segunda-feira, 3 de agosto de 2009

e ao fim de semana não se passa nada....

Acabadas 16 horas consecutivas de trabalho. A minha cama voa no meio de uma neblina perturbante na minha mente. Em cima dela a minha almofada, com uma boca perfeitamente desenhada, diz em tom sedutor “querida, esperamos por ti”. Dou saída nos serviços administrativos. O meu GPS biológico já digitou sozinho “casa”. Mas a minha chefe decide nesse momento que devemos ter uma conversa ali, agora, depois do horário de saída. O meu encontro romântico com a minha cama e almofada fica adiado 2 horas.

Decido, para me compensar, que vou jantar com os meus pais. Ligo à minha mãe. Prontamente me diz que entra de férias dentro de umas horas e que pretende apanhar uma “mini-piela” nessa tarde com as colegas. Não vai haver jantar lá em casa… não hoje. Atingido o seu objectivo, ainda me telefona a confirmar o seu estado etanólico e a notificar-me que realmente hoje não se janta. O jantar com os pais fica adiado 24 horas.

Chego a casa dos papás. Carta do ministério das finanças. Ah! O belo do IRS! A simulação dizia 150 euros. Eh eh, já devem estar a dar os reembolsos!!! Ups… não reparei que na simulação dizia “a pagar” e não “a receber”… Bem, parece que aquele sofá vai ficar adiado mais uns meses.

O “melhor-amigo” telefona. Tem saudades. Penso em coisas bonitas. Mas depois já não sabe se tem saudades. Penso em ataques com mísseis terra-ar, emboscadas com tribos indígenas canibais, guerra biológica e espancamentos com tacos de hóquei no gelo. Enfim… e tudo continua adiado por tempo indeterminado.

Conclusões lógicas a reter: eu sou uma personagem de ficção, a minha vida é uma comédia negra e o guionista anda metido na droga.
(Caracois-L)

1 comentário:

Andreia disse...

e o que seria de mim sem a droga que o teu guionista anda a meter pa dentro?!.