu sou uma pessoa tão normalzinha!
quinta-feira, 6 de maio de 2010
coisas absolutamente estúpidas que só me acontecem a mim (V)
6 de Maio.
Consegui pôr folga para o dia seguinte, que ainda por cima é sexta-feira. À grande para curtir o concerto! E para o dia da folga: almoço com a tia, tarde sem fazer ponta de um corno e à noite jantarada e saída para celebrar o aniversário de uma das melhores amigas! Isto sim, é começar o fim-de-semana em grande!
Hoje à tarde mandei sms à prima: “Então como é logo?”
Ela responde: “Não é logo. É amanhã. Já te ligo.”
Congelei.
Fui à net confirmar.
É mesmo amanhã, porra!!!!
E a prima ainda diz: “Também só me apercebi que não era hoje, hoje…”
Resultado: gastei uma folga para o dia seguinte de um concerto que afinal também é no dia seguinte e estou em casa sem nada para fazer a pensar que não estou a gozar a véspera de uma folga que marquei por causa de um concerto ao qual não vou porque vou ao aniversário da minha amiga. A frase é grande, mas as pessoas em descontrolo nervoso pensam, escrevem e falam assim.
Conclusões: sou absurdamente descompensada da cabeça, provando-se ainda que este é um mal de família, mas sou uma amiga do caraças!!!
terça-feira, 27 de abril de 2010
Praga by caracois-L (o resto)
Os motivos são vários:
1) eu sofro "realmente" de amnésia. Ok, muitas vezes é uma amnésia selectiva, mas passado duas semanas do regresso, já não me lembro de tudo em detalhe (se é que alguma vez me lembrei...);
2) pessoas com trocos contados não têm grande coisa para fazer, muito menos para contar;
3) já me apetece falar de outras coisas, como velhos a fazerem-me propostas indecentes no trabalho, da minha dieta primavera-verão 2010, dos meus amigos que são todos atrasados mentais ou de pessoas estranhas que conheço em situações ainda mais estranhas.
Então, bora lá!
PRAGA BY CARACOIS-L (DIA 5)
Não se passou nada. Acho que estava calor e dormimos a sesta num jardim onde era proibido fumar. Jantámos no restaurante italiano do primeiro dia, estávamos de ressaca e cansadas.
Momento zen: depois de jantar ficámos à porta do hostel a fumar um cigarro. Apareceu um doido bêbado com ar de tarado, que não falava, mas que ficou ali parado a olhar para nós com cara de “vou-te comer”. Com um bocadinho de medo (mas só um bocadinho) decidimos entrar. O gajo era mesmo assustador. Entretanto em conversa com o segurança, ele diz que pelas câmaras de segurança viu que estava indivíduo tal e coiso a meter-se com as gajas à porta, nós confirmámos, achámos o gajo sexy (o segurança!) e sorrimos. Um pouco mais tarde lembrámo-nos de um certo concurso de peidos que tínhamos feito ali mesmo, à porta, a fazer cara de concentradas a cada peidola e com os casacos a abanar para afugentar o cheirinho. Implorámos aos Deuses para que o registo fosse só de vídeo e não de som…
E os “faxes”? A cada envio, um grito de dor era abafado! Papel assassino de rabos!
PRAGA BY CARACOIS-L (DIA 6)
Pessoas com pouco dinheiro já não jantam em restaurantes.
Pessoas com pouco dinheiro cozinham no hostel.
Pessoas como nós esquecem-se de comprar metade dos ingredientes que precisam.
Pessoas como nós e com pouco dinheiro, roubam ingredientes aos outros hóspedes quando eles não estão a ver, pedem um bocadinho de azeite e usam meia garrafa, usam os restos dos frascos de polpa de tomate de pessoas que não conhecem e ainda lhe deitam um bocadinho de água lá para dentro porque o que está agarrado às paredes do frasco também é bom, usam o queijo não sei de quem porque é mesmo esse o ingrediente que vinha agora a calhar e assim fazem o melhor prato que algum dia se confeccionou naquela cozinha.
E para quem se queixa que o roaming sai caro: experimentem mandar “faxes” na República Checa durante uma semana. Cheguei a pensar que ia precisar de cirurgia reconstrutiva quando chegasse a Portugal! Renova branquinho e fofinho com folha dupla… Oh saudades…
PRAGA BY CARACOIS-L (DIA 7)
Claudete e Sandrinha voltam de Viena. Passeámos durante o dia. Arrumámos as malas. No dia seguinte de madrugada (em férias, 7h da manhã é madrugada!) estávamos de regresso. Não mandei “faxes”: próxima cagada, só com o carinho do meu Renova a seguir!
PRAGA BY CARACOIS-L (O REGRESSO)
Acordámos cedo. Fizemos escala de 5 horas em Bruxelas. O “fax” queria sair, mas eu fiz birra e não deixei. Dormi em tudo quanto era canto. Sabia que assim que chegasse a casa, tinha que me sentar em frente ao computador a trabalhar.
E o avião aterra em Lisboa.
E a porta do avião abre para os passageiros saírem.
E entrámos no túnel de acesso ao edifício do aeroporto.
E as paredes do túnel estavam todas forradas com anúncios publicitários de papel higiénico Renova, de várias cores, com folha dupla, com folha tripla, com o raio que os parta e eu com uma vontade descomunal de dar liberdade à tripa!
E pronto. Assim acabaram as minhas primeiras férias de 2010!
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Praga by caracois-L (dia 4)
Planos para o fim do dia: ir conhecer o clube de jazz mais badalado de Praga. Tínhamos indicações de que era melhor reservar lugar. Passámos por lá ao fim da tarde. E à entrada estava um papelão pavoroso (uma folha A4 normal) com um preço absurdo (300 coroas = 12 euros) e sem direito a bebidas (oh gente doente, como pode????). Achámos que aquilo era completamente despropositado, tirámos uma foto para provar que estivemos à porta e voltamos ao hostel mortas de cansaço porque nos fartámos de andar nesse dia.
Sentámo-nos derreadas, com cara de besugos no sofá. Nem tínhamos forças para pensar em ir à procura de sítio para jantar. Mas Deus teve compaixão de nós. Uma das miúdas americanas lá do hostel veio meter conversa “ah e tal o que vão fazer hoje à noite? Nós vamos a uma festa, querem vir?”… E esticou-nos um folheto para as mãos. Quase chorámos de emoção. Por 390 coroas (nem chega a 16 euros), íamos a uma festa que começava num bar com bebidas gratis para as gajas durante duas horas, passava por mais 4 bares e acabava com entrada à borliu na disco dos gajos do rugby!!!! O período do bar aberto era das 20 às 22 horas, portanto, e como é lógico, despachámo-nos a correr, jantámos a correr e chegámos lá relativamente a horas.
E o ambiente era brutal. Cerca de 40 marmanjos, com vontade de apanhar uma valente bebedeira. E lá entrámos no espírito da coisa, todos em cortejo a passar por vários bares. O guia (sim, tinha guia e tudo!) avisou-nos que íamos parar no último bar antes de ir para a disco. E aquela rua pareceu-nos familiar… Olhámos bem e… o último bar era O BAR DE STRIP que a miúda do restaurante nos tinha indicado na primeira noite. Coitada… Eu disse que lhe ia partir a boca… O bar era simplesmente o máximo!!! Havia gajas descascadas, havia… mas só numa das salas e aquilo tinha (pareceu-me, porque eu já não estava em condições de fazer contas complicadas) mais 3 salas. Só não cheguei a pedir desculpa pessoalmente à miúda, porque não lhe cheguei a fazer efectivamente mal nenhum. Enfim…
E a festa foi o máximo até acabar. Tive uma amnésia terrível, mas as fotos mostram o suficiente.
Quanto aos “faxes”: comecei a entrar em negação.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Praga by caracois-L (dia 3)
Entretanto, durante o almoço, tomámos a decisão dolorosa. O plano destas férias incluía uns dias em Viena. Mas tínhamos sido roubadas. Operação Viena abortada pelas três. A parte ainda mais dolorosa: comunicar a decisão às outras duas. E não foi bonito.
Este dia não teve muita história. Passeámos a tarde toda. Falámos as cinco. O ambiente não ficou o melhor. A Sandrinha e a Claudete decidiram ir a Viena as duas sozinhas, nós as três conseguimos arranjar quarto no mesmo hostel para o resto dos dias. Jantámos e decidimos não sair nessa noite. Ficámos na sala de estar do hostel a jogar às cartas. Apesar de tristes, lá nos entretemos a beber "algumas" cervejas e a ter conversas de índole sexual para adultos com mente muito aberta, em português, com gargalhadas em voz alta e sempre sem ninguém nos perceber. De vez em quando verificávamos a nossa segurança: “alguém aqui fala português?” Ninguém respondia, podíamos continuar. Até que entrou um grupo de gajos. O último era bem giro. Vinha de fato-de-treino. Empolgada pelo teor lúdico-absurdo-ordinário da conversa, lancei em voz alta para se ouvir bem em todo o hostel: “Já roçava a minha snaita nesse fato-de-treino!” E pelo canto do olho vi o fato-de-treino parar, virar-se para trás e fazer a cara mais escandalizada que vi em toda a minha vida. É… para além de não ter verificado a segurança com a pergunta mágica, eu disse "snaita", referindo-me à minha querida “Maria Francisca”, dirigindo-me a um homem que nunca tinha visto na vida e que por azar tinha que ser português! O buraco no chão que eu desejei que se abrisse por baixo de mim e que me engolisse não se abriu e ainda tive que levar com a cara do gajo a fazer-me sorrisos malandrecos nos dias seguintes.
Antes de dormir não aguentei mais e tive que me render à maior tortura física de que tenho memória em toda a minha vida e o meu rabo ameaçou-me de cortar relações comigo. E comecei também a desconfiar que os checos têm todos prisão de ventre ou rabos super-heróis. O uso diário daquele papel é incompatível com a vida. “Renova folha dupla, vou fazer-te um altar quando chegar a Portugal!”
terça-feira, 13 de abril de 2010
Praga by caracois-L (dia 2)
Fomos ter com as outras duas e decidimos ir visitar o cemitério judeu, onde pediam 300 coroas (cerca de 12 euros) para entrar! Opá não é que seja alguma fortuna, mas tínhamos sido roubadas no dia anterior, e eu espreitei lá para dentro e só se viam pedras empilhadas umas nas outras, e eu tinha que ter dinheiro para a cerveja (cada um tem as suas prioridades, ok?). Cria-se o impasse, umas querem ir, outras não sabem, outras dizem logo que não, os outros turistas a quererem passar e nós já de mão na cintura a discutir umas com as outras. Até que a discussão acaba quando eu abro a boca: “Opa, então eu posso ir ver as lápides da minha família à pala e não vou, e agora ia pagar pra ver as lápides dos outros todas ao monte?? Foda-se!” E nenhuma foi ao cemitério. Ainda não sabíamos, mas esta foi só o primeiro exemplar da colecção de frases "memoráveis" que se disseram nestas férias.
Fomos dar uma volta pela cidade. No dia anterior tínhamos atravessado o rio, andado de barco, subido ao castelo… O dia todo num virote. Hoje não nos queríamos cansar muito. Tínhamos uma festa reggae para ir nessa noite.
Festa acabada, apanhámos um taxi. A junção dos factores "estrangeiro", "álcool" e "taxi" às vezes não dá bom resultado... Limito-me a contar o diálogo no interior do veículo (exactamente como está escrito, o português em português e o semi-inglês em semi-inglês):
Caracois-L
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Praga by caracois-L (dia 1)
Duas de nós deixaram o hostel mais cedo para ir tomar o pequeno-almoço. As três mais preguiçosas (eu incluída, claro) ficaram a fazer ronha. Fui “mandar um fax” ao WC e quando volto a Bá perguntou: "quanto dinheiro tens?" Eu não tinha o que pensava, ela também não, comunicámos com as duas que saíram mais cedo e elas também não. FOMOS ROUBADAS!!!! Fomos à recepção apresentar queixa e o rapaz do balcão (muito bem-parecido, por sinal) chamou a polícia, indicando que nós só falávamos português ou inglês. Disse-nos que eles iam chegar dentro de 20 minutos. Esperámos, esperámos… E uma hora depois chegou um polícia que só falava checo, cheio de papéis para preenchermos, sem conseguir pronunciar os nossos nomes de forma perceptível, mas… com máquina fotográfica! Não voltámos a ver o nosso dinheiro, mas as fotos das nossas camas desarrumadas com roupa interior exposta e toalhas de banho atiradas por todo o lado, constam dos arquivos de uma esquadra de polícia na República Checa!
Não valia a pena dramatizar. Fomos passear o resto do dia. Comemos em tudo quanto era sítio. Bebemos cerveja como se não houvesse amanhã.
Entretanto, Claudete e Sandrinha queriam ir àquela que é supostamente uma das maiores discotecas da Europa. Karlovy Lazne, com 5 pisos, cada um com um tipo de música diferente. Antes ainda fomos a um bar beber um copo, onde havia uma pista de dança, onde passou Gipsy Kings (matem-se), onde as checas tentavam dançar, onde nos rimos da figura que elas fazem. Para aquela gente o ritmo da música não interessa nem um bocadinho, o que conta é mexer-se freneticamente com néons imaginários na testa a dizer “hoje quero foder”.
E lá fomos ao Karlovy Lazne, onde tínhamos que pagar para entrar, e onde pagámos e entrámos… E de repente estávamos em Tóquio, debaixo da terra, em 2085. O ar era pesado, mesmo no último piso, as pessoas eram estranhas. Havia máquinas de fumo com pessoas claramente sob o efeito de drogas desconhecidas a dançar uma música qualquer menos a que estava a passar e a levar com o dito fumo directamente nas fuças. Havia jogos electrónicos projectados numa tela onde pessoas ainda mais drogadas apanhavam borboletas virtuais com as mãos... Quase em pânico, subimos até ao último piso… e decidimos começar a descer… até pararmos onde?... na cave, claro! E aí voltámos a entrar na máquina do tempo: Bronx, 1998. E no meio das centro-europeias que tentavam abanar o rabo e as mamas que não têm, a um ritmo 10 vezes mais rápido que o da música de pretos de há 10 anos atrás que o DJ ia passando, fomos rainhas! E de repente vemos um rapaz grande giro, e mais outro, e mais outro, e mais outro e tantos…. A equipa de rugby do avião estava toda ali, de banho tomado, com camisolas da selecção da Bélgica (e eram mesmo, o Google confirmou com fotos). Ou o banho deles foi milagroso ou a cerveja checa é alucinogénica, mas todos eles, até os muito feios, agora eram no mínimo “engraçadinhos”! Passado uns momentos olharam para nós, comentaram qualquer coisa, riram-se para nós, aproximaram-se… a conveniente amnésia da ressaca é uma coisa lixada, mas temos fotos que comprovam que fomos todos amigos de longa data por uma noite!
Mortas de cansaço, voltámos ao hostel para dormir. Ainda fui “enviar um fax”. Um envio longo… deu para pensar em algumas coisas. Em todos os WC que já tinha ido em Praga, o papel higiénico é reciclado. Oh que povo com preocupações ecológicas. Que se lixe que dancem mal e que as gajas do Karlovy Lazne estejam agora a pensar mal de nós. Invejosas porcas, mas que usam papel higiénico reciclado. Lindas meninas!
domingo, 11 de abril de 2010
Praga by caracois-L (dia 0)
Fui para Praga!
Podia eu ter umas férias normais?
Poder podia, mas… ai espera! Os gajos do anúncio é que dizem isto.
Não, eu não podia ter umas férias normais!
Passo então a contar as minhas férias. Um (longo) post para cada dia. Atenção aos detalhes, tudo tem uma explicação no fim. Ressalvo desde já, que tanto eu como as pessoas que me acompanharam na viagem, sofremos de distúrbios de personalidade gravíssimos.
A minha história começa com a minha saída de casa. Uma mala com 20kg a ser “carregada” por este corpinho de metro e meio desde o 2º andar de um prédio sem elevador até à rua, é espectáculo digno do circo Chen.
E lá nos encontrámos as cinco no aeroporto mais ou menos à hora combinada (eu atrasei-me, claro, mas culpei a mala!), e lá voámos até Bruxelas, onde fizemos uma escala de 3 horas. Fomos almoçar lá numa coisa de hambúrgueres, todas pediram um menu normal, todas pagaram um menu normal, eu levei um menu-mega-qualquer-coisa… Explicação lógica (para nós): a gaja do balcão não se enganou, simplesmente é lésbica. Ao nosso lado almoçavam 3 rapazes de grande porte, com camisolas cinzentas iguais com “rugby” escrito nas costas. Eram feios como uma noite de temporal. Não olhámos mais para eles. Até porque eu tinha pressa. Estava na hora de “ir mandar um fax” ao WC.
Chegada a hora do embarque para Praga, fomos para perto da porta de embarque. Aí estavam, contagem por alto, cerca de 15 rapazes de grande porte com as tais camisolas cinzentas. Alguns menos feios que outros. Passámos pela segurança antes deles e ainda ficámos a olhar bem para as medidas dos glúteos e perímetros torácicos de cada um deles, apontado para o “mais entroncado”, o “menos feio”, o “mais simpático”, através do vidro que nos separava. E olhámos mais um bocado, comentámos, apontámos mais um pouco… até que nos apercebemos que eles nos olhavam com caras incrédulas… Lição de vida: os vidros transparentes permitem ver, mas também que sejamos vistos.
Finalmente chegámos a Praga. Ainda no aeroporto fomos trocar euros por coroas checas, todas a trocar mais ou menos o mesmo valor, todas a demorar mais ou menos o mesmo tempo… menos eu. O rapaz do outro lado do balcão deu-me um talão qualquer, só a mim, para EU trocar as coroas que me sobrassem sem pagar mais taxas. Explicação lógica (para nós): há pessoas normais e há pessoas com o meu decote.
Primeiras actividades em Praga: fomos ao hostel dar entrada e fomos à procura de sítio para jantar. Escolhemos um dos 1500 restaurantes italianos de Praga e sentámo-nos. Bebemos um litro de cerveja cada uma, mas também conseguimos comer. No fim perguntámos à empregada do restaurante se conhecia um sítio para beber um copo e dançar um bocado. Muito prestável, escreveu um nome de um bar e a respectiva rua num papel. Procurámos, procurámos e encontrámos… numa cave, um bar de strip feminino, cheio de gajas descascadas. Não sei se as orelhas da dita empregada caíram ou não, mas que a ofendemos a ela e à família e ainda planeámos vingança, lá isso fizemos! Procurámos outro sítio e acabamos a beber um copo num bar que ficava numa cave, enquanto assistimos ao vivo a rituais de acasalamento, até aquele momento totalmente desconhecidos para nós, entre pessoas feias, pessoas muito feias, pessoas esquisitas e outras de aparência não-humana.
Com um misto de “oh Deus que merda foi esta?” e a esperança de que houvesse algo mais na noite de Praga para além de coisas paranormais, voltámos ao hostel para dormir. Eu ainda “fui mandar mais um fax”.
sábado, 27 de março de 2010
"Mas o que é isto?"
Sexta feira de folga... Plano: Jantar com o namorado e talvez um cineminha!
Fui jantar com o meu namorado a um daqueles restaurantes que funciona com buffet. Portanto e como qualquer pessoa normal, levantei-me e fui encher o meu prato com tudo a que tinha direito. Quando o empregado me estava a servir a carne, senti um pequeno puxão. Não liguei! Nisto oiço um burburinho... "mas o que é isto?"... Mais uma vez, não liguei... E senti novo puxão!
É então que uma das empregadas diz mais alto: "Mas o que é isto? Que fios são estes?", e oiço um cliente que está a entrar a responder: "É uma senhora que está a perder o vestido!".
Já com o meu prato servido, viro-me e deparo-me com uma empregada presa no meio de fios... E o puxão continuava. Pousei o prato sobre a mesa e ajudei a dita empregada a sair do meio dos fios.
Então... voltando um pouco atrás... Quando me levantei para me ir servir, uma fita do meu vestido ficou presa sei lá eu onde. Cada passo que dava deixava um rasto atrás de mim. O maldito fio do vestido foi tecendo uma teia enquanto se destruía, deixando a empregada presa no meio da tal teia!
Foi então que percebi que... a tal "senhora que está a perder o vestido" era nada mais nada menos que EU!!!
Se houvesse um buraco para me enfiar, eu teria agradecido. :$
Esta é então a prova de que não é apenas à Caracol- L que acontecem coisas surreais em restaurantes!!! :p
(Talvez nunca devêssemos ir a restaurantes! ;p)
(Caracois-S)
sexta-feira, 19 de março de 2010
foi assim um dia normalzito
Depois estava a fazer o meu trabalho. Velhinho simpático e engraçado, conversa animada, até que ele saca da sua mão, dá-me um valente apalpão na mamoca direita e diz que me dá 100 euros se eu lhe fizer um br**** (eu sei que não costumo ter problemas com palavrões, mas este arrepiou-me e até o facto de escrever a palavra toda dá-me voltas ao estômago). Neguei as vezes que foram precisas até acabar o que estava a fazer… ou melhor, até ele desatar aos gritos que eu era uma burra teimosa. Enfim… E não, eu não trabalho numa esquina nem numa rotunda e tenho uma farda de trabalho que me tapa desde os joelhos até ao pescoço!
E depois saio do trabalho e vejo uma senhora em camisa de noite com ar “feira de Carcavelos”, com um robe com ar “loja dos chineses”, de almofada debaixo do braço, tudo em tons de rosa-cueca, e com sapatos pretos de salto agulha.
Depois cheguei a casa, esqueci-me outra vez de ir às compras, dormi a sesta até às 21 horas e jantei vários bollycaos pela segunda noite consecutiva.
Queria concluir algo útil e construtivo com base no dia de hoje… mas não consigo.
quarta-feira, 10 de março de 2010
mais uma 'pró' currículo
Trabalhei desde as 23h. Logo ao início do turno uma velhinha demente disse-me "vá para casa, não gosto de si". Devia ter seguido as suas palavras. Mais tarde sussurrou-me "já lhe disse o que tinha para lhe dizer". Devia mesmo ter seguido as suas palavras.
Mas não.
Continuei.
Trabalhei 16 horas. Ainda combalida pelos efeitos de uma colónia de bacteriazitas ordinárias que decidiram reproduzir-se desenfreadamente nas minhas vias respiratórias. Agora combalida com uma diarreia tipo "sai da frente que eu quero passar!", provocada pelas relações nada amistosas entre o meu intestino e antibióticos. Cada vez com mais sono, com erupções cutâneas de mau humor e com um grau de demência quase tão bonito de se ver como o da doce velhinha.
Dia de trabalho quase a terminar e alguém me pergunta, após uma conversa sobre a essência da vida e outros problemas da humanidade, dos quais ninguém se lembraria de falar comigo nunca na vida, quanto mais no fim de um dia como este:
Sorri, fiz um olhar doce, disse que estava tudo muito bem, tenho a sensação que até suspirei no fim...
Oh Sandra Bullock, anda cá minha cabra que essa merda dessa estatueta afinal é minha!
domingo, 7 de março de 2010
um dia, quatro posts
um dia, três posts
Mas quando escrevi o post anterior, lembrei-me que vir um logo a seguir com este título era bonito. E é quase meia-noite... Por isso cá vai.
Estou ranhosa, um pouco febril, rabugenta e comi demais. Já tomei tudo o que tenho cá em casa para as constipações, ou seja, fui buscar 2 pacotes de lenços de papel.
Amanhã vou ter que ir trabalhar assim e vou trabalhar mais do que devia e certamente muito mais do que me apetecia.
E é o que temos.
(Caracois-L)
um dia, dois posts
Rolo de carne recheado com cebolinhas e alheira, acompanhado com salada de rúcula, alface roxa e laranja, com tortas de azeitão (estas foram compradas, obviamente...) para sobremesa.
E mais não digo.
(Caracois-L)
para reflectir...
Ela até é gira… mas a nível espiritual… epa… não tem bagagem nenhuma.
Obviamente pedi que se explicasse...
Assim como já usaram calças à boca-de-sino, bigodes farfalhudos ou roupa interior em forma de saco de batatas e com padrão de cortinados, eu tenho fé que esta é só uma fase negativa e passageira na existência do sexo masculino e que um dia os homens voltarão a falar em linguagem perceptível para as mulheres.
O mítico “a gaja é boa, mas burra como a merda” é bronco.
É, sim senhor.
Mas não deixa dúvidas.
(Caracois-L)
segunda-feira, 1 de março de 2010
assim se vive ao ritmo da L.
Sábado, acordei ao meio dia, com o despertador para a uma da tarde, com uma tatuagem marcada há 1 mês para as duas da tarde. Porque acordei mais cedo? Porque uma amiga telefonou para saber se eu estava nervosa. Se estava? Claro que sim! Mas só me ia lembrar disso quando acordasse e assim sofri de ansiedade (vulgo "cagunfa") mais uma hora do que o planeado. Ia fazer a tauagem com duas amigas, uma "acagaçou-se" à última da hora, a outra despachou-se mais cedo que eu, eu fiquei a sofrer durante uma hora, sozinha, nas mãos de um homem desconhecido com luvas e instrumentos de tortura tenebrosos. Saí de lá toda dorida, com um temporal tropical mas sem calor na rua, a ligar à mãe para contar que "a obra de arte para sempre nas minhas costas" estava feita, enquanto tentava controlar o chapéu-de-chuva e a minha vontade de descer a rua para ir comprar os Tiger que estavam na montra de uma loja já ali ao lado. Cheguei a casa, esperei as duas horas para tirar o penso, tirei o penso, tirei fotos à tatuagem e dormi a sesta à pressa para ir jantar ao Tágide. Restaurante caríssimo e finíssimo, incluido no restaurant-week, onde podíamos ter jantado por 20€, onde nos entusiasmamos com o vinho e onde acabamos a pagar 50€ cada um... Pelo menos, não encarnei a minha personalidade de artista de circo e nem loiça nem comida ganharam asas à minha conta. Saímos do restaurante já era Domingo...
Domingo (já passava da meia noite, portanto...), festa do teatro da comuna, dança, gin tónico. Acabou cedo... Jamaica, dança, cerveja. Tinhamos fome. Hamburguers. Palhaçada na rua. Cama depois das 7h... Voltei ao mundo às 19h. Jantei. Tinha dores nas pernas. Voltei para a cama.
Segunda-feira. 2h40. Já começou a semana. Outra vez. Não tenho sono. Outra vez. Amanhã vou estar o dia todo com cara de ananás. Outra vez. Se foi desta que aprendi que os fins-de-semana também podem ser usados para descansar? Não! Mais uma vez.
Caracois-L
PS: amo tanto a minha vida!
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
caso clínico
Sempre com a mania que tem que dar ar de quem é muito atarefada, avançou rapidamente para o laboratório, certa de que o Dr. iria segui-la até lá. E ele lá foi, a metade da velocidade dela, porque já tem estatuto para andar devagar durante o horário de trabalho. Ela lá entra no laboratório a uma velocidade alucinante. E ela lá faz a curva à mesma velocidade alucinante. E de repente, os pés dela pisgam-se em auto-gestão para o ar até ficarem à mesma altura da sua cabeça…
Freeze
Sem a introdução prévia, a interpretação deste quadro seria: menina má acabou de fazer sexo louco no laboratório, viu que o chefe estava a chegar e escondeu o amante dentro do frigorífico.
Des-freeze
Ela nem o deixa falar “acabei de cair, tou bem e o que eu lhe queria mostrar era isto…”
Uns minutos depois sente o cabelo pesado, passa com a mão na nuca para ver o que poderá ser, sente um galo do tamanho de uma avestruz e o cabelo está molhado. Olha espantada para a mão coberta de sangue, chama cabrão ao frigorífico e puta à empregada da limpeza, chama o chefe e diz “oh Dr… afinal…” enquanto lhe mostra a mão ensanguentada e põe um sorriso palerma.
Freeze
Sem a introdução prévia, a interpretação deste quadro seria: matei-o, mas foi sem querer…
Des-freeze
Fazem-lhe um penso. Colocam-lhe uma ligadura à volta da cabeça. E por meia hora ficou em tudo parecida com o Nuno Gomes depois de abrir o sobrolho, com o devido curativo aplicado e de volta ao campo, com tufos de cabelo desgrenhado a saltarem por cima e por baixo da bela ligadura branca. Discutem o procedimento a seguir, ela deixa bem marcada a sua posição no processo “desde que eu chegue a casa e possa lavar o cabelo, não quero saber do resto”. Acabam por lhe dar “2 pontinhos”. Ela lavou o cabelo assim que chegou a casa. E agora sim, já podia perder tempo para investigar onde tinha dores... “ok, acho que tenho dores nas costas e no pescoço!”
Nota da autora: esta besta anormal é a minha irmã. Como será possível que, tendo um exemplo de perfeição e boa conduta na sua irmã mais velha, ela tenha degenerado numa criatura tão desprovida de equilíbrio psicológico e com uma total inversão de prioridades? Pobres paizinhos…
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
God vs David Lynch
Deus avança:
Ontem tive uma das várias réplicas do pseudo-date, mas portei-me bem, apesar de me ter deitado tarde. Hoje fui trabalhar, pelo que até acordei cedo (tendo em conta que era Domingo) e bem-disposta (reforço: tendo em conta que era Domingo) e até saí de casa com tempo de sobra para beber um café e fumar 3 ou 4 cigarros antes de entrar ao serviço. Chego ao metro e dentro da minha mala não estava a carteira. Ficou dentro da minha mala-pipi-coquette que usei na noite anterior. Volto a casa, agarro a carteira, volto a sair, rezo por um táxi, ele lá aparece, vou a correr para chegar a horas, curiosamente ia render a chefe, conto-lhe a história e ela goza comigo porque apanhei um táxi para não chegar atrasada.
Eu: Está a gozar comigo porque eu apanhei um táxi para conseguir chegar a horas?
Chefe: Estou! Epa, chegavas atrasada e pronto! Taxi… pffff
Eu: OK…
David Lynch contra-ataca:
Uma amiga manda mensagem a perguntar como foi o pseudo-date. Aqui devo acrescentar que ontem estive 3 horas sentada no chão da casa-de-banho a lavar roupa à mão. Acreditem que esta informação é pertinente.
Amiga: Conta-me tudo. Tou a morrer de curiosidade!
Eu: Foi fixe. Fomos ao teatro, depois fomos beber uns copos, depois viemos aqui para casa e acabamos deitados em cima da minha cama até às 7h30 a conversar.
Amiga: Nem um beijinho? Ele também está a pedi-las!
Eu: Nada! Ainda houve a sugestão (da parte dele) de olhar pró meu rabo sem roupa, porque me doía o cóccix, eu não deixei. E pronto.
A resposta a isto, merece o prémio de melhor moca por snifar atmosfera… e juro que estou a transcrever literalmente a mensagem que recebi.
Amiga: Calma… Calmaaaaa!!!! Tu estavas em cuecas (ponto n.1) e ele olhou para o teu rabo (ponto n.2), deitado na tua cama (ponto n.3), e sugeriu um beijo (ponto n.4). E tu? Nada fizeste! Mata-te!
Eu: Epá tu vê lá se atinas!!! Onde é que eu disse que estava em cuecas e que ele olhou pró meu rabo e sugeriu um beijo???
Amiga: Acordei agora. Passei-me completamente! Assim está bem…
Portugal!
sábado, 6 de fevereiro de 2010
cara-metade
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
elefante preto
Ok… esta foi a versão romântica dos factos.
A verdadeira história é esta!
Sábado, fui ver um concerto à tarde e bebi um “bocadinho”. Depois fui jantar com as minhas gajas e bebi mais um “bocadinho”. Depois apareceu um preto a vender bonecos e eu comprei um elefante. Porquê? Não sei. Não cabia na minha mala, pedi a uma amiga para o guardar. O preto voltou atrás porque se tinha esquecido de me dar os “dentes” do bicho, que até cabiam na minha carteira. E só então me lembrei que os elefantes têm aquele marfim todo, porque até aí o meu elefante "desdentado" parecia-me uma autêntica obra de arte! Depois a minha amiga, essa bêbeda, esqueceu-se de me dar o elefante antes de ir para casa. Deu-me ontem. Agora estava a jantar e olhei para cima do móvel. Tenho que o pôr o raio do elefante noutro sítio. Ali parece que está a olhar para mim. E o gajo é feio e tem a cauda do mesmo tamanho que a tromba, que ainda por cima é torta. Mas onde é que eu estava com a cabeça?
(Caracois-L)
domingo, 24 de janeiro de 2010
um quarto para as cinco
domingo, 17 de janeiro de 2010
coisas absolutamente estúpidas que só me acontecem a mim (IV)
A classificação do evento fez-se com base nos seguintes pontos:
1) éramos duas pessoas de sexo oposto;
2) não era um date;
3) mesmo que fosse, ele estava a jantar sozinho num date só dele e eu estava a fazer-lhe companhia, porque eu não vou a dates;
4) para os de fora podia ser confundido facilmente com um date.
Bem, mas o importante não é isto. O importante é que num restaurante de dates, com velas e casais e minhoquices dessas, eu consegui dar uma cacetada numa inocente colher da café, que a fez rodopiar no ar fazendo um rasto de molho pela mesa e pelo chão, até acertar na empregada do restaurante. Sorte do senhor que estava na mesa ao lado, porque se a empregada não estivesse a passar nesse momento, tinha ganho uma fantástica medalha de molho nepalês no seu casaco.
Depois de ser a romanticida de 2009, já sou a pseudo-daticida de 2010. E ainda estamos em Janeiro. Um aplauso para mim.
E para que conste, também ja não vivo num filme de comédia. Ontem à noite vi três anões na rua. A minha vida afinal é a obra-prima do David Lynch. Só faltava aparecer um cavalo que falava e uma loira a torcer os braços ao contrário.
(Caracois-L)
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Finalmente de férias!!!
É verdade que praticamente ainda não parou de chover desde que entrei de férias. Mas ainda assim estou feliz! Quem não estaria? Pergunto eu e talvez voces...
Vou ter tempo para fazer de tudo um pouco, e para não fazer nada! E era disso mesmo que eu já estava a precisar. De tempo para não fazer nada!
Sabem quando chegamos áquele ponto em que só de pensar em ir trabalhar começamos a ficar mal dispostos, com tonturas e só nos apetece que aconteça uma qualquer desgraça natural (sismos, inundações...) para que sejamos impossibilitados de ir trabalhar??? Pois bem... Eu cheguei a esse ponto! Saturação!!! Não dava mais.
Portanto, e mesmo estando a chover, e esteja um frio de rachar... Eu tou feliz e contente!
Bem... Neste momento, o forno acabou de apitar. Estará já o bolo pronto??? Vou ver... :)
(Caracois-S)
domingo, 3 de janeiro de 2010
Ano Novo
"Eram" só chuviscos…
Lógico que as pessoas mais afortunadas, aquelas que dormiam porque, afinal, era Domingo, não deram por nada, mas caiu uma tromba de água hoje em Lisboa por volta das 8h30m. Corrijo, caiu uma manada inteira de elefantes em forma de chuva em cima de mim. Eu não tinha uma única peça de roupa seca no corpo. Os senhores da meteorologia provavelmente classificaram-na como "chuva moderada no litoral centro", mas como fui eu que a levei em cima, eu é que sei!
Tomei um bom banho quente e dormi. Só acordei quase de noite. Odeio o Inverno.
"Wooow", diz o público que segue a minha novela passo a passo, já adivinhando que a protagonista vai acordar com os azeites.
E acordei mesmo.
Decidi que era uma boa ocasião para a minha cooking-therapy. Há mulheres que fazem ponto-cruz, outras pintam azulejos, outras metem-se na droga, eu cozinho. Música boa, refogados, um ou outro cigarro, bacalhau, forno a aquecer, gente que não me percebe, eu que não percebo ninguém, queijo ralado, gente que me chateia, gente que eu devia ter ido ver, gente com quem não quis falar.
sábado, 19 de dezembro de 2009
mais mimos
O Oscar Tomé foi invadido pelo espírito natalício e anda a estragar-nos com mimos.
Estes são os seu últimos devaneios:
E entretanto lança o desafio de enumerar as 5 coisas das quais mais nos arrependemos.
Falo por mim, a S. logo responde por ela. Epa, eu "só" me arrependo de (quase) todas as vezes que menti. O resto acho que fazia tudo igual outra vez. Acho...
E desta vez porto-me bem, e passo os selos aos blogs que gosto, logo os que sigo com mais dedicação, o que inclui o do amigo Oscar (http://purosaboramim.blogspot.com/)!
http://b-indigo.blogspot.com/
http://dolitasworld.blogspot.com/
http://grow-up-boy.blogspot.com/
http://ourmadworld.blogspot.com/
http://enquantocofioabarba.blogspot.com/
(Caracois-L)
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
se o natal é quando o homem quiser, a páscoa é quando eu quero!
São 11h da manhã. Começam as trocas de mensagens para celebrar mais um fim-de-semana. Uma começa por dizer que ontem teve a visita de um homem com barba que lhe levou “uma prenda”, mas que não era o Pai Natal. Outra goza com as pessoas que a acolheram o fim-de-semana passado, mas que merecem ser gozadas. Eu... bem… eu, na falta de prendas e cenas tristes, avanço cheia de segurança: eu hoje vou partilhar fluidos orgânicos com um homem com barba. Mas tratei logo de esclarecer: o dito homem vai recolher a minha ranhoca e o meu sangue para fazer análises. É… a febre não vai embora.
E a meio da tarde fez-se luz...
Após um ano de torturas e milagres.
Após alguns meses de vários tipos de abstinência.
Após um jantar em que poderiam ter sido 13 à mesa, não fossem “os colas” de última hora.
Hoje dou por mim a oferecer o meu ranho e o meu sangue.
Adorem-me!
Eu sou Jesus, versão século XXI.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Faz frio lá fora...
É Dezembro!
Há algo diferente hoje... Não sei... Foi de repente, mas tudo ficou diferente hoje...
Não sei dizer como começou. Apenas comecei por sentir a tristeza invadir-me. Estupidamente dizemos: "Ah, é do tempo!".
Não, não é do tempo... Ou melhor... é do tempo! Não do clima, mas do Tempo...
Tempo que não volta atrás!
Tempo que dói!
Tempo que gela, que me faz gelar.
Tempo que passa depressa, sem nos apercebermos.
Tempo que infelizmente não volta atrás.
Hoje, olhando á minha volta, vejo o que o tempo me fez.
Estou maior! É verdade, cresci! Estou mais forte... Mas também sei que nunca fui propriamente fraca. Mas hoje... Hoje sinto-me fraca, mais fraca!
Há muito que não me sentia assim... Invadiu-me a saudade... Saudade! (suspiro)
Sim, suspiro! Suspiro por ti... Suspiro pelo passar do tempo. Tempo que não volta atrás!
Fazes-me falta!
Sinto a falta... Hoje mais do que ontem... Porquê?
Não sei... Estou sozinha agora. Talvez por isso.
Perdi-me no pensamento. Perdi-me sozinha na saudade!
É Dezembro!
Está frio lá fora...
(há muito que não me dava para isto)
(Caracois - S)
lady of ice
Hoje pediram-me a opinião num assunto. Assunto delicado. Assunto penoso. Assunto difícil de avaliar, quando os meus próprios assuntos não estão resolvidos.
Acedi ao pedido.
Porque vejo uma sombra do que essa pessoa pode já ter sido.
Acedi ao pedido.
Não porque me considere capaz de lhe dar resposta.
Acedi ao pedido.
Porque quis.
Porque me revejo na sua história.
E porque as minhas mãos, tantas vezes, também gelam.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Espirito Natalicio... onde andas?
Pois bem... cá estou eu! Ao certo não tenho nada para escrever. Não tenho tido episódios dignos de publicação. Como diz o Óscar: "Na minha vida ultimamente não acontece nada de extraordinário ou minimamente significativo..." Mas cá estou eu... a tentar partilhar qualquer coisa.
Não tendo nada de jeito para vos contar, partilho aqui convosco o meu total desagrado com a minha prenda de Natal:
Aproxima-se a uma velocidade estonteante, o Natal!
Mas este ano decidi que havia de fazer as coisas de outro modo. Como tal 98% das minhas compras de Natal ja estao despachadas. Evitei, assim, ao máximo a loucura das compras de útima hora. No entanto, e por incrivel que pareça, acho que muitos portugueses decidiram este ano fazer o mesmo.
Resultado: Eu fugi das confusões, é certo. Mas tenho levado com as confusões das compras todos os fins-de-semana (ou melhor, todas estas últimas 3 ou 4 semanas).
(Só para esclarecer, eu trabalho numa loja de roupa. Tem sido o terror!)
O que de facto me animava era o facto de estar á espera da minha recompensa: o cabaz de Natal!
Andava eu muito contente a pensar que este ano (tal como nos últimos 4) iria receber um belo capaz de Natal, repleto de doces e garrafas de bebidas (tipico espirito natalicio), quando no passado sábado, o meu encarregado me entrega um pequeno pedaço de cartao prateado em forma de envelope, onde se podia ler: "Este é o nosso presente de Natal para ti."
"O quê??? Onde está o meu cabaz???" - pensei.
Pois bem... este ano substituiram o meu magnifico cabaz por um cartão oferta no valor de 60€ para gastar numa das nossas lojas!!!
"Isto não pode ser real!" - exclamei.
Chamem-me o que quiserem... mas por muito que goste de fazer compras (e gosto!) preferia mil vezes o meu cabaz de Natal!
Onde está o espirito natalicio? Parece que ele abandonou a nossa empresa (algo que eu ja devia ter desconfiado, tendo em conta as horrorosas decorações de Natal das nossas montras!)...
(Caracóis - S)
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
acho que era a A
Sábado, 20 horas: a entrar em parafuso. Eu, L. a Grande Borguista, ia ficar em casa pela segunda noite consecutiva do fim-de-semana. Quando me lembrei que só existem duas noites num fim-de-semana normal, a neura instalou-se.
Sábado, 23 horas e 40 minutos: o meu telemóvel toca para me dar a notícia de uma visita inesperada com paracetamol, música e perfume dentro do bolso do casaco. Nas horas seguintes iria aperceber-me que, afinal, esse mito urbano de uma noite bem passada na conversa, com bolachas e coca-cola e sem qualquer tipo de actividade física, seja ela de que natureza for, não é mito nenhum.
Domingo, 7 horas: fecho a porta, acendo o último cigarro de Sábado e penso...
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
um agradecimento...
Aos que passam por aqui e gostam, mesmo sem mostrar.
Aos que passam por aqui e não gostam, mas também não chateiam.
Aos que ficaram mesmo depois de algumas ausências nossas.
Ao Oscar Tomé (autor de um GRANDE blog) que nos deu o nosso primeiro selinho!
Cá está ele:
(As Caracois!)
PS: não sei se era suposto também repassá-lo para mais alguém... Se for avisa, Oscar Tomé!
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
e ao sétimo dia, Deus...
"Oh minha menina, se pensas que vou descansar, estás muito enganada... hoje é que vou gozar contigo à grande!"
Para além de me ter posto a servir de conselheira na questão mais surreal, em que devia sentir pena, ou pelo menos, alguma consternação, mas que na realidade me deixou um pouquinho satisfeita...
Para além de me ter dado a ideia de propôr a uma miúda com uma cardiopatia congénita que subisse 5 andares de escadas quando havia 3 - TRÊS - elevadores disponíveis...
Para além de me ter proporiconado uma cólica com metano aromatizado o dia inteiro...
Para além disto tudo...
Ele decidiu encher hoje as ruas de homens com barba!
Dei-me ao trabalho de os contar a partir do meio-dia (altura em que percebi o master plan do bacano). Foram 67 e destes, 18 trabalham nos armazéns do Chiado.
Mensagem aí para cima:
SE A TUA IDEIA ERA QUE EU ENJOASSE DESSA ESPÉCIE, ESQUECE! ATÉ GOSTEI, ESTÁS A OUVIR?!?!?!
(Caracóis-L)
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
primeira comunicação oficial com 31 anos
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
coisas absolutamente estúpidas que só me acontecem a mim (III)
terça-feira, 24 de novembro de 2009
bom diaaaaaa!!!!
Ou talvez não.
Simplesmente a mulher dos fusos horários errados.
Tenho insónias porquê? Porque como não durmo à noite, chego a casa à tarde com sono e… durmo. Acordo à hora que as ditas “pessoas normais” vão para a cama, janto, estou acordada a noite quase toda e depois durmo uma “sesta” antes de ir trabalhar de manhã. Depois chego a casa à tarde com sono e… durmo.
E então, o que tem isso de especial?
Nada! Já lavei roupa, já lavei loiça, já almocei… sim, porque sinto que é como se fosse meio dia, já “mamei” uma pizza e uma lata de coca-cola, estou agora a curtir aquele cigarrinho-do-depois-do-almoço.
Sim… eu sei… ainda são 7 horas da manhã…
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
hey miuda! tás viva?
Não...
Apenas desorientada!
Umas coisas novas difíceis de entender, logo, difíceis de encaixar seja onde for.
Umas coisas antigas, arquivadas no fundo dos fundos, mas que teimam em pôr a cabeça de fora.
As insónias estão de volta.
A paciência é pouca.
A cabeça já vem dormente quando chego a casa. O resto do corpo, por compaixão, também...
Tanto que o meu jantar, desde segunda-feira são umas meias luas castanhas-escuras que flutuam num líquido branco, que as pessoas menores de 18 anos costumam comer ao pequeno-almoço.
Enfim...
Hei de voltar.
(Caracois-L)
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
SPM
E mais, se este estado de “parece que está possuída” só dura dois ou três dias, também não percebo qual é o drama!
O facto é que eu tenho que aguentar lamúrias porque o Benfica perdeu, ou porque a outra tem um vestido igual ao de não-sei-quem, ou porque alguém disse o que não devia, durante um mês inteiro.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Barcelona - 2 meses depois
Para quem não se lembra, tive que ir a Barcelona (oh chatice…) fazer um exame com 5 horas de duração, para o qual tinha estudado durante meses e que, segundo aqueles que já o tinham feito, se assemelhava a tortura psicológica do mais elevado grau.
A verdade é que hoje de manhã tive mesmo que usar esse mail no trabalho para retirar um documento. Pânico. Tinha uma mensagem cujo título dizia “[EAE Barcelona TTE - 2 September 2009]: EAE TTE Accreditation exam - 2 September 2009 session - Result”.
We are pleased to inform you that you successfully passed. Please accept our congratulations.
Dia 2 de Novembro de 2009: dia em que o meu subtil mau feitio se desvaneceu, andei sem tocar no chão, havia passarinhos a cantar por todo o lado, tive vontade de comer algodão doce e andar descalça na relva, tive vontade de abraçar desconhecidos, as pessoas com quem não simpatizo pareceram simpáticas, os feios pareceram bonitos, e até os monhés cheiravam bem!
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
novembro
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
à porta da tasca
Merda! Hoje é o último dia para pagar a água e a net!
Ainda dormi uma sesta, e já noite posta, saí de propósito para ir ao multibanco mais próximo.
Pelo caminho tenho que passar por uma tasca, ou café ranhoso, como preferirem.
Do outro lado da rua, a conversa sobre o Benfica parou, mas ainda os ouvi a retomar a discussão.
Conclusão: mais uma vez, tentei avaliar um espécime XY e errei completamente!
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Oh L., porque comes tanto?
1- porque tenho fome;
2- porque cozinho bem demais;
3- porque sou uma pessoa gastronomicamente feliz (já tinha dito esta antes...);
4- porque tenho uns bons genes que fazem com que só engorde um bocadinho de vez em quando;
5- porque às vezes, ou muito frequentemente, tenho ataques súbitos de carências psico-afectivas pelo que, na falta de dinheiro para o psicólogo, faço terapia doméstica com comida em doses industriais, o que, e apesar de tudo, sempre é melhor que arranjar um gato e deixar crescer o buço.
Esclarecidos?
post dedicado a todos os que sentem necessidade de libertar um desabafo sempre que me vêem a praticar os meus saudáveis hábitos alimentares
(Caracois-L)
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
no metro
A Alzira e a Zulmira sentam-se ao meu lado. Senhoras dos seus 50 e poucos anos, cada uma com o seu belo buço e com umas unhas em tom de vermelho escamado. Ao início pensei que o verniz estalado devia ser de lavar a loiça, mas quando uma delas decidiu palitar os dentes, usando pelo menos 3 unhas, percebi o porquê daquele trabalho artístico de manicure.
Adiante!
Sentam-se ao meu lado e começam a disputar quem tinha a vida mais triste. Sim, porque isso de comparar conquistas e vitórias pessoais é para malta que não tem vida própria. Português que se preze, só se orgulha do que lhe corre mal.
Cá vai então:
Zulmira: Oh filha, isto começou tudo a correr mal desde que o meu marido mudou os medicamentos do cástrol por causa da prósta e deu-lhe o ABC.
Alzira: Ai mulher. Foi aí que ele ficou com a boca ao lado e paradinho da cabeça?
Zulmira: Da cabeça e do resto, que aquilo agora é um mono que dorme na minha cama. Olha até fiquei com uma depressão muito grande, afectou-me toda dos nervos. Andei num psiátra e tudo, vê lá!
Alzira: Oh também já tive assim, quando apanhei a menopausa. Foi na altura que a minha Belinha teve muito doente, tinha um aninho.
Zulmira: O que tinha ela?
Alzira: Nunca nos disseram, escreveram tudo no processo criminal da menina, mas ficou tudo no hospital.
Zulmira: Pois pois… Olha sabes, eu é que agora apanhei uma psórise, que é uma doença muito grave na pele que pode afectar os ossos e o peito, mas já fiz um TACO e um tóráxe, e tou toda limpa por dentro.
Alzira: Graças a Deus!
Metro: Próxima estação: Rato. Estação terminal.
Eu: (Graças a Deus…).
(Caracois-L)
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
o croquete
E lá andava eu a rebolar na cama e a pensar nas minhas coisas. Ontem mandei uma mensagem a uma pessoa, primeira de todas entre nós. Por brincadeira sugeri um croquete, iguaria apreciada por ambos, caso passasse perto do seu local de trabalho.
Podem agora dizer: epah oh L., ninguém sugere croquetes, rapariga!
A resposta tardou, mas chegou 12 horas depois, tipo testamento, mas com alguma graça.
Um croquete inofensivo…
Não consigo parar de pensar nisso. Não consigo bem decifrar o que ele queria dizer com isto…
As últimas análises ao sangue revelaram níveis de colesterol demasiado elevados?
Estaria a pensar que eu podia usar um salgado como arma de arremesso? De facto as chamuças podem ser mais perigosas. Aquelas pontas da massa, se demasiado fritas, podem furar um olho. Um croquete parece mais inofensivo, lá isso parece…
Ou seria uma forma subtil de dizer “oh filha, não sei o que andas prai a pensar, um croquete tá-se bem, mas mais que isso podes esquecer”.
Porra pá!
domingo, 18 de outubro de 2009
Domingo, 18h30.
Fica para trás um fim-de-semana pacífico, onde esperei por uma mensagem, acabei por recebe-la, mas não percebi nada do que dizia; andei fugida, ninguém sabe bem do quê, mas a vida é mesmo assim; um amigo achou que eu andava a fazer reabilitação de uso de substâncias ilícitas (oh Deus…); e apanhei meia conversa de duas feias que comentavam as maravilhas que a vaselina faz, ao que comentei que certamente estavam a falar da pele seca dos cotovelos e os meus amigos chamaram-me de má…
Agora tinha aqui umas coisas para fazer, mas barriga cheia de massa de atum pede sesta…
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
tranquilos!....
Instalei o pânico…
Senti-me na obrigação de esclarecer algumas coisas (oh meu Deus, longe de mim a intenção de vos privar da minha triste, mas hilariante vida)!
Não! Não vou deixar de sair à noite, fazer viagens loucas de táxi, nem abandonar aquele gin tónico maroto que me troca sempre as voltas.
Não! Não vou parar de comer como uma besta. Sou uma pessoa gastronomicamente feliz, e quero lá saber do resto!
Não! Não me vão deixar de acontecer desastres e tragédias. Pessoas trapalhonas serão sempre pessoas trapalhonas, por mais decisões importantes que tomem na vida.
De qualquer das maneiras, o assunto em questão nunca foi um dos mais explorados neste espaço, pelo que ninguém vai dar muito pela diferença.
Conto então a última (já tem uma semana, mas que importa?):
Saída de gajas! Jantarada à grande, vinho, vinho, vinho, armadas em homens!
Espera lá! Estou descalça, caída no meio do chão, com estas duas personagens a olhar para mim? O plano mais lógico que a minha abençoada inteligência arranjou nesta situação, foi desatar a correr descalça e esconder-me numa paragem de autocarro (sim, são de vidro transparente, eu sei…).
Lá me safei, fui para outro sítio dançar com outras pessoas, encontro um outro amigo, conto-lhe a parvoíce… e ele diz que acabou de receber um sms dos outros dois a dizer que também estavam a ir para lá…
Como vêem, a minha vida será sempre assim…
terça-feira, 13 de outubro de 2009
hoje...
... e acabei de dar o primeiro passo!
(só temo que deixe de ter histórias malucas para contar aqui...)
(Caracois-L)
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Maratona
Agendei então uma corridinha para o final de tarde. Eu ja estou mesmo a imaginar... Corro dois minutos e meio e o resto do caminho fá-lo-ei a andar. É mais que certo! Como se não bastasse o simples facto de detestar correr, tou parada há imenso tempo... Não posso exigir muito mais de mim... Por agora! :)
Como achei que não devia desperdiçar uma manhã (que só por si já começou mal) decidi fazer algo de util.
Há uma maratona que tenho de fazer. E tenho de a começar antes que seja tarde demais. A maratona do estudo!!!
Há uma semana que voltei a pegar nos livros e a estudar!!!
Hoje... Peguei nos livros, folhas, material de escrita e no portátil e fiz-me à vida. Muito decidida subi as escadas até ao sotão e montei a barraca! Tenho estado a manhã toda a estudar (Geologia - detesto!). Completamente isolada! Uma musiquinha de fundo, só para não dar em maluca...
Este ano é que vai ser... Ensino Superior, aqui vou eu!
Para já... uma pequena pausa para o almoço e para arranjar as unhas! Lol
Ps: Prima... tenho a certeza que vais ler isto. Já sabes... Começa a dar-me na cabeça se me começar a desviar dos meus objectivos!
(Caracois S)
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Decisão tomada
Cada vez que penso em dieta só me apetece é comer ainda mais coisas. É verdade, sou gulosa! E daí?
Amo cada quadradinho de chocolate, cada piramide da pastelaria Trevo, cada uma das milhares de gomas existentes, bolachas e todas essas coisas!
Também não tou assim tão gorda. A minha roupa continua a servir-me, a que tava larga continua larga... Tá tudo controlado! Embora a balança mostre um numero que não me agrada muito... tenho de me lembrar que tenho 1,69m. E acima de tudo sinto-me bem!!
Mas... Sei que ando demasiado preguiçosa. Um pouco de exercicio nunca fez mal a ninguem!
Decisão tomada: Comer de tudo... mas fazer algum exercicio!
ps: Obrigada a vocês que me deixaram mensagens de apoio. :p
(Caracois S)
Filme romântico vs Filme de terror
Portanto... Vizualizem!
Um casal vai jantar e depois vai ao cinema. Parece um cenário romântico, não é?
Conversinha pra lá, conversinha pra cá... Carinhosamente trato-o por "balofinho"... (só pra picar!) O pior veio depois... A resposta: "Oh mas tu também és balofa!!!"
BALOFA??? EU???
É que nem foi balofinha, termo mais carinhoso... nao foi mesmo balofa!!! (pra quem possa nao saber o significado da palavra... traduzindo = a GORDA)
De imediato a barriga começou a andar ás voltas... cheia de pipocas! ok... fui ao cinema, tinha de comer pipocas. Mas será que precisava de comer tantas??? :s O pensamento não mais foi o mesmo.
O meu cérebro gritava comigo: "Eu bem te avisei para deixares de comer bolos, chocolates e essas porcarias todas!!!" E mais alto ainda gritou: "Plano de emergência... Exercicio!!! Quilos de exercicio, como aliás ja te tinha avisado!"
Qual neurótica, assim que cheguei a casa fui a correr ter com a balança! "Balofa? Vamos lá a ver se tens razão."
OK!!! OK!!! Se calhar tens um pouco de razão... Eu S, vou emagrecer! (Não é que esteja muito gorda, mas sei que podia tar bem melhor. E já me chamaram balofa!!!)
Portanto... a balança marca 66 kg... a pender prós 67 kg! Vou querer que ela marque no máximo 62kg!!!
L, por favor ajuda-me! lol Tamos quase na mesma situação... mas eu tou pior claro!!!
(Caracois S)
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
o lanche da Popota
Calças! Preciso de calças! As que tinha ou não entro nelas, ou eu achava que entrava e rebentei com elas.
Cinco minutos depois estava a ligar à mana. Precisava de apoio psicológico. Pela primeira vez na minha vida ia comprar calças nº36. E comprei! São lindas! Mas não deixam de ser 36…
Mais tarde um amigo juntou-se às manas. E lá fui o elemento lúdico da tarde! Desde Popota a Jennifer Lopez, o meu rabo foi comparado a diversos ícones volumosos. Nem sei como não se lembraram de o chamar de betoneira…
Entretanto, depois da mana ir para casa, eu e o amigo fomos lanchar. Nada nos tirava da cabeça aquelas tostas fantásticas com galinha tandoori que se fazem num bar fashion do Chiado. Comemos… melhor, devoramos como animais as belas das tostas, falamos um pouco e fomos pagar.
E quem estava à caixa? Uma menina conhecida da TV!
Indescritível o que se passou a seguir (atenção que as minhas frases foram só em pensamento, o que disse na verdade não me lembro…).
menina – É a conta da mesa 123?
L. – Oh filha, sei lá em que mesa estava, só sei o que comi!!!
menina – São 11€, está bem?
L. – Não, não está bem! Faz lá aí a conta outra vez, que ao somar duas tostas e dois sumos te enganaste de certeza! Contas complicadas pah!
Eu e o meu amigo esticamos os dois os respectivos cartões multibanco. Amigos, amigos, mas cada um paga a sua conta!
Mas isto de ser estrela da TV tem muito que se lhe diga… Ao ver dois cartões a menina contorceu a cara, esticou as duas mãos para a frente e tremelicou os dedos, como se lhe tivesse entrado um mosquito num olho e ela tivesse acabado de pintar as unhas. Ao mesmo tempo vocalizou um grunhido impossível de transcrever.
Ao ver o seu desespero lá a salvei da tortura, “são 5,50€ em cada cartão, ESTÁ BEM?” (contas complicadas outras vez... desgraçada da rapariga!). Ela sorriu aliviada, mas subitamente o seu olhar ficou perdido a vaguear por cima do balcão. Lá a salvei novamente, e indiquei-lhe onde estava a máquina para passar os nossos cartões. Devo acrescentar que para além desse, os únicos objectos que estavam em cima do balcão eram um telemóvel e um vaso de flores… não percebo a confusão, mas enfim…
Pobre neurónio, que está a morrer de solidão na imensidão do vácuo daquele crânio! E ainda falam dos jogadores de futebol?!?! Poupem-me!
(Caracois-L)
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
A besta mais nova fez anos!
No dia seguinte fui-me reunir com a balança da avó estrudes. Cabra! Continua com a mesma conversa! Sim… continuamos com 7kg a mais… e com roupa a menos…
Neste momento estou à espera de um monte de gente que vem aí a correr com castiçais e outros objectos decorativos em punho, para me darem uma valente tareia.
(A tradução destas últimas duas passagens está em posts recentes. Simplesmente não estou com especial vontade de alongar o assunto por hoje…)


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