quinta-feira, 23 de julho de 2009

veneno

No seu reino de fantasia ela é a princesa. Frágil dizem uns, doce dizem outros… um veneno, diz o pai… um veneno, diz ela própria.
Sem saber que os seus demónios se tinham soltado, a princesa decidiu ir ao baile da Corte nessa suposta fantástica noite de verão. E riu. Riu muito. Riu tanto que nem se apercebeu que eles já lhe estavam a fazer o cerco.
De repente sentiu ser mordida. Os olhos ficaram turvos, a cabeça zonza, o coração disparou, os sons vinham de longe... parecia que tudo se estava a passar em câmara lenta, como se ela não estivesse ali…
Voltou de imediato para o castelo. Olhos fixos no vazio, caminhou lentamente sozinha com o pensamento perdido em nada.
Entrou devagar. Ainda não tinha percebido muito bem o que tinha acontecido.
E foi nesse momento que a Consciência, que a esperava sozinha no escuro, sorriu com maldade e perguntou baixinho: “E então?... A que sabe o teu veneno, princesa?”.
Não respondeu.
Despiu-se, deitou-se, não conseguiu dormir e esperou até conseguir chorar.
(Caracois-L)

2 comentários:

Carlos Miguel Pedroso disse...

So para dizer que te adoro...
Kt mais te conheço mais e admiro, pela capacidade que tens de ultrapassar tudo o que se vai passando na tua vida, pela capacidade que tens de te adaptares a tudo e mais alguma coisa, até pelas coisas lindas que escreves!
Miga adoro-te e sabes que podes sempre contar comigo para toda a tua feliz existência...
Carlos Miguel Pedroso

Andreia disse...

Brutal. escreve um livro laura, eu compro.