sábado, 15 de agosto de 2009

questões pertinentes

Questão pertinente que me fizeram ontem de manhã: “oh esquisita, então mas o que precisa ter um homem para te agradar, pah??”
Dado o meu estado letárgico causado por uma noite mal dormida (dizem as más línguas que tinha saído à noite e tal…), não consegui responder. Mas vim para casa a pensar nisso. O que precisa ter não sei. Mas o que não pode ter… isso já é outra conversa.
Há os fofinhos e bonzinhos que nos fazem as vontades todas… enjoam-me.
Há os mauzões, que implicam por tudo e por nada e que têm a mania que tudo tem que ser à vontade deles… enervam-me.
Há os que falam muito… cansam-me.
Há os que quase não abrem a boca… nem dou por eles.
Há os giros e cheios de pinta, vaidosos e com a mania que é tudo deles… dão-me náuseas.
Há os pseudo-intelectuais, que pensam que sabem tudo sobre tudo… provocam-me urticária.
Há os que são meus amigos e de quem sei muito… sei demais.
Há os quase desconhecidos de quem não sei quase nada… não confio.
Depois ainda temos aqueles pequenos (grandes) pormenores sórdidos, tipo pouco cabelo, unhas roídas, pés demasiado grandes, mãos demasiado pequenas, gargalhada demasiado sonora, voz de passarinho, comer de boca aberta…
Posto isto, minha cara amiga, acho que a resposta à tua questão está no inicio da tua própria pergunta.
“oh esquisita...”
(Caracois-L)

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

um pouco de geologia

CALHAU: formação rochosa, de origem magmática, sedimentar ou metamórfica, de tamanho e forma variável. Devido ao buraco da camada de ozono em combinação com as radiações cósmicas, alguns exemplares podem adquirir a forma humanóide. Na sua maioria possuem duas pernas, dois braços, cabelo e dois olhos com velocidade de oclusão e orientação variáveis. São, no entanto, desprovidos de qualquer tipo de raciocínio lógico ou actividade cerebral. Mimetizam os humanos que os rodeiam, sendo apenas capazes de reproduzir frases e expressões presenciadas nas últimas 24 horas, devido à sua limitada capacidade de armazenamento de informação. Assim que identificados, é dever do cidadão ignora-los e continuar a sua actividade normal, uma vez que a falta de protagonismo e atenção fá-los regredir à sua forma original. São a terceira maior praga urbana da actualidade, apenas precedidos pelos pombos e por “esses-bichinhos-maus-que-vivem-no-gin-tónico-e-que-nos-fazem-ter-diarreia-aos-sábados-e-domingos-ao-acordar”.

Como hoje até estou bem disposta, passo a decifrar: gente estúpida mete-me nojo, ia levando com uma cagadela de pombo na testa e estou seriamente a pensar em mudar de bebida alcoólica favorita...

(Caracois-L)

terça-feira, 11 de agosto de 2009

ele o quê??

Se eu fosse dondoca passava a vida num spa. Como não sou, quer tenha, quer não tenha dores nas costas, tenho que ir trabalhar todos os dias. Mas pronto… lá tenho a minha querida auxiliar importada directamente de Angola, com umas mãos de ouro, que me dá umas valentes massagens sempre que lhe peço. Hoje, enquanto atendia a mais um pedido meu, víamos no computador fotos do Robert Pattison, o vampirinho fofinho do Crepúsculo. Desenrolou-se então o seguinte diálogo:
- Oh técnica! Tu acha esse homem bonito??
- Bonito? Epa… se o apanhasse fazia-lhe tanto mal que ele nem sabia de que terra era… acho este homem o máximo!
- Ah ah! Mas ele tem cara de trombose de careta!!!
- Ele o quê??
- Tu é gira oh técnica! Não pode gostar de homem com trombose de careta! Tem que gostar de homem com boca estética!
- …

Perceberam?
Então expliquem. Depressa!
Acho que ela descobriu qual é o meu erro de casting.
(Caracois-L)

:(

Há dias que têm o poder de nos pôr a fazer perguntas. Este pôs um enorme “o que é que foi isto?” na minha cabeça.
Dia no trabalho normal.
Amiga assina contrato. Combinamos copo para celebrar. Desencontro com sestas desfasadas, e o copo comemorativo não acontece.
Discussão com “amigo” antigo que passou de imediato a “ex-conhecido que não quero conhecer outra vez”.
Jantar sozinha que, talvez por isso mesmo, até correu bem.
Discussão com o “melhor amigo” devido a discordâncias relativas à base da própria amizade. A intermitência desta amizade qualquer dia oferece-me uma úlcera nervosa.
Planos para sábado abortados logo à segunda-feira.
Um dia em cheio.
Amanhã, dia 11, ou seja, afinal, hoje, faz um ano que me mudei para o casulo. Depois de um ano mais ou menos, estou outra vez no menos, tal como estava quando me mudei.
Motivos para festejar?
Aceitam-se sugestões.
será que é desta que o pessoal comenta?.... com convicção e em massa?...
(Caracóis-L)

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

um pouco de biologia

CACHALOTE: animal de grande porte que vive no mar e sazonalmente, durante a sua época de procriação estival, nas discotecas. No seu habitat terrestre, faz-se apresentar com vestuário de pequenas dimensões para que todos possamos apreciar a sua corpolência. Na sua maioria de sexo feminino, uma vez que os machos costumam ser barrados à entrada. Estes podem ser encontrados nas tascas e outros estabelecimentos de índole duvidosa, em especial durante os jogos do Benfica.
Atenção às horas. Foi mais um devaneio nocturno. A culpa continua a ser das insónias...
(Caracois-L)

domingo, 9 de agosto de 2009

veneno (iii)

Atordoada, a princesa abriu devagar os olhos. Não sabia onde estava, não sabia que dia era, nem mesmo se era dia ou noite. Aos poucos foi-se apercebendo. Um sono de quatro dias tinha passado por ela sem deixar marcas.
O Castelo estava vazio. Até as andorinhas tinham desistido de cantar. Só a pouca luz que teimava em passar entre as portadas das janelas parecia mostrar-lhe que havia um mundo lá fora.
Abriu as janelas e sentiu o sol queimar-lhe o rosto. Fechou os olhos e sorriu. Sabia que os seus demónios estavam adormecidos. O dia foi passando e ela sentia-se leve. Leve como já não se sentia há muito tempo. Mas há medida que a noite ia caindo os seus olhos foram mudando de expressão. Uma sede estranha começou a invadir-lhe a mente. Uma sede estranha que acabou por dominá-la por completo. Saiu do Castelo quase cega e sem destino. Hoje o demónio era ela.
Saciada, voltou ao Castelo horas depois. Despiu-se e deitou-se para dormir. Por momentos sentiu um arrepio. Puxou as mantas para cima e enroscou-se. Sacudiu a estranha sensação de não estar sozinha e deixou-se levar pelo sono.
Dormiu profundamente. O silêncio da noite só foi quebrado por um pranto mudo que nunca a despertou. Ao seu lado a Consciência chorava. Sabia que era invisível outra vez.
(Caracois-L)

sábado, 8 de agosto de 2009

manhã de sábado

Linda manhã de sábado.
Mas só para mim, porque para o resto do país já são 17 horas…
Acordo com uma mensagem no telemóvel. Uma amiga realizou um sonho de adolescência e manda mensagens em massa às restantes amigas, para contar que teve uma curte com uma figura pública, daquelas que nos faziam ter sonhos esquisitos há uns anos atrás.
O Pedro-não sei-quê.
Ainda atordoada pensei “Puta da ressaca! Não faço ideia de quem ela tá a falar…”.
Após mais umas quantas mensagens e uma pesquisa no nosso sempre fiel Google lá chegamos a um consenso. Ela trocou-lhe o nome. Mas não foi só nas mensagens com as amigas. Foi com o próprio. A noite inteira. O Pedro afinal era António…
Podem não achar a graça que eu achei. Mas pelos menos, desta vez, a pior história do fim-de-semana não é minha… E por isso mesmo, esta noite fiquei em casa para não lhe dar hipóteses! Toma!
(Caracois-L)

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

à saída

Saída das tais 16 horas de trabalho, voltei em piloto automático para casa.
A única situação que me despertou qualquer coisa que se parecesse com uma reacção, foi ver uma mulher extremamente volumosa e disforme, vestida de forma completamente absurda, que estava parada na rua. Olhei para ela e pensei “olha-me só este trambolho”.
Acho que foi a única coisa que pensei o caminho todo.
Vim para casa e dormi.
Moral da história: ressuscitei uma palavra. Trambolho!
Ah! E Mafamude pertence ao Município de Vila Nova de Gaia. Só para o caso de quererem saber....
(Caracois-L)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

e pronto...

Vim (mais uma vez) fazer noite.
O que significa eu vou trabalhar as tais 16 horas de seguida.
As tais 16 horas começaram com o sistema informático a ir abaixo. Liguei para o técnico de informática, que para meu espanto não sabia vir até ao gabinete. Lá consegui explicar o caminho. Ele chegou e disse-me com um ar super profissional "isto é desligar tudo e voltar a ligar e ver no que dá". Sim, este senhor ganha ordenado para me dar esta solução. Solução que eu uso há séculos para tudo o que é eléctrico lá em casa. E não estudei informática. Sou um génio e não sabia.
Algumas horas depois uma senhora perguntou-me se "isso do pâncreas é assim tipo uma tripa".
Delicioso, este momento.
Num momento de pausa pus-me a vaguear pela net. E descobri que existe uma candidata à Junta de Freguesia de Mafamude que tem o mesmo nome que eu.
Foi mais um momento único.
E pronto.
Acho que isto de estar com insónias há 2 semanas já me está a queimar os fusíveis.
Vou seguir o conselho do técnico da informática.
E depois ver no que dá.
(Caracois-L)

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

palavras pra quê?...

Hoje de manhã apanhei uma frase solta que se aplicou a quase tudo no meu dia: pá puta que te pariu! Extremamente versátil, nunca foi dita em voz alta. Em qualquer situação, aquela vozinha do fundo da minha cabeça, soltou o pá puta que te pariu, e tudo pareceu mudar para melhor.

No café:
-as merendas que a menina gosta ainda não chegaram… - pá puta que te pariu!

No trabalho:
- bom dia! - pá puta que te pariu!
- desculpe o atraso… - pá puta que te pariu!
- chegue só 2mm para a esquerda… - pá puta que te pariu!
- ai menina, isto ainda demora muito? - pá puta que te pariu!

Ao almoço:
- ai comes tanto!!! - pá puta que te pariu!

À saída do trabalho:
- então até amanhã! - pá puta que te pariu!

No supermercado:
- Ah isso não temos… - pá puta que te pariu!
- são 17euros se faz favor. - pá puta que te pariu!

No telemóvel:
- O seu saldo não lhe permite efectuar a chamada…. - pá puta que te pariu!

Foi sem dúvida o marco do meu dia, que tinha sido igual aos outros não fosse esta pequena pérola lançada por um senhor que, vá-se lá saber porquê, estava aborrecido com a vida e a falar sozinho na rua, logo às 7 horas da manhã. Um grande bem-haja ao senhor mal-disposto!
(Caracois-L)

terça-feira, 4 de agosto de 2009

a privação do sono deturpa a percepção da realidade

E se eu ganhasse imunidade às pessoas cuja existência me incomoda para além dos limites do suportável?
Assim que passassem da distância de segurança, o meu corpo libertava toda a gama disponível de glóbulos brancos, que nas condições ambientais exteriores, perdiam a sua forma microscópica e transformavam-se em super-guerreiros inter-galácticos com corpos musculados e cara de sacanas. Os meus super-guerreiros faziam um streap-tease colectivo enquanto neutralizavam os inimigos, que eram depois desintegrados em unidades de tratamento de detritos urbanos. Nunca mais ninguém sequer falava deles.
Depois disto iamos todos para a praia com as minhas amigas. Sim, porque eu não quero um batalhão de homens grandes só para mim.
E o mundo seria um sítio melhor.
Vou dormir.

são 4h da manhã... serve de desculpa para o devaneio, certo?
(Caracois-L)

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

e ao fim de semana não se passa nada....

Acabadas 16 horas consecutivas de trabalho. A minha cama voa no meio de uma neblina perturbante na minha mente. Em cima dela a minha almofada, com uma boca perfeitamente desenhada, diz em tom sedutor “querida, esperamos por ti”. Dou saída nos serviços administrativos. O meu GPS biológico já digitou sozinho “casa”. Mas a minha chefe decide nesse momento que devemos ter uma conversa ali, agora, depois do horário de saída. O meu encontro romântico com a minha cama e almofada fica adiado 2 horas.

Decido, para me compensar, que vou jantar com os meus pais. Ligo à minha mãe. Prontamente me diz que entra de férias dentro de umas horas e que pretende apanhar uma “mini-piela” nessa tarde com as colegas. Não vai haver jantar lá em casa… não hoje. Atingido o seu objectivo, ainda me telefona a confirmar o seu estado etanólico e a notificar-me que realmente hoje não se janta. O jantar com os pais fica adiado 24 horas.

Chego a casa dos papás. Carta do ministério das finanças. Ah! O belo do IRS! A simulação dizia 150 euros. Eh eh, já devem estar a dar os reembolsos!!! Ups… não reparei que na simulação dizia “a pagar” e não “a receber”… Bem, parece que aquele sofá vai ficar adiado mais uns meses.

O “melhor-amigo” telefona. Tem saudades. Penso em coisas bonitas. Mas depois já não sabe se tem saudades. Penso em ataques com mísseis terra-ar, emboscadas com tribos indígenas canibais, guerra biológica e espancamentos com tacos de hóquei no gelo. Enfim… e tudo continua adiado por tempo indeterminado.

Conclusões lógicas a reter: eu sou uma personagem de ficção, a minha vida é uma comédia negra e o guionista anda metido na droga.
(Caracois-L)

sexta-feira, 31 de julho de 2009

veneno (ii)

A luz começou por invadir devagar o castelo. Os demónios recolhiam, ainda com laivos de sangue nas garras, enquanto já se ouviam os trinados das andorinhas que fizeram ninho por cima da janela do quarto da princesa. Felizes essas andorinhas, cantavam agora para um novo dia, enquanto ela ainda chorava.
Os olhos que horas antes fixaram o escuro, viam agora o seu pequeno império tomar formas com a luz da manhã. E a Consciência, que horas antes a tinha confrontado, emprestava-lhe agora o colo para que chorasse. E durante horas assim ficaram, sem se olharem e sem falarem.
Os seus olhos permaneciam imóveis e frios. Ao corpo despido e gelado, apenas o soluçar e as lágrimas que lhe riscavam a face pareciam dar sinais de vida. Vida essa que parecia desvanecer-se numa dor vazia, mas maior que a mágoa e mais funda que o desalento. A culpa. A sua e a dos outros. Essa imensa pedra que lhe esmagava o peito.
Exausta, a princesa rendeu-se ao cansaço e foi finalmente vencida pelo sono. Antes de fechar os olhos, deixou escapar em surdina “Qualquer dia fujo outra vez…”.
A Consciência tapou-lhe o corpo, secou-lhe as lágrimas e afagou-lhe o cabelo. Fechou as janelas para esconder o sol que já ia alto. Também ela exausta, sentou-se no seu cadeirão. Mas antes de fechar os olhos, respondeu em surdina “Fugir para onde, princesa? Se nunca poderás fugir de ti…”.
(Caracois-L)

quinta-feira, 30 de julho de 2009

fizeste-me sorrir

trim trim
(na verdade é uma musica dos muse, mas se pusesse tanananan tum tan tan tan, ninguém ia perceber que era o toque do meu telemóvel)

"sim?"
"oi amiga"
"tão miga, tás boa?"
"ah pah, recebi agora um telefonema do..."
"aaaaaaaaaahhhhhhhhhhhh! tás a gozar?!"
"tou nada pah! sabes alguma coisa?"
"nao pah! mas isso é bom de certeza!"
"achas?..."
"ai ai ai! claro que sim!!!!"

Amiga! Desde que a outra amiga me ligou a dizer que ia casar em duas semanas que um telefonema nao me deixava tão eufórica! Vai correr bem! Torço por ti!
(Caracois-L)

terça-feira, 28 de julho de 2009

mais um desabafo...

Entristece-me saber que existem pessoas como tu. Aliás, às vezes até tenho pena de ti. Mas é só mesmo às vezes… Consegues consumir-me o bom humor, dou por mim a recorrer ao sorriso n.5 vezes sem conta, aquele que tenho sempre no bolso, caso o verdadeiro se parta. Massacras a minha pele, despenteias-me a alma e provocas-me diarreia. Enjoas-me na verdadeira acessão da palavra. Gostava que um dia chegasses ao pé do teu carro, e que ele tivesse sido esmagado por um autocarro. Gostava que o teu respectivo trocasse as fechaduras todas de casa, para passar a viver com uma senegalesa albina e os seus 14 filhos, mais o seu irmão anão. Gostava que alguém te dissesse em público que és feia, gorda e que cheiras mal dos pés. Gostava que apanhasses piolhos, chatos, gonorreia, sarna, Beri-Beri e escorbuto, e que todos os teus dentes caíssem. Gostava também que alguém mandasse passar um aviãozito daqueles da publicidade, mesmo em frente à tua janela, com uma grande faixa a dizer “és uma grande mula!”… “cabra de merda” também podia ser…. E agora que já me sinto melhor, vou até ali ao espelho treinar o sorriso mais um bocado.
(Caracois-L)

segunda-feira, 27 de julho de 2009

o macaco

Encontrei hoje um colega que considero esteticamente bastante agradável. Chamemos-lhe Zé. Gosto de partilhar algum tempo com o Zé de vez em quando. Ele fala, eu oiço-o, mas principalmente olho para ele. Sentámo-nos. Ele começa alegremente a contar-me um episódio qualquer engraçado que teve há dias com a namorada, essa mulher abominável e sem interesse nenhum. E eis senão quando, o seu harmonioso e perfeitamente desenhado nariz, revela um monstruoso macaco. Qual macaco… aquilo era um gorila! Mas um pai-gorila, um gorila gigante, um autêntico king-kong. O meu cérebro contorceu-se.
Zé – E lá fomos nós pela rua não sei quê e tal…
Eu – ahn ahn…
Cérebro – Ele tem um macaco. Ele tem um macaco. Ele tem um macaco.

Já não conseguia decifrar o que ouvia. Parecia que o Zé estava a falar num dialecto tribal qualquer. Só via o macaco. O meu cérebro contorcia-se cada vez mais, mandou as minhas mãos transpirarem e o meu coiro cabeludo reagir como se tivesse 50 mil piolhos. O Zé riu-se. Por instinto ri-me também.
Zé – blá blá blá blá ah ah ah ah ah ah!
Eu – ah ah ah ah ah ah!
Cérebro – Macaco! Macaco! Macaco!

Deixei simplesmente de ouvir o Zé. O meu cérebro gritava e esperneava. Estava prestes a enlouquecer!
Zé – ........................
Eu – ahn ahn...
Cérebro – Mata o macaco! Oh não! Ele já te viu! Mata o macaco porra!!!!
Macaco – Olá gira, eu sou o macaco do Zé…

Zé, gosto muito de ti. Desculpa. Mas já não aguentava mais.
Zé – ........................
Cérebro – Quero sair daqui! Há macacos que voam! E que se colam nas testas das pessoas! Matem-me!!!!
Macaco – De que cor sou eu, princesa? Estou a dançar ao ritmo da respiração do Zé. Olha lá! Só para ti….
Eu – Zé… tens um macaco….

(Caracois-L)

domingo, 26 de julho de 2009

desabafo de um fim de férias

Depois de duas semanas e meia de férias, comecei a trabalhar Sábado às 8 horas. Só saí às 15 horas, pelo que perdi a etapa do Tour da confirmação da vitória do Contador (és o Maior). Voltei para casa perdida de sono, porque mesmo sem ter saído do País durante as férias, consegui mudar-me para o fuso horário das Honduras e tinha passado a noite toda acordada. Cheguei a casa e dormi profundamente até às 21 horas. Dormi, mas dormi a sério, com direito a baba, roncos e certamente muitas outras coisas das quais não me apercebi porque dormia profundamente. Tinha um jantar de amigos combinado para a hora de jantar, ao qual só cheguei perto das 23 horas, após uma viagem alucinante de táxi, com um taxista descompensado que se perdeu 3 vezes e dizia palavrões em várias línguas. Lá jantei uns belos pipis, uns belos camarões e um belo bacalhau no forno, sublinhe-se. Saímos, fomos barrados em duas discotecas e acabamos no sítio do costume. Cheguei a casa hoje, Domingo, já de manhã. Dormi o dia inteiro. Hoje entro às 23 horas e só saio amanhã às 15 horas. Pelas minhas contas, devo mudar-me durante esta noite para o fuso horário das Ilhas Seychelles.
Estava tão bem de férias…
(Caracois-L)

sexta-feira, 24 de julho de 2009

sincera homenagem III

Isto de ser “bloguista” está a ter a sua graça. Apesar do descontrolo (típico das mulheres) que acaba por nos pôr certos episódios da vida na praça pública, as reacções têm sido, no geral, positivas (apesar dos fãs não se exporem… baah!).
Por isso, hoje não me exponho!
Hoje quero falar sobre ruídos, buzinões.
Os que buzinam por que o sinal já abriu e o condutor da frente demorou mais que 46 milésimos de segundo para arrancar. Os que buzinam porque os bloquearam no parque de estacionamento. Os que buzinam porque o melhor amigo acabou de casar. Os que buzinam porque adormeceram com a tromba enfiada no volante, enquanto a mulher demora 5 horas para sair do centro comercial. Os que buzinam sem saber porquê, só porque há mais alguém a buzinar…
Então e os que buzinam porque há uma “gaja boa” parada na berma da estrada, a caminhar lentamente no passeio ou a entrar no café?… Senhores da estrada, carregadores de mercadorias pelo país e não só, com volantes do tamanho de betoneiras, com calendários pirosos na cabine, com sinais nas traseiras a dizer “viatura longa” e que dormem em estações de serviço… E ainda assim, com a gentileza de buzinarem para nós, dizerem com um sorriso nos lábios “oh boa” e chamarem a atenção de todos os outros para a nossa presença!
E já agora, confessemos… qual é a mulher que não gosta quando um homem lhe chama a atenção e se mostra detentor de algo de grandes dimensões? Mesmo que seja um camião TIR…
A prometida homenagem aos camionistas!
(Caracois-L)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

veneno

No seu reino de fantasia ela é a princesa. Frágil dizem uns, doce dizem outros… um veneno, diz o pai… um veneno, diz ela própria.
Sem saber que os seus demónios se tinham soltado, a princesa decidiu ir ao baile da Corte nessa suposta fantástica noite de verão. E riu. Riu muito. Riu tanto que nem se apercebeu que eles já lhe estavam a fazer o cerco.
De repente sentiu ser mordida. Os olhos ficaram turvos, a cabeça zonza, o coração disparou, os sons vinham de longe... parecia que tudo se estava a passar em câmara lenta, como se ela não estivesse ali…
Voltou de imediato para o castelo. Olhos fixos no vazio, caminhou lentamente sozinha com o pensamento perdido em nada.
Entrou devagar. Ainda não tinha percebido muito bem o que tinha acontecido.
E foi nesse momento que a Consciência, que a esperava sozinha no escuro, sorriu com maldade e perguntou baixinho: “E então?... A que sabe o teu veneno, princesa?”.
Não respondeu.
Despiu-se, deitou-se, não conseguiu dormir e esperou até conseguir chorar.
(Caracois-L)

quarta-feira, 22 de julho de 2009

my sweet revenge

Confesso: as vinganças dão-me gozo.
Gosto de me vingar, gosto de procurar motivos para me vingar, gosto quando me arrependo de me ter vingado, gosto de avaliar as vinganças dos outros… é tipo hobby! Quando nos fazem mal, quando achamos que nos fizeram mal, quando achamos que nos vão fazer mal, ou simplesmente por não fazerem nada.
Mas esta última vingança pah!... senhores!... quais psicopatas da Califórnia?! Temos um psicopata já aqui ao lado! Vingou-se por não terem feito nada, depois porque achou que iam fazer, depois por ter achado que já fizeram, agora por não fazerem nada outra vez. E neste momento está a curtir o vazio de nem sequer saber porque se vingou tanto e por dar motivos para se vingarem. Mas uma coisa é certa: se se vingarem dele, ele vinga-se!
E o pior de tudo, é isto parecer-me tããããão familiar.....
(Caracois-L)