sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

um conto de natal by L. (a true story) - capítulo II

Depois do pequeno-almoço com mais de meio litro de leite, azevias e outros fritos e do banho tomado, saí de casa para comer um belo de um arroz de pato na casa da minha irmã, não sem antes bater à porta da minha vizinha para cumprir as ordens da senhora minha mãe.

Vizinha: Então L-zinha. Bom Natal!
Eu: Bom natal. Obrigada pelo leite.
Vizinha: Oh filha, deixa lá isso. Estás tão bonita.

Aparece então um cão miniatura, Yorkshire-não-sei-quantas-anão, aos pés da minha vizinha a trocar olhares meigos comigo.

 
Eu: Oh… estou igual… (a troca de olhares doces com o cão-anão continua…)
Vizinha: Sempre foste bonita, filha…
Eu: Oh…

Baixo-me para dar uma festinha na cabeça do meu novo amiguinho. A minha vizinha ainda grita “nãããõooo!”. Tarde demais, o impostor do cabrão do cão agrafa a boca na minha mão. Abano o braço com força até o fazer voar para o outro lado da sala.
E depois foi isto: eu perdida de riso por ver o cão voar e sem ter coragem de ver se ainda tinha polegar na mão esquerda ou não, a vizinha chora desalmada, os dois filhos da vizinha tentam espancar o cão, a nora da vizinha enfia a minha mão no lava loiças onde o meu sangue se mistura com pratos, eu continuo a rir, o marido da vizinha aparece com um frasco de éter, eu digo que éter nem pensar, ele sai amuado, os filhos continuam a espancar o cão, a vizinha continua a chorar, eu continuo a rir, aparece a mãe da nora a contar a história da sua doença cardíaca com mais de 20 anos, ela que me perdoe mas eu continuava a rir, a nora a insistir para irmos ao hospital, todos a insistir para eu ir ao hospital, rendi-me e deixei-me levar ao hospital. Tal não era a gravidade da coisa, que até me puseram um penso-rápido e tudo (juro!!!), mais uma receita de um antibiótico. Daqueles que me fazem 50 efeitos secundários, incluindo diarreias. Mas comi arroz de pato. Às quatro da tarde. Mas comi.


Caracóis-L

um conto de natal by L. (true story) - capítulo I

Acordada pela mãe na manhã de Natal, pedi azevias e leite para o pequeno almoço.


Mãe: Não tenho leite.
Eu (com voz triste e doce): Como não? E sumo?
Mãe: Não tenho sumo.
Eu (com voz triste e levemente enraivecida): Tu não tens leite nem sumo?
Mãe: Só café.
Eu (aos gritos e a puxar os cabelos, mas sem sair da cama e sem abrir os olhos): Tu és horrível!!! Tu não gostas de mim!!! Vou bater à porta da vizinha e fazer-te passar uma vergonha e pedir um copo de leite por favor e toda a gente vai saber que és horrível para mim que nem um copo de leite tens para me dar (…paragem para respirar…) Aaaaaaahhhhh!!! És horrível!!!!



Cinco minutos depois, a mãe aparece com um pacote de 1 litro de leite.

Mãe: Fui eu pedir um pacote de leite à vizinha e contei-lhe a fita que fizeste. Agora, minha menina, quando saíres de casa, bates à porta para lhe agradecer e desejar um bom Natal.
Eu (sem abrir muito os olhos e com aquele tom de voz de quem foi derrotado pela master da arte do bullying parental): Hum… ‘tá bem.

(...)
Caracóis-L

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

síndrome de peter-pan

Ter uma monumental caganeira só porque vai ter um date.

Procura um psiquiatra.

(Os psiquiatras fazem descontos para grupos?)
Caracóis-L

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

porque é que eu nunca me apaixonaria por um pseudo-intelectual?

Conversa entre dois exemplares desta espécie em pleno Chiado, esta tarde:

"Sabes qual é a diferença entre um trompete soprano e um trombone de vara? 'Tas a ver, não 'tás? É isso."

Isto para não falar nos óculos de massa, no bigodinho, nas botas toscas e das calças de bombazine arregaçadas...

Caracóis-L

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

é o mal de não se ter espelho nem verdadeiros amigos.

Jovem. Leggings não são calças. Principalmente se tiveres o rabo descaído e as leggings já gastas a deixar ver as cuecas da avó, que num momento de infelicidade matinal, decidiste vestir. Outra coisa: cuecas da avó não são roupa interior, são só isso, cuecas da avó. As raparigas normais usam outro tipo de coisa, diria eu, menos extensa. Mas as raparigas normais também não usam essa coisa transparente no rabo que tu estás a usar, não é?
O teu rabo descaído e exposto agrediu-me hoje.
Psicologicamente, mas agrediu.

Caracóis-L

domingo, 11 de dezembro de 2011

epifania

Amiga a: "Ele não me disse nada porque está a ser teimoso. É orgulhoso e nunca dá o braço a torcer. Eu dizer-lhe alguma coisa? Nem pensar. Quer ser teimoso, fica a teimar sozinho até decidir dizer-me alguma coisa!"
Eu, em silêncio: (??????)

Amiga b: "O sexo numa relação é como o telhado de uma casa, percebes?"
Eu, em silêncio: (??????)

Amiga c: "Mas tu só te interessas por homens que bebem e gostam de sair à noite? Tenta conhecer homens noutros sítios, como na igreja ou assim...."
Eu, em silêncio: (??????)

Amigo homem: "Epa essa cena do ter que ir jantar e depois ainda ter que ir beber uns copos e ter que falar do trabalho e dos animais de estimação, das amigas e cenas dessas e um gajo ali a olhar prás horas e acção que é bom, nada.... Haja pachorra!"
Eu, em silêncio: (Oh my God! Sou um homem!!!!)

Caracóis-L

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

32...33.

Tenho dores e estou disforme. Disforme porque tenho um dedo com meia cabeça, fruto de um ataque à má fila de uma lata de ananás assassina. Com dores. Dores num joelho, fruto de uma aparatosa e artística queda a caminho do Cais do Sodré na noite da véspera de feriado. Ninguém me manda andar e beber ao mesmo tempo. Mais dores, estas nas costas, fruto do peso dos sacos do Pingo Doce. Quem me manda trazer garrafas de Martini e romãs com meio quilo cada uma e vir a pé para casa? Dores na alma. Porque hoje uma cigana quis ler a minha sina na rua. Eu disse que não queria. Ela começou com a lenga-lenga que a minha alma é pura e eu não conheço a maldade. Eu continuei a dizer que não. Ela disse então que o meu homem quer fazer muitos filhos comigo e que eu vou tratar bem dele até ao fim da minha vida. Já com vontade de lhe bater, continuei a dizer que não. Ainda assim, ela pediu-me dois euros.

E assim me despeço dos 32 anos. Disforme, com dores, com álcool em casa, com a previsão de vir a ser uma bela de uma parideira, escrava de um macho cobridor qualquer e com pessoas a chularem-me dinheiro por tudo e por nada. Sim senhor! Que venham os 33.

Caracóis-L

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

ontem ao chegar a casa

Bilu-bilu-bilu-bilu!!!
Quem é o bebé da mamã??
Quem é??
Tinha saudades da mamã, não tinha?
Tadinho do bebé?
A mamã também tinha saudadinhas do bebé!
Bebé fofo da mãe!



Juro que ele ontem tinha uma cauda e que ela abanava freneticamente desde o momento em que ouviu a minha voz.
Obviamente, dormimos juntos na minha cama.



(existia vida antes do telemóvel?)
Caracóis-L

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

o perigo eminente numa explicação por pontos

1) Ontem quase arranquei a cabeça do dedo indicador direito com uma lata de ananás.
2) Andar com um penso em forma de batata na ponta do dedo e ouvir a piadinha "andaste a enfiar o dedo onde? Eheheh" (ler isto em falsete e com tom irritante) cerca de 853 vezes durante o dia aborreceu-me.
3) Não sei respirar sem telemóvel.
4) Vou trabalhar 20 horas seguidas (crazy bitch!!) e esqueci-me do telemóvel em casa.
5) Estar sem respirar e sem telemóvel durante 20 horas e ainda ter que trabalhar aborrece-me.
6) Aborrecimento ao quadrado é fodido.
7) Estou com o período.
8) Não preciso dizer mais nada.

Caracóis-L

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

se contares eu também conto....

Numa segunda feira de um mês qualquer: ele de bata branca, entra no elevador para começar o turno no serviço. Ela, também de bata branca, já está dentro do elevador pelo mesmo motivo. Por segundos cruzam o olhar, mas de imediato ambos fixam-no no chão do elevador. Ela ainda mexe um dos pés, como se estivesse a apagar um cigarro imaginário. Ele pega no telemóvel e carrega aleatoriamente nas teclas. Ela, como sempre, sai dois pisos antes de ele sair. Antes que a porta do elevador se feche, ela ainda olha para trás. Dentro do elevador, ele, já sem o telemóvel na mão e sem nunca mudar a expressão facial, olha-a nos olhos até a porta se fechar.

Noutro dia útil qualquer: a situação repete-se, desta vez apenas durante 4 segundos, enquanto se cruzavam no corredor da entrada do hospital.

Sábado passado: pela 47ª vez este ano, os dois, sem batas brancas, dançam (muito) alcoolizados num bar perdido no Cais do Sodré, sabendo da presença um do outro, sem se olharem uma única vez de frente e sem fingirem que apagam cigarros imaginários dentro de um elevador ou que escrevem mensagens fictícias no telemóvel.

Há 15 minutos: os dois, de bata branca, cruzam-se de novo no hospital. Os olhares cruzam-se por segundos e ele olha rapidamente para o chão. Ela também, até entrar no gabinete, fechar a porta atrás de si e esboçar um breve sorriso cúmplice consigo própria.


Já em cena:
“Sei que sabes o que eu fiz no sábado passado”
A decorrer num qualquer hospital perto de si.

Caracóis-L

terça-feira, 15 de novembro de 2011

falemos hoje de um novo mito urbano

A história épica da mulher que acordou constipada e com séries de 10 espirros a cada 3 minutos, que começou o dia com um cigarro, depois um folhado misto e um café, depois outro café e um ben-u-ron, depois uma pratada de massa com carne e bastante molho de gordura com bocadinhos de tomate, depois duas fatias de bolo de cenoura com chocolate que estavam no frigorífico desde a semana passada, mais um ben-u-ron e depois mais outro café, e que só então se lembrou, e não por ter boa memória mas sim porque a natureza deu sinal, que estava de diarreia no dia anterior e no outro anterior a esse também, por ter sido uma menina mal comportada no sábado à noite.

O herói da nova era?
Aquele que aguenta a caganeira enquanto espirra 10 vezes seguidas.
Hoje sinto-me grande.

Caracóis-L

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

quase que já há uma sondagem a nível nacional por causa desta conversa:

Conversa hoje ao pequeno-almoço, quando um homem com trejeitos femininos se dirigia para o balcão do café:

Amiga boazinha: Já viste se um dia descobrisses que o homem que amavas há anos afinal era gay?
L.: Impossível acontecer comigo.
Amiga boazinha: Oh… porquê?
L.: Porque eu só gosto de homens brutos e maus, e não existe nenhum gay bruto e mau.
Amiga boazinha: Sim, já sei… giro, com barba, moreno, bruto e mau. Tu és doida. Eu gosto é de um homem que tenha uma boa conversa intelectual.
L.: Oh, mas eu também. Desde que seja giro. Adoro quando fico a pensar “para além de giro é culto e inteligente”.
Amiga boazinha: Ah pois… e se fosse feio? Pensavas o quê?
L.: “Foda-se, para além de feio é cromo!”. Qual é a tua dúvida?


Verdade ou não?
Caracóis-L

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

num nível superior de dislexia...

.... enquanto passava os olhos por um texto onde dizia "banho de espuma", li "banho de esperma".

E achei por bem partilhar.

Caracóis-L

domingo, 25 de setembro de 2011

três coisas absolutamente poéticas e de uma beleza impossível de transcrever por palavras que eu adoraria poder ver ao vivo.

....  Ciente da impossibilidade de o fazer, resta-me contentar-me com os registos em foto e vídeo das mesmas e invejar os afortunados que podem dizer "eu estava lá, vi uma dessas coisas com os meus próprios olhos e a minha vida nunca mais foi a mesma":

1) um concerto do Jeff Buckley,
2) a Terra vista da Lua,
3) a minha figura quando estou bêbada.

Caracóis-L

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Há muito tempo que não me dava para desabafar durante um turno da noite. Mas começou a dar-me a fome e o sono e de repente uma moinha na cabeça... e lembrei-me que da última vez que me doeu a cabeça a sério. Foi este verão. Estava calor. Bebi cervejas a mais à tarde. Comecei a ficar de ressaca antes de jantar. Passei na fármácia lá da rua antes de ir para casa. E fui atendida por uma atrasada mental.


Atrasada mental: Boa tarde. Diga?

Eu (com olhos de charroco e bafo a super-bock): Boa tarde. Ibuprofeno genérico 400mg por favor.

Atrasada mental: Qual o motivo?

Eu: Porque me dói a cabeça....

Atrasada mental: Sabe que de 400mg só com receita médica, sem receita só lhe posso vender de 200mg.

Eu: Faça como quiser. Se levar de 200mg, tomo dois. É-me igual.


Mantendo os olhos de charroco semi-fechados, limitei-me a levantar um pouco a cabeça até conseguir olhá-la nos olhos. Ela sentiu-se obviamente ameaçada. A verdade é que eu não conseguia abrir mais os olhos nem manter a cabeça queita.


Atrasada mental (pondo uma caixa de ibuprofeno 400mg em cima do balcão): Prometa que toma isto com moderação....

Eu (mantendo o olhar charroco-style): Prometo que tomo um de cada vez...


Adoro quando domino vacas insolentes e outros animais ruminantes só com o olhar.
Caracóis-L

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

o meu pai a contar carapaus

Almoço animado com os senhores meus progenitores, para o qual levei 4 amigos meus:

Pai: Ainda há carapaus!! Vou pôr na grelha!! Quem quer mais carapaus?? Tu queres carapaus??
Amigo X: Eu quero!
Pai: Um!!... E tu?? Queres mais carapaus??
Amigo Y: Eu quero!
Pai: Outro um!!


Tenho fé que o entusiasmo de receber pessoas novas em casa lhe tenha roubado algumas capacidades cognitivas e de raciocínio. A hipótese de que o meu pai só saiba contar até 1 tira-me o sono.

Caracóis-L

terça-feira, 13 de setembro de 2011

E de repente ele disse:

Vou fazer-te a corte.



Os dois são amigos de longa data, nunca se envolveram um com o outro, estavam os dois bêbados, provavelmente ele queria dizer outra coisa, provavelmente ela ouviu mal, ela desatou a rir quem nem uma perdida, ele riu também e quase com o mesmo entusiasmo, quando se encontrarem outra vez é para ver um jogo do Benfica numa tasca qualquer, largarem 4 palavrões em cada frase e morrerem com uma overdose de cerveja… mas seja como for, já ninguém diz isto a uma mulher desde o século XVIII. E só por isso, foi bonito.

Caracóis-L

terça-feira, 30 de agosto de 2011

uma demonstração da bimby como nunca antes vista (ou uma plateia como nunca antes vista para uma demonstração da bimby) - grand finale

A terceira tipa-gira-mas-muita-porca chega com o tabaco e com a cerveja para as outras duas igualmente giras e porcas. Olham umas para as outras, fazem um breve concurso para ver quem é a mais badalhoca e prontamente abrem uma cerveja para cada uma.

A senhora-bimby chega entretanto. Conversa breve, ingredientes colocados, tipo linha de montagem, no balcão da cozinha. Ela diz: “vamo-nos sentar um pouco para responderem a um pequeno questionário…”. Não há sofá nesta casa e a mesa da sala está ocupada com 4 máquinas de roupa lavada (pelo menos estava lavada, menos mal…). Sentou-se no chão com as três.

Chega o amigo gay com mais cerveja. Aos gritos, sem saber que tinham mais alguém em casa, a distribuir carinhos como “minhas putas” ou “bimbas do caralho”. Ainda lhe tentaram dizer que tinham visitas, mas como bom gay que é, não ouve, só grita, e lá continuou no seu espectáculo até ver a cara de choque da senhora.

E a partir daí foi sempre a descer.

A demonstração foi feita para quatro animais, que se levantaram uma ou duas vezes para participar e outras dez ou quinze para ir buscar mais uma cerveja ou sair para fumar um cigarro. A senhora, num esforço de manter a plateia atenta nas coisas maravilhosas e heróicas que a bimby consegue fazer, tentava criar empatia com o grupo. Parece que desistiu quando um deles se deitou no chão da cozinha e começaram todos a falar sobre peidos, rindo descontroladamente, provavelmente com mais peidos à mistura. No fim, quando ela começou a falar na compra e em valores, apenas disseram que iam pensar no assunto (yeah right!). Puseram a lasanha que ela montou no forno e ela despediu-se com um “depois ligo para saber se gostaram do jantar”.

Ninguém gostou da lasanha.

Uma hora depois a senhora-bimby ligou para uma das amigas porcas.

Esta não atendeu.

A outra desligou o telemóvel antes que ela ligasse para ela também.

Caracóis-L

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

uma pequena interrupção na história da bimby

Hoje cheguei a casa e tinha formigas na casa de banho.

Torna-se evidente, tanto para mim como para o resto do mundo, que eu sou um ser tão perfeito, mas tão perfeito, que até a minha merda deve ser doce.

(E o prémio megalomania 2011 vai para...)
Caracóis-L

uma demonstração da bimby como nunca antes vista (ou uma plateia como nunca antes vista para uma demonstração da bimby) – parte I

Duas jovens adultas, formadas, bonitas, sensuais e exóticas (porque ser da Moita ou de Odivelas é quase o mesmo que ter nascido noutro planeta) partilham casa. Certo dia, em frente à televisão, têm o seguinte diálogo:

Amiga odivelense: Perguntaram-me se queria ter uma demonstração da bimby aqui em casa…

Amiga moiteira: Por mim ‘tá-se bem…

Amiga odivelense: Mas eu não quero comprar uma bimby…

Amiga moiteira: E não precisas comprar… A tipa vem aqui, faz-nos o jantar e depois dizemos que não estamos interessadas…

Amiga odivelense: Ok.


E assim se marcou a demonstração para uma tarde de Domingo. Um risco, é certo… mas por obra dos Deuses, nesse Domingo, nenhuma delas estava de ressaca. Depois de limparem a casa, sentaram-se na sala e reparam nas horas… a senhora bimby estava quase a chegar, ambas estavam sujas e despenteadas e ambas estavam sem tabaco. Olharam uma para a outra e sentiram algo místico: estavam as duas, em simultâneo, a ser invadidas por um ataque súbito de preguiça incapacitante. Tiveram então que traçar um plano de emergência.

Plano:
1) Banho… naaaa. Quando ela chegar é só comentar que estivemos em limpezas (o mau aspecto fica devidamente justificado) e nunca nos podemos coçar (não vá ela associar o mau aspecto com bichos e ir embora sem acabar o nosso jantar).
2) Tabaco… sem banho não vou a lado nenhum. Telefonámos ao nosso amigo gay para nos trazer um maço, ele disse que só podia mais tarde, mas que vinha e trazia cervejas. Telefonámos a uma amiga (que por acaso tinha trazido uns volumes dos Açores) que disse que tinha estado a limpar a casa e que ainda não tinha tomado banho, nós dissemos que nós também não, ela disse que então ia mesmo assim toda suja e que também levava cerveja. Ligámos ao primeiro amigo e dissemos para trazer só a cerveja.

E assim se formou a plateia: 3 tipas giras mas muita porcas, 1 gay, 20 maços de tabaco e 4 litros de cerveja.

(...)
Caracóis-L

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

virilha killer

Quem é que faz uma queimadura na virilha na depilação sem dar por isso?
E que só repara na sua existência ao chegar à praia?
E que mesmo assim não identifica o problema de imediato, pensa que é um bocado de plástico colado à sua própria virilha (????), tenta arrancá-lo e acaba por arrancar a queimadura já em ferida e parte da pele que a rodeia?
E que mesmo assim vai para a água salgada dar mergulhos?
E que no dia seguinte, e no outro também, usa calças justas a roçar na virilha em ferida?
E que 3 dias depois está de serviço, e apesar de trabalhar num hospital, local onde estão umas boas dezenas de enfermeiros, decide fazer um penso na virilha moribunda sozinha?
E que, talvez por não ser enfermeira e não ter qualquer tipo de prática a fazer pensos, usa a quantidade de adesivo necessária para abastecer um hospital de campanha no Kosovo na sua virilha pequenina?
E que, ao chegar a casa, arranca os 50 km2 de adesivo que tinha na perna e com eles traz outros 50km2 de pele agarrada fazendo uma ferida entre a já mencionada queimadura e aquela zona onde a virilha muda de nome?
E que ao contar isto a um amigo, ele faz a questão “isso impede-te de… pronto…?”, ela responde com um ar inocente “não sei… não experimentei…” e depois finge-se admirada com o sorriso malandro que teve como resposta?

Não sei. Não conheço ninguém assim.

Caracóis-L

terça-feira, 9 de agosto de 2011

dois meses!!!!

Continuo empenhada com os preparativos para o casamento da amiga, ou seja, continuo a fingir que treino um andar confiante em cima de saltos altos e já comecei a “panicar” porque os dias estão a passar e ainda não há vestido, nem sapatos, nem mala, nem a mínima ideia do que fazer ao cabelo.
Entretanto, num esforço heróico de manter uma pequena réstia de tranquilidade acerca do assunto (e nem comentei ainda o facto de haver a possibilidade da noiva fazer uma mesa de solteiros/separados/divorciados a.k.a. ‘mesa dos encalhados’ no copo de água…), tenho ocupado algum do meu tempo livre com duas actividades de elevado mérito social: conversas de café e leitura de revistas cor-de-rosa.


E fiquei apreensiva.
Duas mulheres que conheço, solteiras de vocação até há muito pouco tempo, afirmam convictas que construíram uma relação de total entrega ao fim de dois meses de namoro.
A Sara Barradas está apaixonada por um homem mais velho e, seguramente, bem mais feio que o pai e anunciou o casamento entre ambos ao fim de cerca de… dois meses de namoro.
A Isabel Figueira tem uma relação sólida e cúmplice com um ricaço qualquer, porque já namora com ele, imagine-se, há coisa de dois meses.
A Rita Guerra e o António Pedro Cerdeira… até me custa acreditar nestes dois… tatuagens e tal… deve ter sido para comemorar os dois meses de namoro.


E entretanto estive a ver um episódio da Gossip Girl. Onde elas são todas giras, com roupa gira e com uma giríssima e duvidosa índole, onde eles são giros, ricos e igualmente pouco confiáveis e onde eles e elas mantêm relações pouco sólidas e ainda menos cúmplices e não há cá dois meses para ninguém.


Concluindo, a realidade faz-me impressão.


Caracóis-L

sexta-feira, 29 de julho de 2011

como é que elas conseguem?

A menos de dois meses do casamento de uma das suas melhores amigas, ela começou o treino que é obrigada a fazer sempre que tem um casamento: aprender a andar de saltos altos.


Determinada, decidiu fazer o caminho Moita – Lisboa, de transportes públicos, com umas sandálias de 10cm.


Confiante, sentiu-se uma top model nos primeiros 10 minutos da sua aventura. Qualquer montra ou vidro de um carro estacionado revelavam-lhe uma mulher esbelta de saltos altos.
A partir daí doeram-lhe os pés.


Começou então a aperceber-se que o chão estava tão longe de si.


E o desafio passou a ser tortura.


Finalmente, chegou a casa orgulhosa. Primeiro, pelo simples facto de ter conseguido chegar. Segundo, porque chegou com as sandálias ainda nos pés e não nas mãos. Terceiro, porque não fez nenhum voo picado de boca em direcção às pedras da calçada.


Como é que as mulheres comuns fazem isto todos os dias? Mais um mistério dos tempos modernos que ela não consegue decifrar.



Caracóis-L


PS: Ainda lhe doem os pés.

terça-feira, 28 de junho de 2011

será que ouvi bem?

Anúncio publicitário #1: blá blá blá isoflavonas de soja blá blá…

Anúncio publicitário #2: blá blá blá leishmaniose canina blá blá…

Noticiário das 20 horas: blá blá blá … está em morte cerebrel, situação essa, que parece ser irreversível… blá blá blá… a outra jovem continua com prognóstico muito reservado, estando, portanto, numa situação mais favorável…. blá blá blá…


É impressão minha ou a burrice reproduziu-se alegremente no jornalismo português enquanto os publicitários decidiam dar aulas gratuitas de biologia?

Caracóis-L

terça-feira, 12 de abril de 2011

desabafo

Incrivelmente, sem eu nunca (e quando digo nunca, é NUNCA) ter direccionado a conversa para tal, todos os homens que tenho conhecido nos últimos meses, seja em ambiente formal ou informal, me perguntam ou divagam sozinhos (sim, porque eu continuo a fazer questão de não me pronunciar sobre este assunto, mesmo que teimem em falar comigo sobre isso) sobre a questão ‘filhos’. Algo deve ter mudado em mim. Talvez tenha que mudar de creme anti-rugas. Ou então ganhei cara de parideira. Ou de conselheira de planeamento familiar. Seja qual for a hipótese correcta, não me agrada. Está feito o desabafo.



Caracóis-L

domingo, 27 de março de 2011

dois ben-u-rons e uma lata de coca-cola para aquela cama, se faz favor

Quando vais a um congresso e dentro da pasta oferecida pela organização se encontra, para além do habitual programa do mesmo, dos bloquinhos e canetinhas e outras coisinhas, um flyer de uma discoteca com um voucher que dá direito a descontos nas bebidas...


e no jantar desse mesmo congresso, o jovem que serve à mesa insiste em servir-te mais vinho de cada vez que bebes dois golinhos...


tens autoridade para reclamar a tua inocência em relação à ressaca que tiveste no domingo...


tens não tens?


pelo menos desta vez tens, não tens?


tu não querias...


eles é que te manipularam para beberes...

eu acho que sim...


Caracóis-L

quarta-feira, 23 de março de 2011

updates

- já não faço dieta, voltei a ser magra.
- não quero voltar a engordar, portanto estou em 'regime semi-controlado de manutenção' (como porcarias até me entupir e acredito que a sopa ao jantar vai resolver tudo).
- a minha irmã ainda não pariu, está grávida de 5 meses de um rapaz e mói-me constantemente a cabeça porque consta que sou a única pessoa do seu círculo de amigos-conhecidos-vizinhos-colegas-simpatizantes-e-outros que ainda não comprou nada para a criança.
- mudei de casa.
Mudei de casa.
Já não vivo sozinha.
Divido casa com uma criatura pior que eu, que já me fez ficar a dormir nas escadas por ter trancado a porta por dentro e deixado a chave na fechadura. Já tivemos problemas com a companhia de gás e de TV por cabo, mas temos dois frigoríficos. Antes de ter ficado sem gás durante dois dias, não tínhamos chuveiro e tomávamos banho com a água que saía directamente do tubo. O chuveiro foi arranjado no dia em que ficámos sem gás. Já parti um forno. Antes de o partir, consegui deixar lá dentro um tabuleiro esquecido com um resto de peixe assado durante um semana, cujo resultado daria um óptimo trabalho prático sobre a biodiversidade dos fungos domésticos. Ia morrendo por duas vezes por causa disso: a primeira quando a minha amiga descobriu o tabuleiro no forno, a segunda quando tirei o tabuleiro do forno. Tirando o senhorio, desde que moro aqui, já cá estiveram cinco homens: dois homossexuais, um canalizador, um electricista e um carpinteiro. Só vi o carpinteiro e os gays, mas consta que os cinco (não ao mesmo tempo) estiveram no meu quarto.
Ainda não fez 3 semanas que me mudei para aqui...
Caracóis-L

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Ausências e medições: os porquês e as lamentações de quem não tem muito em que pensar

- Foda-se, é Domingo outra vez?
- Sabes despertador, odeio-te.
- Foda-se, mas nunca mais é sexta-feira?
- Foda-se, ainda não é sexta?
- Despertador de um cabrão, vou-te matar!
- Foda-se.
- Sexta! Hmmmm…
- Passa aí mais uma imperial!
- Gosto tanto de vocês! Vamos alugar um T7 e viver todos juntos! Oh man…. Quem és tu?
-Foda-se, é Domingo outra vez?

E assim tem sido 2011.

Caracóis-L
(mais detalhes seguirão em breve)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Até para o ano!

As coisas por aqui não mudaram muito desde o último post...
A mana lá vai caminhando para a barriguice durante os próximos meses, com lamúrias, segundo as entendidas, próprias do estado em que se encontra... as entendidas é que hoje não a ouviram dizer que "estar prenha não tem piada nenhuma, porque passa a vida a dormir, a arrotar e a ralhar com as outras pessoas"! Se ouvissem, percebiam que as suas teorias nunca se poderão aplicar a membros da minha família, mesmo que o seu estado ou condição se aproxime da realidade por elas tão bem conhecida. Mas, a meu ver, uma grávida que nem barriga ainda tem, queixar-se de arrotos tem o se quê de poético e encantador... mas isso sou eu que sou esquisita (mais outra conclusão sábia das entendidas).
Sendo assim, e tendo em conta que vou estar muito ocupada o resto do ano com jantares e festas, só vou aparecer aqui em 2011. Lanço, no entanto, um desafio. Três palavras me encantaram na recta final deste ano. São elas: coaduna, úberes e masseter. Proponho, qual campanha públicitária de um refrigerante para ganhar uma mochila e uma viagem para ti e para os teus amigos até ao parque de campismo da Costa da Caparica por duas noites, que construas uma frase onde constem estas 3 palavras.
Mas o prémio aqui é valioso.
Uma menção honrosa com dedicatória personalizada e ainda uma análise do teu perfil psicológico baseado na tua frase vencedora.
Estás à espera de quê?
Concorre já!
E assim se comprova que por aqui não se tem passado mesmo nada.
Caracóis-L
(Ah! E bom 2011 para todos!)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

relatório de actividades 11-Nov. / 17-Dez. 2010

Então estávamos a 11 de Novembro…. Não se passava nada… Porque era Novembro… Estava quase a fazer anos, a organizar a respectiva festa e uma viagem à Dinamarca. Não de férias, mas para um congresso… sim, que eu, por muito maluca que seja, nunca planearia uma viagem de livre vontade a Copenhaga em Dezembro. E estes eram, na altura, os grandes acontecimentos previstos para a primeira semana de Dezembro.

Para o final do mês, num fim-de-semana, a mana queixou-se de umas dores abdominais estranhas. “Oh que chato” pensámos nós, logo agora que ela estava a pensar em começar a pensar em começar a planear as coisas para começar a pensar em engravidar… Segunda-feira seguinte, cinco dias antes do meu aniversário, ela ligou-me depois de almoço para me dizer que lá no hospital “dela” lhe tinham feito uns exames e umas análises e que tudo indicava que tinha uma gravidez ectópica, mas que como não têm especialidade de ginecologia lá, perguntava se dava para irmos tratar disso no “meu” hospital, mas que antes tínhamos que vir a minha casa, porque precisava de tomar banho que tinha estado o dia todo a trabalhar e ver da depilação que ela achava que não estava em dia e naquele estado não queria que ninguém, por muito médico que fosse, a visse ou lhe tocasse… Muito confusa, pensei um pouco e achei as prioridades dela perfeitamente lógicas e aceitáveis ("uma gravidez ectópica? Espera aí que já vemos isso, primeiro tenho que fazer a depilação…" perfeitamente normal, não?).

E lá fomos, depois destes assuntos prioritários completamente resolvidos, para o “meu” hospital… E ela, assim que é vista, é internada. Suspeita forte de gravidez ectópica, repouso absoluto, cirurgia marcada para o dia seguinte, ela triste e com os olhos inchados e sem querer falar com ninguém…E eu triste também… Jantar de aniversário obviamente desmarcado, telefonemas à família, eu com pouca vontade de falar com pessoas, telefonemas dos convidados preocupados por eu não ter revelado o motivo da desmarcação, eu sem saber se ela queria que eu contasse às pessoas o que se passava, as pessoas a começarem a achar que algo grave se passava comigo…

As horas passaram e mais exames foram feitos. Afinal não era uma gravidez ectópica, era só um quisto sem importância no ovário e uma gravidez no sítio certo. Sem festa de aniversário, mas com a melhor prenda de todas! VOU SER TIA!!! E claro, sendo da minha família a descoberta não podia vir da forma normal “ai não me aparece o período, deixa-me lá fazer um teste de gravidez… olha, deu positivo! Yupyyyy!”… não… tinha que ser com um enredo digno de um episódio do Dr. House.

Quanto a Copenhaga? A próxima pessoa que me vier dizer que a neve é maravilhosa e linda e o raio que os parta leva no focinho! Onde já se viu um país onde neva a torto e a direito, onde o dia começa depois das 8h e termina antes das 16h, com temperaturas negativas, onde tudo é caro e até os centros comerciais fecham às 20h??? Onde??? E onde o símbolo da cidade é uma parva de uma sereia sentada numa rocha dentro de água, que nem sereia de jeito é porque tem joelhos!! E aqueles homens todos giros, perdidos no meio daquela desgraça em vez de virem para aqui para o pé da gente… Indecente e completamente errado, é o que vos digo!

Caracóis-L

olha, tá frio lá fora e não tenho nada pra fazer.... acho que vou actualizar esta coisa

(este foi o meu pensamento antes de abrir a página do blog passado um mês desde a última vez)
Caracóis-L

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

porque eu ainda tenho acne juvenil!

E a menos de um mês de completar 32 anos, nasceu-me uma senhora borbulha na bochecha direita, digna de chamar a atenção de qualquer dermatologista. Pois é meus caros, isto é o meu corpo a manifestar-se contra todas essas conversas do “já-tens-idade-pra-ter-juízo-e-casar-e-ter-filhos-e-falar-de-crises-conjugais-e-texturas-e-tonalidades-de-cocós-nas-fraldas-em-vez-de-concertos-e-jantares-e-copos-e-cala-te-porque-na-verdade-o-que-nós-temos-é-uma-inveja-de-morte-da-tua-vida”.

(ou então foram aquelas trufas de chocolate maravilhosas que ofereceram aos administrativos lá do serviço e que eles caíram no erro de perguntar “oh L. queres provar uma?”, mas que no fim quem provou só uma foram eles porque eu comi o resto…)
Caracóis-L

terça-feira, 9 de novembro de 2010

pela legalização do auto-casamento

Ontem vim cansada para casa.
Hoje vim pensativa para casa.
E continuei a pensar.
E pensei mais um bocado.
E quando dei por mim, tinha-me mimado com uma linda feijoada e uma tarte de maçã maravilhosa.
Gostei.
Quero casar comigo.

(Moro sozinha… para não fazer a desfeita à cozinheira, vou alimentar-me disto nos próximos dois dias.)
Caracóis-L

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

ver o vídeo 'faxavor' que é pequenino

Hoje saí com esta cara do trabalho.

Mas sem a explosão.

O que quer dizer que amanhã tenho que gramar com aquela merda outra vez.

Caracóis-L

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

mulher que se preze…

… é vaidosa…
… é matreira…
… às vezes mentirosa…
… e tem acessos incontroláveis de futilidade perfeitamente saudável.

Sendo membro de um site que faz promoções de grandes marcas, a L. recebeu há pouco um mail a informar que tinha começado uma promoção da Gola até 60%. Desatou aos gritos. Fez imediatamente o login no dito site e com a mão direita a tremer clicou no link dos ténis. Viu uns ténis lindos, em verde-lima, preto e cinza, quase a roçar a poesia, e desatou aos gritos. Foi ver se ainda havia o seu tamanho disponível, reparou que já só havia 3 pares e desatou aos gritos. Enquanto confirmava a compra, a forma de pagamento e o local de entrega, mandou sms a duas amigas, transpirou e continuou aos gritos. Levantou-se e foi à janela fumar um cigarro, ainda meio ofegante e com um sorriso nos lábios, tal não foi o torpor pós-orgásmico que se apoderou do seu corpo após confirmar a compra. Tudo isto em menos de 5 minutos.

Post carinhosamente dedicado a todos os homens com falta de jeito, que teimam em dizer que as mulheres são bichos complicados e difíceis de satisfazer.
Caracóis-L

sábado, 23 de outubro de 2010

casa dos horrores

Parte do meu trabalho consiste em estar num gabinete do tamanho de uma ervilha, onde recebo pessoas desconhecidas, uma a uma, só eu e a pessoa desconhecida. Alguns sabem o que é. Não, não é prostituição. Até porque eu chamo as pessoas através de um comunicador. As prostitutas são chamadas.

Adiante. O que interessa aqui são as pérolas que se cruzam comigo naquele cubículo.

Pérolas recentes.

Pérola A:

Velhinha de 93 anos. Vestida de cor-de-rosa. Sorridente.

- Olá D. Maria!
- Puta!
- Então, está mal disposta? Vamos só fazer aqui um exame…
- Não me tocas, caralhinho!
(Ah pois… e o tamanho não interessa, dizem eles… até a velhinha sabe!)
- Então, então… isto não dói nada…
- Deixa-me ver a tua cara! Puta!

Não falei mais com ela. Fiz o resto em silêncio.

Pérola B:

Chamo vários nomes pelo comunicador. Batem-me à porta do gabinete. Abro a porta. Três pessoas para serem atendidas e um monstro. O monstro nem dá tempo para eu olhar bem para os outros e grita: Sou o Francisco e você chamou-me! O Francisco está sujo, cheira mal, está bêbado e só tem um olho. Os outros três parecem assustados. Deixo o Francisco entrar para despachá-lo dali.

O Francisco entra e tenta arrancar o lavatório da parede.
Eu digo ao Francisco para parar e deitar-se de barriga para cima.
O Francisco descalça-se.
Eu repito que é para deitar de barriga para cima.
O Francisco desaperta as calças.
Eu falo mais alto e digo que é SÓ para deitar de barriga para cima.
O Francisco deita-se de barriga para baixo.
Eu grito: barriga para cima!
O Francisco ri-se e deita-se de barriga para cima.
Dois minutos depois, eu digo para o Francisco se levantar que já acabámos.
O Francisco ressona.
Abano o Francisco e digo para se levantar.
O Francisco levanta-se e tenta de novo arrancar o lavatório da parede.
Eu abro a porta e digo alto que é para sair.
O Francisco sai e diz aos outros três que eu sou estúpida.

Vou ao computador validar o exame do Francisco e reparo que o Francisco que eu tinha chamado não era o "meu" Francisco... Estive com um monstro entre 4 (pequenas) paredes quando o Francisco que era suposto ter entrado era um velhinho educado, de banho tomado e sóbrio, que entrou logo de seguida.


Amanhã faço turno de manhã no cubículo dos horrores. Alguém quer apostar quantas pérolas vou apanhar?
Caracóis-L

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

para quem vê regularmente televisão...

(os factos e as reacções do povo)

... eu dizer que não vejo televisão... é estranho, mas pronto...

... perceberem que isso quer dizer que eu não vejo noticiários... é mau, é estranho, mas como vou lendo umas capas de jornais e fazendo umas pesquisas na net lá me safo...

... perceberem que isto quer dizer que eu não vejo novelas... é completamente contra-natura e ainda dizem que o meu instinto maternal em estado fóssil passa a ter alguma explicação...

... perceberem que isto quer dizer que eu não vejo os jogos do benfica... significa começarem a questionar o porquê da minha existência...

... perceberem que eu nunca vi a "casa dos segredos"... quase que fui morta à paulada na via pública e juro que ainda vi dois ou três sujeitos mal-encarados a juntar uns pauzinhos para fazer uma fogueira enquanto duas velhas vestidas de preto sussurraram "bruxa"...

Caracóis-L

terça-feira, 19 de outubro de 2010

para quem anda de metro em Lisboa...

... sou só eu que acho que os senhores seguranças da empresa 2045 têm a mania que são uma "encarnação" do action man?

Caracóis-L

terça-feira, 12 de outubro de 2010

contas, contas, contas...

Esta coisa das depilações definitivas e de ver o corpo a começar a ficar sem os pêlos inestéticos é um regalo para a alma! A sério. A alma é que se gelou toda, tadinha, quando hoje tirei o estrato da conta no multibanco… Epá… pronto… paguei logo tudo, não tenho que me preocupar mais com isso, mas sacar o papelinho da máquina e ver menos 900 euros (sim… no-ve-cen-tos!!!!) que na semana passada, até faz arrepiar os pelinhos das pernas (os que restam, claro).
Perdi a força nas pernas, transpirei um bocadinho, concentrei-me para não começar a hiperventilar e decidi fazer uma lista dos meus luxos e escolher aquele (só um!!... que eu sou muito sensivel) que vai deixar de existir até a minha conta bancária me voltar a fazer sorrir. E na lista constavam:
a) Comprar sapatos cada vez que espirro;
b) Comprar brincos, pulseiras ou outras bugigangas cada vez que espirro;
c) Ir jantar fora com os/as amigos/as cada vez que um de nós espirra;
d) Sair à noite cada vez que é sexta-feira, sábado ou véspera de feriado;
e) Almoçar fora todos os dias por não ter pachorra para preparar uma refeição de véspera para levar para o trabalho.
Como é obvio… e)…
E como auto-incentivo moral para esta minha nova faceta de fada do lar por conveniência financeira, que a partir de hoje vai preparar TODOS OS DIAS um almoço lindo para levar para o trabalho, comprei umas botas novas (lindaaaaaaaasssssssss) e fiz uma reserva num restaurante maravilhoso para o jantar de 5ª-feira e ainda combinei um jantar de sushi para 6ª-feira!

Previsão para a recuperação total da conta bancária: Agosto de 2035.

Caracóis-L

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

coisas de gaja

Há uns tempos comecei a fazer depilação definitiva no rosto. E fiquei tão contente que comecei este sábado a fazer no resto do corpo. E lá estava eu toda exposta (entenda-se, despida) da cintura para baixo a levar descargas de luz pulsada por aí fora e na conversa com a esteticista. Falámos de coisas que eu já não me lembro, mas de certeza que falei mais do que devia, enquanto ela ia matando pêlos com a sua máquina demoníaca. E fiquei a saber que o cliente antes de mim era um homem que está a fazer o tratamento no corpo todo e que a menina teve que ir afastando o Zé Coelho (entenda-se, pénis) para um lado e para o outro e levantar os tin-tins (acho q esta não precisa de tradução…) enquanto fazia o seu trabalho e ainda me confidenciou que o tipo só podia ser gay porque ela lhe tocava com “jeitinho” (seja lá o que for que ela quis dizer com isto) e que ele não reagiu.
Ele quem? O cliente? O Zé Coelho? Mas ela queria que ele reagisse? A dúvida inquieta-me. Quando saí do gabinete o próximo cliente já estava na sala de espera. Passei depressa e sem o olhar de frente. Nunca se sabe o que esta tipa vai comentar acerca da “cliente anterior”. E com a sorte que eu tenho…
Caracóis-L

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

macacos, pavões, barbas e eu

Hoje quero falar sobre a teoria da evolução das espécies. Aquela coisa que se aprende no secundário, inventada por um gajo que foi dar umas voltas de barco e estudou uns pássaros e tal e por causa dele toda a gente se apercebeu que os macacos até se parecem um bocado com os homens. Com os homens! Não com as mulheres. As mulheres tiveram um processo evolutivo mais complexo. Eu, por exemplo, tenho muitos genes de pavão. Mas pavão macho.

Eu hoje fui dar uma das minhas corridinhas. Pelo caminho lembrei-me: será que os giros da barba também vão correr agora?

(giros da barba = dois gajos que suponho que sejam amigos, que vão correr para o mesmo parque que eu por volta das 18h30 – 19h, morenos, com barba por fazer, giros e bem constituídos)

(nota da redacção: a L. não é paranóica nem persegue ninguém, é apenas uma pessoa atenta que repara em detalhes)

Cheguei ao parque e virei logo à esquerda. Nada de ideologias políticas. Os giros correm sempre no sentido contrário. Gosto de me cruzar várias vezes com eles. E assim anulo a hipótese de ser ultrapassada e passar por fraquinha. E lá comecei a correr… tranquila… até que eles apareceram.

E o gene-pavão-macho acordou.

Peito para a frente. Costas direitas. Olhar fixo no horizonte. Passada firme e rápida. Coração a não aguentar o ritmo. Broncospasmo quase a acontecer. Mas a postura acima de tudo. Cruzo-me com os giros. E nunca mais vem a merda de uma curva, caralho? Não posso abrandar agora que eles podem olhar para trás!! Foda-se, finalmente uma curva. Faço a curva e volto ao meu ritmo de corrida habitual.

E isto repetiu-se tantas vezes quantas as que me cruzei com eles.

Posso não ter campainha. Posso não ter batedeira. Posso não ter varinha para fazer sopa. Posso não ter juízo. Mas tenho os melhores personal trainers de Lisboa, que me dão um incentivo inestimável à prática regular de exercício físico. E de graça!


Caracóis-L

terça-feira, 5 de outubro de 2010

o meu feriado foi assim, e o teu?

Há uns meses atrás fiz a compra que, a meu ver, foi a compra mais inteligente dos últimos anos. Uma batedeira com varinha trituradora para a sopa. Tudo no mesmo electrodoméstico. A varinha para fazer a sopa da dieta, a batedeira para fazer os doces que depois me obrigam a fazer dieta. E assim vivemos felizes e em equilibrio nos últimos meses, eu, a batedeira, a varinha da sopa, a sopa e os bolos.

Hoje, feriado nacional, trabalhei à noite, cheguei a casa de manhã e dormi. Tinha a entrega das compras do Continente, mas não quis saber, continuei a dormir. A minha campainha está avariada, mas não quis saber, continuei a dormir. Os homens do continente vieram e eu a dormir. Tiveram que ligar para a central, para de lá me ligarem para eu abrir a porta. Abri a porta, falei pouco, sorri ainda menos, abri ainda menos os olhos, recebi as compras e fui dormir.

À tarde fui beber um copo. Voltei para casa com um acesso súbito de me armar em dona de casa. Descasquei uma cebola, arranjei um alho francês e mais umas coisinhas, pus tudo na panela. Enquanto aquilo fervia e espalhava um agradável aroma a sopa pela casa, arranjei as coisas para fazer um bolo, descasquei umas maçãs, abri uns ovos, separei as gemas das claras e deixei tudo pronto tipo linha de montagem.

E fui buscar a batedeira.

E a puta não funciona!

Bati o bolo à mão (ao braço, vá…).

Ainda não sei como vou fazer com a sopa.

Tendo em conta que eu não gosto de sopas feitas fora de casa, mas os bolos que se vendem nos cafés e pastelarias, desses já gosto de quase todos, se eu voltar a engordar a culpa não é minha! É dessa maquineta estúpida que decidiu avariar-se sozinha.
Caracóis-L

domingo, 3 de outubro de 2010

surreal...

Lisboa.
Setembro de 2010.
Homem com 35 anos.
Conversa via Messenger.


Ela: Podíamos ir jantar um dia destes…
Ele: Podíamos!
Ela: Gostas de sushi?
Ele: O que é isso?
Ela: LOL tas a gozar?
Ele: Não.
Ela: Não??
Ele: Não!
Ela: Oh god…
Ele: É um peixe mediterrânico?
Ela: É comida japonesa!!!!
Ele: Ah, não sabia pá!

Atenção, isto não foi ficção!!!
Caracóis-L
E de repente apercebi-me que 11 de Agosto foi há uma porrada de tempo...

Caracóis-L

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

porque é que eu sou assim (IV)

Esta história remonta ao final dos anos '90. A minha mãe estava rendida à televisão por cabo e à MTV. Se passava Metallica ela comentava “u-hu gosto tanto!”. Se passava Backstreet Boys ela comentava “u-hu gosto tanto!”. Eu até acho que se passasse José Cid, a reacção seria a mesma... Mas do que ela realmente gostava era da Madonna e do vídeo da “Frozen”. Ela até se babava porque a música era linda, e a Madonna estava linda no deserto sozinha e os cães e coiso… Enfim…

Até que chega o Natal e ela (a minha mãe, não a Madonna) decide comprar um carregamento de camarões na loja de peixe congelado do senhor Ivo, ainda antes dos tempos da ASAE, onde se vendia tudo ao peso e sem embalagens individuais. E lá vem ela toda contente com um saco de plástico cheio de camarões congelados ao monte e conta emocionada a seguinte descoberta:

“Eu pedi ao senhor Ivo 2kg de camarões congelados, ele foi à arca buscar a caixa grande dos camarões, que estava metade rasgada, mas onde ainda se lia “frozen”! Já percebi do que fala a música linda da Madonna no deserto!!!”

Pena que a parte rasgada dizia “shrimps”…
Caracóis-L

(Epa, mas quem é que no seu juízo perfeito acha que alguém iria cantar no meio do deserto sobre camarões, mulher de Deus????)

sábado, 7 de agosto de 2010

sem título

Fui mentirosa. Fui. Não voltei logo logo. Isto porque o regresso ao trabalho foi traumático. Isso de fazer duas noites de trabalho na mesma semana devia ser proibido por lei. E os lesados deviam ser compensados com indemnizações com 5 dígitos, mais 4 semanas de férias e massagens relaxantes.

Isso e ter que aturar pessoas que vão às urgências dos hospitais a meio da noite porque têm "pontadas fascinantes no peito". Meus amigos, as consultas de psiquiatria têm horários porreiros e de dia, sabiam?

Isso e alguém lembrar-se de me apresentar não sei quem estrangeiro depois de eu estar a trabalhar há mais de 14 horas seguidas, num inglês pior que o meu quando estou bêbeda e quase provocar-me um enfarte por estar a conter uma gargalhada monstruosa. Eu não sou boa cobaia para os vossos cursos de inglês por correspondência, sabiam?

Isso e tudo quanto é malta descompensada da cabeça lembrar-se de ser meu amigo instantâneo. Eu sou ainda pior pessoa que vocês, sabiam?

Isso e eu decidir ficar em casa numa 6ª-feira à noite porque trabalhei muito e estava cansada e agora estar com uma insónia…
Caracóis-L

domingo, 1 de agosto de 2010

renasci das férias

Três semanas e meia.
Não fiz nada, dormi como não dormia há meses, fui (pouco) à praia, revi amigos, fui a festivais de verão, fui a jantares, fui ao teatro, troquei os horários todos, conheci pessoas novas... Tudo como planeado, sem viagens longas, com as pessoas de quem gosto.
Amanhã volto ao activo a sério.
Aqui também.
Caracóis-L

sexta-feira, 16 de julho de 2010

é com grande pesar que vos informo:

- Que o pé direito mais bonito do mundo tem um calo.

- Que acabei de usar pela primeira vez um penso calicida.

Caracóis-L

quinta-feira, 15 de julho de 2010

de certeza que esta vai aparecer na próxima edição da Time Out!

Gosto muito daquelas tretas com velinhas. Tenho-as espalhadas pela casa toda. As velinhas é que já tinham acabado. No outro dia, estava a fazer as minhas comprinhas no continente online e lembrei-me das velinhas. Pumba, um pacote de 50. Hoje fui dar uma volta ao Campera e vi que as velinhas estavam com um mega-mega-preço. E pumba, mais 100 velinhas. E três almofadas e toneladas de roupa interior e 2 pares de calças e 3 lenços e umas prateleiras para a cozinha. Por sorte não vieram mais sapatos. Por sorte… Agora, os homens do continente acabaram de vir entregar as minhas compras. Um deles era bem giro… Não interessa. Interessa é que tenho 150 velinhas! E hoje também fui à segunda sessão de depilação definitiva no buço. Decidi esclarecer um ponto importante com a menina mata-pêlos. Não posso mexer na raiz dos pêlos. Cera, pinça, máquina, está tudo proibido. Apenas lâmina.
Conclusão: quem quiser assistir aqui à princesa com umas calças lindas da Salsa a fazer o bigode com gilete à luz das velas, são 15€ a entrada. É que tanta maluquice junta desta vez saiu caro…
Caracóis-L

quarta-feira, 14 de julho de 2010

o senhor padre vai deixar a paróquia

O padre da Moita vai embora. Já me disseram para onde, mas eu não arquivei essa parte. Também não interessa. O que interessa é que houve pessoas que se lembraram de lhe comprar uma prenda de despedida. E que uma dessas pessoas foi pedir a opinião à minha mãe.


Pessoa: O que achas de lhe comprarmos qualquer coisa?
Mãe: Hum...
Pessoa: Temos uma ideia...
Mãe: Hum?
Pessoa: Uma coisa que ele goste e que lhe seja útil...
Mãe: Hum hum...
Pessoa: Lembrei-me que podíamos comprar-lhe uma snaita!
Mãe: Oi??!!


A pessoa queria dizer sotaina, mas acreditava piamente que o nome correcto era snaita, não fazendo ideia do real significado do que tinha dito. A minha mãe gozou com ela o resto dia e ainda anda a espalhar por aí que esta alma inocente disse que queria dar uma snaita ao padre. A minha mãe é ruim. E eu gosto disso!
Caracóis-L

terça-feira, 13 de julho de 2010

onde estão aquelas férias de há 10 anos atrás, em que ninguém me moía o juízo e eu não fazia ponta de um corno?

Eu só queria ter um bocadinho de paz à minha volta.
Sem ter que falar e sorrir para homens que olham para mim como se eu estivesse em roupa interior. Sem ter que ouvir pessoas a contar que consultam um cardiologista privado porque tiveram uma otite e que o antibiótico as deixou um bocadinho roucas, ou porque têm pedras nos rins, ou porque não têm nada (Não sabem onde gastar o dinheiro? Eu posso dar-vos o meu NIB…). Sem ter que pôr despertador e ter coisas para fazer e pensar durante os primeiros dias de férias. Sem receber mails cujo conteúdo significa: coça a micose toda agora enquanto podes filha, que quando as férias acabarem isto vai apertar outra vez.
Já se fazem retiros espirituais em Marte? Apetecia-me tanto um…
Caracóis-L

gajo = burro todos os dias?

Um dia destes:
Ele: Olá! Não dizes nada?
Ela: Tou a trabalhar... (e estava mesmo)

Outro dia:
Ele: Tudo bem? Nunca dizes nada?
Ela: Tudo! Tou a trabalhar... (não estava)

Outro dia:
Ele: Então? Sempre a trabalhar? Nunca mais disseste nada!
Ela: É... Sempre a trabalhar! (não estava)

Hoje:
Ele: Mas tu tás sempre a trabalhar? Não dizes nada...
Ela não respondeu...

Pessoal!
Este gajo precisa de ajuda.
Todos juntos comigo!

cof cof (afinar a voz)

ELA NÃO TE QUER DIZER COISA NENHUMA, CARALHO!!!!

Esclarecimento gentilmente esclarecido por:
(a grande)
Caracóis-L

domingo, 11 de julho de 2010

crónicas de uma mulher desorganizada

Amiga: Oh L…. Porque é que tens um par de uma sandália na sala e o outro na casa de banho?

Eu: Olha, o que é que achas? Porque descalcei um pé na sala e o outro na casa da banho!

Esta conversa deu pano para mangas, gozo directo na minha cara durante meses, porque sou desorganizada, porque não consigo ter as coisas arrumadas, porque os homens é que são assim e as mulheres não podem ser…
Hoje quis calçar ‘aquelas’ sandálias, as que ficavam mesmo bem com o que acabei de vestir e não podiam ser mais nenhumas (as mulheres sabem do que falo). Procurei, procurei, procurei. Um par estava debaixo da cama. O outro em cima de uma cadeira na sala. Ainda bem que estava sozinha. Desta vez a distribuição aleatória de sapatos pela casa não tinha resposta pronta. É que eu acho que vive aqui escondido em minha casa um doende viciado em cogumelos mágicos que me desarruma as coisas enquanto eu estou distraída a dormir a sesta. Só que se eu contar isto ninguém acredita.
Caracóis-L

sexta-feira, 9 de julho de 2010

relato de um primeiro dia de férias

Entrei de férias às 8h da manhã de ontem. Dormi um bocadinho. Esteve um calor do caraças. Fui para o Optimus Alive. Bebi como o caraças. Curti os concertos e dancei como o caraças. Havia gajos giros como o caraças por todo o lado.
Hoje está um calor do caraças. Vou para o segundo dia do Alive. Esperemos que o resto também se repita!

Caracóis-L

quinta-feira, 8 de julho de 2010

... estava no bolso da bata...

Caracóis-L

quarta-feira, 7 de julho de 2010

tenho medo...

... tenho muito medo....

... acho que perdi o meu telemóvel!

Aaaaaaahhhhhhhh!!!!!!

Caracóis-L


(ainda digo "acho" porque já revirei a mala e a casa, só me falta o local de trabalho, que é assim um hospital um bocadinho pró grande... e logo hoje que foi véspera de entrada de férias e andei a passarinhar armada em mete-nojo só para informar os outros desgraçados que vão continuar a trabalhar com este calor, que eu vou andar a coçar a micose até ao mês que vem... e ainda por cima hoje faço noite e não vou podir dormir a sesta porque o meu único relógio e despertador é o meu telemovel adorado do coração.... não fosse eu não acreditar em castigos divinos e achava que isto era mesmo um!)

terça-feira, 6 de julho de 2010

em relação à questão do anão: não é que ela trouxe mesmo uma foto?

E não é que hoje a senhora casamenteira trouxe a foto do sobrinho anão?

E não é que quando dei por mim estava uma multidão para ver como eu reagia? (nesta situação, 3 pessoas é muuuuuiiiiiiita gente!!!)

E não é que o problema do anão não é a escassez na vertical, mas o excesso de substância para os lados? Já para não falar na gravata cor-de-laranja…

E não é que a minha censura mental tirou férias antes de mim e a minha boca foi possuída por uma decapitadora de sobrinhos?

E não é que comecei por dizer “ai que horror!”, tentei corrigir-me e disse “parece um velho com essa gravata!”, tentei corrigir outra vez e disse “quer dizer… não é bem parecer velho… é muita gordo…”, tentei corrigir novamente e disse “não faz o meu género, sabe?

E não é que a multidão ficou desapontada?

E não é que ainda apareceu uma 4ª criatura, que eu não conheço de lado nenhum nem nunca vi na vida, a perguntar “se ela gostou do rapaz ou não”?

E não é que eu acho mesmo que está a haver um concurso para ver quem me arranja marido antes do fim do Verão?
Caracóis-L

domingo, 4 de julho de 2010

Moita, essa bela localidade e a minha mãe que... enfim...

Eu decidir passar dois fins-de-semana consecutivos na terra que me viu crescer é coisa para deixar Sua Santidade o Papa aos gritos “milagre!!!”.

O motivo: passeio de família. Bem… Não foi bem passeio… Na verdade, foi mais uma visita de estudo à barragem do Alqueva, que o Joaquim queria ver (vá-se lá entender a tara por barragens) desde o ano passado. E lá fomos todos para o Alentejo profundo, em pleno Julho, fazer não sei quantos quilómetros (não me digam quantos são, há coisas em que a ignorância é uma benção), para ver uma barragem, almoçar e voltar para trás. Escusado será dizer que chegámos todos a casa com cara de ananás e cada um adormeceu em seu canto. Acordei às 21h com a Leonor a perguntar-me o que eu queria comer:


Mãezinha: Oh L.! Tu vê lá que adormecemos todos, hoje não fui às compras, não tenho comer em casa, já está tudo fechado, só tenho ovos e delícias do mar!
L. (só com meio olho aberto): E o que queres que eu te faça?
Mãezinha: Quero saber o queres jantar.
L. (com os dois olhos completamente fechados): Não acabaste de dizer que só tens ovos e delícias do mar aqui em casa?
Mãezinha: Sim…
L. (a começar a ficar nervosa, mas a fazer força para não espalhar o sono): Então o que queres que te diga?
Mãezinha: O que queres jantar…
L. (já a descompensar e de olhos abertos): Se dizes que só tens ovos e delícias do mar, não tou a perceber o que queres que te responda!
Mãezinha: Opa! Quero saber o que queres jantar.
L. (já aos gritos): Ovos e delícias do mar!!!
Mãezinha: Pois… vai ter que ser.


Obviamente que me acordou. Levantei-me e fui atrás dela a ralhar por causa da conversa absurda, abri o frigorífico para ver se tinha alguma coisa fresca para beber e encontrei dois tomates e duas cenouras.


L.: Oh minha grande atrasada mental! Só ovos e delícias do mar?? Tens aqui coisas para fazer salada!!!!
Mãezinha: Não sejas assim para a mãe! Não me lembrava…


Fiquei a falar para dentro. Comecei a fazer uma salada enquanto ela mexia os ovos com as delícias do mar. Entretanto encontrei no congelador um pão, 3 espetadas, carapaus, batatas pré-fritas e esparregado. E eu ralhava. E ela só dizia que não se lembrava. E eu ralhava mais. Já vermelha de nervos, perguntei-lhe pelo ralador da cenoura. Ela apontou para uma porta do armário. Eu abri a porta do armário…


L.: Oh mãe…
Mãezinha: Ai o que foi agora?
L.: Tu tens aqui neste armário uma lata de feijão, duas latas de grão e duas latas de atum…
Mãezinha: Ah pois… eu sabia que tinha atum…
L.: Ah pois?! Ah pois?! Tu acordas-me daquela maneira, a dizer que íamos passar fome até amanhã e tens aqui comida para 5 ou 6 refeições?!
Mãezinha (a rir-se que nem uma perdida): És má para a mãe!


Sou má uma porra!
Ficou provado porque é que eu sou distraída, despistada e esquecida.
A herança genética é uma puta!

Caracóis-L

quarta-feira, 30 de junho de 2010

em relação à questão do anão: vou ter que ser mais explícita?

- Segunda-feira trago uma fotografia do meu sobrinho para a L. ver!
(sorriso de orelha a orelha)

- Quando lhe tirar a foto meta-lhe uma régua ao lado!
(sorriso de orelha a orelha)

Porque é que ela insiste com a história do anão encalhado? Será que alguém anda a vender rifas para oferecer uma viagem à Tailândia a quem conseguir impingir-me um homem ainda este Verão? Será que o anão é estrangeiro com o visto a terminar o prazo e precisa de casamento, se não é recambiado para a terra dos anões? Será que eu já sou uma solteira ressabiada e já ninguém me pode aturar?

Caracóis-L

terça-feira, 29 de junho de 2010

Meias doses, rodas 24 e anões, não! Obrigada.

Isto chega a Primavera e o Verão, as borboletas esvoaçam e reproduzem-se, as plantas dão flores e reproduzem-se e as andorinhas voltam e reproduzem-se, as novelas da TVI devem estar todas a acabar e à minha volta reinicia-se o pânico das já reproduzidas. Elas não devem ter com que se entreter, preocupam-se novamente com a minha reprodução e lá andam todas malucas a tentar arranjar um macho cobridor aqui para a L. Tadinha da L…
Desde primos encalhados, cunhados encalhados a irmãos encalhados já me ofereceram de tudo. Hoje foi um sobrinho encalhado. Com uma introdução digna das novelas que elas vêem todas as noites:
Ai a L. é gira (hum hum, confere), simpática e divertida (continue que eu tou a gostar), é inteligente (gosto tanto de si, dê cá uma beijoca), eu tenho um sobrinho tão giro (ai sim?), solteiro (hum hum…), trabalhador (boa, que eu não gosto de chulos, bandidos sim, mas chulos não), gosta de cozinhar e sabe limpar a casa (não é gay, pois não?), mais ou menos da sua idade, moreno e com o cabelo meio grisalho (ui, sexy!) e mais ou menos da sua altura…

Oi oi oi oi! Pára tudo!!!! Da minha altura??? Oh minha senhora, então não vê que eu tenho um metro e meio?? Agora querem arranjar-me cenas com um anão??? Sabe cozinhar, é trabalhador e é anão??? Deve ser uma bimby, queres ver???
Caracóis-L

segunda-feira, 28 de junho de 2010

grande gala dos prémios "pesquisas google"

Ora então boa noite a todos.
Bem vindos à primeira grande gala dos prémios "pesquisas google", aqui no caracóis.com!
Entre os concorrentes surgiram algumas pesquisas citando várias, apenas algumas, ou até apenas uma das palavras da lista anunciada (lembram-se?). No entanto, os vendedores que irei anunciar destacaram-se pelo requinte e determinação na pesquisa efectuada. Agradeço desde já a colaboração de todos os participantes.

Terceiros classificados ex aequo:
nporn,xxxx
xxxx.porn.xxxx

Com o prémio de excelência atribuído ao segundo citado, pela quantidade de XXX na pesquisa. Este gajo devia mesmo querer ver pinanço à bruta, se fosse em grupo tanto melhor e se metesse porrada e lutas na lama, então maravilha!


Segundo classificado:
badalhocas a foder na verga

Palavras para quê?... Este sabe bem do que gosta.


Primeiro classificado:
putas na estrada freeporn videos

Ganhou pelo desespero e primor na pesquisa: nada de gajas de bordel e acompanhantes de luxo, que isso é para meninos ricos, este queria mesmo as da rua, se for à beira de um pinhal tanto melhor e nada de vídeos a pagar que isto da crise não permite grandes aventuras.


Caracóis-L
(Aos que fizeram uma pesquisa propositada, o meu mais sincero e eterno agradecimento pela disponíbilidade em participarem activamente neste meu projecto)

domingo, 27 de junho de 2010

Moita, essa bela localidade e a minha vida amorosa que anda ao rubro!

Ontem fui sair com alguns amigos. Uma amiga, o namorado da amiga, uma amiga da amiga e o irmão da amiga da amiga. A amiga e o namorado mais ou menos da minha idade, a amiga da amiga com vinte e poucos anos e namorada de alguém que andava por outras paragens e o irmão da amiga da amiga, com 40 anos e solteiro.
Como a Moita é uma metrópole com uma actividade nocturna que é uma loucura, tudo fecha às 2h da manhã. Fomos parar a um bar na periferia com meia dúzia de gatos pingados.
Um bêbado famoso (sim, na Moita há bêbados com diferentes estatutos) decidiu meter conversa aqui com a princesa. Culpa minha, que tenho a mania de dar conversa a toda a gente. Até aqui tudo bem, não fosse ele feio como tudo, não tivesse ele 60 anos e não tivesse eu pouco anestesiada para suportar as bebedeiras e o mau hálito alheios. No meio daquilo, a solução mais fácil e eficaz só podia ser uma, arranjar um "namorado" instantâneo e com poder de improviso, para ver se ele ia para outra paragem. A única vítima disponível, o irmão da amiga da amiga, prontificou-se logo a assumir o papel de "namorado da L.", com direito a mão na cintura e pelas costas da L. enquanto o outro não foi embora.
Estava então eu, com uma mão de 40 anos a percorrer-me as costas para afugentar um bafo de bode com 60. Socorro!
Neste momento comecei a ouvir uma música tipo banda sonora de um filme sobre o apocalipse.
Pum ptum pum pum ptum!
O fim do mundo e a destruição massiça da raça humana por uma bando de mutantes com armas de fogo.
Pum ptum pum pum ptum!
Olhei para a porta e esperei que eles entrassem e me espetassem com um balázio no meio dos olhos e acabassem com o meu sofrimento.
Pum ptum pum pum ptum!
Nada...
Pum ptum pum pum ptum!
Afinal era só o DJ que era uma bela merda.
Caracóis-L

sábado, 26 de junho de 2010

Moita, essa bela localidade

Vim passar o fim-de-semana à terrinha. Ui ca bom! Banho de mangueira e sol na tromba enquanto o pai assava uns carapaus. A meio do almoço de família, fui limpar a boca à pressa antes que o molho à espanhola pingasse do meu queixo para o meu biquini, esqueci-me de dobrar o guardanapo e espetei com uma das pontas num olho.
Eu: Ai caralho!
Pai: Já começa! O que foi agora?
Eu: Espetei com o guardanapo no olho...
Pai: Estúpida.
O resto da conversa foi de grande teor intelectual.
Depois de passar a tarde de vadiagem voltei a casa para jantar. Estiquei-me no sofá, com os comandos da televisão em minha posse, a ver o CSI. O pai veio desalvorado do quintal e com os olhos arregalados percorreu toda a mobília da sala, enquanto no sofá eu conseguia ouvir a sua frequência cardíaca a aumentar. Curti ao vivo ao espectáculo “Joaquim desesperado à procura dos comandos da TV” até ele se ter apercebido que eu estava perdida de riso e lá percebeu que eu é que os tinha. Mandou-me mudar de canal.
Pai: Quero ver a bola.
Eu: Tou a ver o CSI.
Pai: Muda de canal.
Eu: Só quando acabar o CSI!
Pai: Estúpida.
Às 20h38 mudei de canal. Notícias na RTP1. Notícias na SIC.
Eu: Não tá a dar em nenhum. Deve ser na sport-tv.
Pai: Demoraste tanto tempo que já acabou!
Eu: Quando querias mudar de canal já passava das 20h! Já não ias ver nada do jogo de qualquer maneira!
Pai: A essa hora tava no intervalo! Agora já acabou!
Eu: Tava tava... Que neste mundial as segundas partes dos jogos só têm meia hora...
Pai: Estúpida.

Em todas as situações, a minha mãe ria-se.
Um viva à minha família disfuncional!
Caracóis-L

quinta-feira, 24 de junho de 2010

22h28

EU VOU AO ALIVE!
EU VOU AO ALIVE!
EU VOU AO ALIVE!

E já dormi a sesta.

Fim de emissão.

Caracóis-L

14h38

A Optimus lançou 10 mil bilhetes para os dois primeiros dias do Alive.
Eu vou ver se ainda arranjo dois.
Se não adormecer pelo caminho.

Caracóis-L

3h22

Epá! Hoje estou mesmo triste porra! O dia de trabalho foi uma bela bosta, só consegui almoçar às 3h da tarde. Depois desencaminhei a mana para ir fazer umas comprinhas. Queria umas sandálias, mas não gostei de nada. Queria um vestido, mas como ainda estou a meio do processo de desinsuflação (vulgo dieta) e a meio do processo hemorrágico (vulgo período), a minha barriga parece um barril e todos eles me davam ar de grávida em estado terminal. Senti-me deprimida e não comprei nada. Fui para casa descansar um bocadinho que agora estou a fazer o turno da noite. Entretanto fiquei a saber que por ser cabeça no ar, preguiçosa e demasiado “deixa andar”, não vou ao Optimus Alive porque os bilhetes já esgotaram. Merda.

Para me entreter vou escrevendo coisas até sair do trabalho. Até às 15h.
Preciso de me animar um bocadinho...

Caracóis-L

terça-feira, 22 de junho de 2010

primeiras reacções face a um verão que já chegou:

- deixar de comunicar com a estúpida da balança, que continua a não saber números abaixo do 52.
- acordar sobressaltada a meio da noite porque estava a sonhar que comia duas doses de salada. De salada!!! SA-LA-DA!!!!
- ver uma gorda muito gorda de vestido branco transparente, sem soutien e com cueca fio dental amarelo canário, ter vontade de gozar com ela até ao fim do mundo e ao mesmo tempo pedir protecção divina contra a gordura localizada.
- chegar a casa depois de um dia de trabalho, levantar os braços para prender o cabelo e sentir um agradável aroma a catinga.

Caracóis-L

segunda-feira, 21 de junho de 2010

free porn XXXX

Se procuras pornografia podes sair, não temos nada disso.

Este post vem a propósito da habitual insónia de Domingo. Ontem, enquanto me concentrava com todas as minhas forças para a dormecer antes das 2h da manhã (ainda me lembro de ver 3h30 no relógio…) lembrei-me das pesquisas que levam visitas inesperadas aos blogues vizinhos e dos posts que os outros escrevem a dizer “ai entraram aqui a pesquisar isto e aquilo”. E como aqui, de “estranho”, ainda só tivemos “badalhocas” e “caracóis com coisas no pescoço”, eu fiquei muito deprimida por não ter a honra da visita dos amantes da pornografia via internet.

Ora Google Analytics, vou-te provocar: durante esta semana, quantas pesquisas porcas vais tu dizer que vieram parar aqui? Obviamente, isto é um estudo científico de interesse público. Obviamente os resultados vão ser apresentados com gráficos e tudo. Se eu tiver paciência. Obviamente só fico satisfeita se alguém vier aqui parar por pesquisar "sexo anal com anões". E obviamente, os fins justificam os meios:

Mamas, chuchas, rabo, cú, bilha, peida, vagina, cona, pipi, pintelho, xoxôta, snaita, snisga, grelo, pau, pénis, pila, picha, caralho, verga, tomates, colhões, testículos, sexo, foda, pinanço, queca, orgia, rambóia, canzana, broche, minete, punheta, putas, lésbicas, bichas, gays, badalhocas, rameiras.

Pronto! Acho que chega. Não precisam sugerir mais palavras-chave. É que a minha mãe agora lê isto e tal…


Caracóis-L


PS: Oh mãe, eu disse que não era preciso sugerir mais palavras, ok?

7-0 e outras efemérides

Hoje a “nossa” selecção, que há coisa de uma semana estava no topo da lista “para abate” por esse Portugal fora, deu um enxerto de porrada nos coreanos. E de repente, hoje já são heróis nacionais. Cá para mim, herói é o Meireles que é bom todos os dias. Tem cara de bandido, tatuagens de bandido, barba de bandido e eu gosto de bandidos.
E hoje também começou o Verão.
E hoje recebi o subsídio de férias.
E hoje uma senhora gorda disse que eu estou mais magra e eu respondi-lhe que ela acha isso porque os parâmetros de avaliação dela estão distorcidos.
E hoje renovei o meu passaporte para o inferno.
Caracóis-L

domingo, 20 de junho de 2010

ou então o cosmos vota contra

Se vives sozinho e combinaste alguma coisa com outra pessoa em tua casa, não deves:

1. ter a campainha avariada,
2. adormecer profundamente durante 6 horas,
3. ter um telemóvel com a mania que tem vida própria e que decide auto-desligar-se e adormecer profundamente ao teu lado.

É capaz da outra pessoa ficar um bocado chateada contigo.
Caracóis-L

quinta-feira, 17 de junho de 2010

sem título, que esta cabeça já não consegue mais

Chegou aquele dia da semana em que o meu cérebro se assemelha a um peixinho num aquário daqueles redondinhos. Só água e o peixinho, sem som, sem qualquer actividade de interesse, só a fazer bolhinhas com a boca. Fiz noite e só saí do trabalho às 15h. No bocadinho da noite que tive para descansar, partilhei a sala com um barbudo gordo que roncava e assobiava enquanto inspirava e imitava um cavalo quando expirava. Aquilo sim, é uma senhora roncopatia, não aqueles roncozinhos de que esses maricas se queixam nas consultas do sono. Só Deus sabe como eu estive tão perto de lhe oferecer uma apneia provocada pelo meu pé enfiado pela boca dele adentro. Quando saí do trabalho, ainda fui beber café com a mana. Depois ainda fui marcar depilação às pernas. E depois ainda fui às compras. E depois ainda fiz sopa. Nos entretantos, a minha mãe avisou-me que recebi uma carta registada da polícia da República Checa (isto). Pedi-lhe para a abrir e dizer-me o que era. Para nosso espanto, a carta vinha toda escrita em checo, à excepção dos nossos nomes, claro. Isto sim, é coisa de povo rico em esperteza saloia. Hipótese 1: podem estar a agradecer a nossa colaboração na captura de um grande bandido ladrão de moças belas e indefesas. Hipótese 2 (tendo em conta as fotos que tiraram das nossas coisas): podem apenas estar a dizer que não gostam de badalhocas desarrumadas e que não nos querem mais no país deles. E agora também me lembrei de uma noite em que o pai deu um chuto na minha mãe enquanto dormia porque estava a sonhar com o cão da florista, a coisa mais irritante que já existiu naquela rua, que mordia as pernas de quem passava à frente da loja (nem sei como aquilo se manteve tanto tempo aberto). E eu acho que vou sonhar tanto com a cabra da brasileira a dar-me puxões de meia noite na Maria Francisca, mais o bisonte polifónico que faz sinfonias enquanto dorme, mais os cabrões dos polícias checos que acham que a segunda língua oficial de Portugal é o checo. Senhor, quero agradecer o facto de dormir sozinha porque, tendo em conta a minha herança genética, amanhã podia ser acusada de homicídio involuntário. Amén.
Caracóis-L

quarta-feira, 16 de junho de 2010

terça-feira, 15 de junho de 2010

ora façam as vossas apostas

Todas as segundas-feiras reinicio a dieta para o Verão que, por sinal, começa já para a semana. Então pois que hoje, cheia de ganas de ser uma mulher a sério e comer coisas de mulher adulta, jantei só uma sopinha sem batata no puré e um kiwi para sobremesa. Linda menina. Jantar de dieta. Duas horas depois comecei a fazer mais barulho com o estômago do que os miúdos que andam ali na rua a soprar nas vuvuzelas. Só me apetece abrir a janela e gritar “oh meus grandas parvalhões, não sabem que Portugal fez um joguinho mau, mau, mau, mais feio que cuspir na sopa?”. Obviamente que o nervoso miudinho de ter a sensação que há uma manada de elefantes a habitar na minha rua, tal não é o jeitinho com que estas adoráveis crianças apitam naquela gaita, aliado ao canto rouco do meu estômago choroso, resultou no devorar de um frasco inteiro de azeitonas e colheradas de paté de sardinha com um bocadinho de tosta por baixo, com a companhia de uma lata de coca-cola. Os resultado da rebeldia estarão certamente a rebentar amanhã, seja na balança, na sanita, em 3 borbulhas por centímetro quadrado na minha cara ou, quem sabe, até com um ataque surpresa de hemorróidas.
Caracois-L

L. e os homens

Hoje completei a minha colecção de cromos automobilistas que apitam, gritam “oh boa!”, mandam beijinhos e fazem caras de “se pudesse saltava-te para cima” enquanto conduzem Lisboa adentro. Já tinha o taxista gordo, o distribuidor de compras do pingo-doce, o distruidor de carne do talho aqui da rua e o condutor e penduras do carro de recolha do lixo. Hoje a sorte esteve comigo. Completei a colecção com o condutor de uma carrinha funerária. Sou uma pessoa humilde. Não preciso de mais nada. Hoje sinto-me uma mulher realizada e feliz.
Caracóis-L

segunda-feira, 14 de junho de 2010

como é óbvio...

... depois de uma noite daquelas (na rua) e de um dia destes (na cama), agora pareço um lémur de olhos esbugalhados no escuro!
Caracóis-L

domingo, 13 de junho de 2010

relato de uma noite de santo antónio

Isto começa logo com o jantar. Fui parar a Olival Basto (???) com as minhas gajas no jantar de aniversário de um gajo que não conheço. Onde me lambuzei com seis sardinhas, apesar de, até ao momento em que comi a primeira, afirmar de mão de direita sobre o peito que odiava tal peixe. Dizem os maldizentes que agora sim, a minha metamorfose de alfacinha está a ficar completa. Ainda havia mais outro aniversário na mesma colectividade (sim, colectividade ou salão do grupo recreativo… levam-me para cada sítio… ). Já que não conhecia nenhum dos aniversariantes, escolhi o bolo que mais me agradou e afiambrei-me a uma fatia do bolo do segundo, apesar de ter passado o jantar inteiro a criticar as indumentárias dos seus convidados. Coitadinhos, de onde saiu aquela gente e aqueles cabelos e aquelas caras e aquelas roupas e aquele bolo brigadeiro que quase me trouxe as lágrimas aos olhos?

Depois lá nos metemos no metro, andámos à pressa enquanto deu, andámos a furar a multidão e lá chegámos… um cantinho mágico em plena Bica, com banda de bailarico e o respectivo bailarico, com banca de cerveja a 1 eurozito e com casa-de-banho!
Ora a casa-de-banho… Fui lá duas vezes.

Primeira incursão: fila gigante, com homens e mulheres à mistura, uma escada ao lado da fila que aparentemente dava para outra casa de banho, que supostamente estava avariada. Ninguém se metia pelas escadas, pelo que ficámos na fila gingante. Pingava água do tecto. Um maluco qualquer desata aos gritos: “Epa, saiam daí! Isso é mijo, não é água! Os gajos não querem saber, aquilo lá em cima tá entupido, eles foram lá mijar na mesma! Isso é mijo, pá!”. Pensei eu: “Ai, bêbado de merda!”. Ninguém lhe ligou nenhuma! Ficámos todos na fila com o ping-ping na cabeça.

Segunda incursão: fila gigante na mesma, com homens e mulheres à mistura. Uma gaja desdentada só com um pré-molar no andar de cima e unhas roídas, a guardar as escadas para ninguém subir. Parecia que alguns cavalheiros não tinham percebido que a casa-de-banho de cima estava encerrada por avaria… Podia eu ter ficado preocupada com o ping-ping amarelo no meu cabelo? Podia! Mas fiquei vidrada em tentar perceber como é que alguém sem dentes consegue roer as unhas.

Fui dançar o resto, fui comer moelas com batatas fritas a uma tasca, vim para casa de manhã e acordei a meio da tarde.

Reiniciei a dieta. Jantei uma sopinha e uma pequena sandes de atum (com ovo e bué da maionese) em pão integral.
Amanhã é segunda-feira. E lá se passou mais uma noite de Santo António. Aos que estão preocupados: já tomei banho!

Caracóis-L

(A Bica é liiiiiiiiiiindaaaaaaaa!!!!)

sábado, 12 de junho de 2010

chegou o santo antoninho!

Declaro por minha honra, que estou prestes a sair de casa, para me embebedar forte e feio, comer coisas feitas em fogareiros clandestinos, andar a pé feita peregrina, dançar em bailaricos com pessoas que não conheço e voltar a casa só amanhã de manhã, provavelmente com 3 bolhas em cada dedo do pé. Queira Deus que não chova, porque se chover volto molhada.

Oh mãe, isto é tudo a brincar, tá? Isto sou só eu a armar-me em fixe. Não ligues! Sabes que eu não sou rapariga de festas nem de copos, vou só ali ao cinema ver um filme.
(Ainda não descobriste como se comenta, pois não? Hihihihi)
Caracóis-L

agora é que é!

Ora bem, parece que este é o novo look definitivo (por enquanto) aqui do buraco. Com a autorização da S., claro está, que parece ter sido raptada por extraterrestres ali dos lados de Caneças, pois nunca mais deu o ar da sua graça. Mas garanto que tive o aval da prima.

Mais novidades. A minha nobre mãezinha já sabe navegar na net. Vai ao Messenger e tudo, chamar-me nomes e gozar comigo. Eu sou vítima de bullying pela minha própria mãe! E como se não bastasse, ela também vem aqui. Vamos então combinar umas frases de código para o futuro, que eu tenho medo que ela descubra o que eu tenho andado a fazer:

Fiquei em casa a descansar = fui sair à noite.
Fui à missa = fui sair à noite e só voltei de manhã.
Ai pá, deve ter sido uma avaria no metro, não sei, e não havia nenhum taxi nem nada, uma confusão na rua, gente por todo o lado... = fui sair à noite, perdi-me no caminho para casa e não sei dos meus sapatos.
Tou cansadinha = tou de ressaca.
Dói-me a cabeça = tou de ressaca.
Acho que hoje fico a ver um filme = tou de ressaca, mas vou sair outra vez.
(Quando digo que estive a trabalhar, estive mesmo, que com isso não se brinca!)


Acho que assim já dá para despistá-la. Tenho mais de 30 anos, mas o ar angelical pode ser conservado até aos 53 anos. Eu, pelo menos, acredito que sim. E cultivo isso com muita dedicação.

Caracóis-L
(Só digo estas coisas porque sei que ainda não descobriste como se comenta esta merda!!! Ahahahahah in your face Maria Leonor!!! Beijo grande, maezinha!)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

literalmente, uma história de merda

Só porque ontem fui jantar a um rodízio brasileiro onde enfardei toneladas de carne vermelha, gorda e deliciosa, 5 bananas fritas, feijão preto aos pontapés, caipirinhas, uma fatia de bolo de aniversário do tamanho de um autocarro e depois ainda fui beber umas parvoíces enquanto dancei a noite toda feita louca, não era preciso instalar-se a terceira guerra mundial intestinal com ataques suicidas de meia em meia hora desde as 6h da manhã, só para me relembrar que estou de dieta! Jesus!

(visão positiva: ou então iniciei uma nova era de dietas de emagrecimento, onde fazes disparates alimentares durante uma noite e no dia seguinte cagas o que comeste durante os últimos dois meses)
Caracois-L

terça-feira, 8 de junho de 2010

primeiras reacções face a um verão que se aproxima

A minha balança é estúpida, teimosa, burra, só sabe contar a partir do 52, não me obedece e eu odeio-a.
E se eu descubro que alguém andou a encolher os meus biquinis do ano passado, vamos ter chatices cá em casa! Ai vamos, vamos!!!!
Caracois-L

sexta-feira, 4 de junho de 2010

colecção primavera-verão 2010

Ando em experiências com as cores aqui do spot.
Estava farta do fundo preto.
Aceitam-se sugestões.
Acrescenta-se que a aqui a princesa não percebe nada disto e não sabe criar modelos personalizados.
Obrigada.
Caracois-L

quinta-feira, 3 de junho de 2010

ataques de calor e os perigos de dormir de janela aberta


Quem dorme de janelas abertas pode acordar com visitas inesperadas (indesejadas)...

... pode ser um destes...

... ou ainda um destes...

... com um bocadinho mais de azar, um destes...

... com muito azar, um destes...



Eu consegui ter um destes!!

Para além da luta épica para expulsar o dito cujo dos meus aposentos, acabei de criar um novo mito urbano:

ONTEM BEBI DEMAIS E ACORDEI COM UM POMBO DESCONHECIDO AO MEU LADO!

Caracois-L

quarta-feira, 2 de junho de 2010

porque é que eu sou assim (III)

Um dia, a minha mãe foi comprar umas coisinhas para o jantar na mercearia lá da rua, e quando quis confirmar quanto dinheiro tinha dentro da carteira (já dentro da loja) reparou que o que levava na mão era a escova do cabelo. Outro dia, a minha mãe foi comprar umas coisinhas para o jantar na mercearia lá da rua, e quando quis confirmar quanto dinheiro tinha dentro da carteira (já dentro da loja) reparou que o que levava na mão era a caixa de fósforos da cozinha. Outro dia ainda, em pleno Inverno, a minha mãe foi tomar café depois de jantar, e depois de se pentear, vestir o casaco e agarrar o chapéu-de-chuva, saiu de casa e quando chegou ao outro lado da rua reparou que levava calçados os chinelos de quarto.


Eu nunca fiz nada que se parecesse com isto.
Caracois-L

terça-feira, 1 de junho de 2010

reacção a NÃO ter quando se recebe um elogio

Jantar pacífico com um amigo e passagem por um centro comercial. Má ideia dele, teve que entrar numa loja de roupa!!!
Conversa:

Ele: Mas porque é que vocês têm sempre que comprar roupa?
Eu: Porque sim.
Ele: Olha, a Rute é que costuma andar por aqui a esta hora…
Eu: Epa!... Ela sabe que eu sou pacífica, não sabe? Não quero que me apareça aí uma maluca aos gritos e me dê na boca! (gargalhada)
Ele: (gargalhada) Népia! Na boa! Já lhe falei de ti! Disse que és uma grande amiga e a mulher mais inteligente que conheço.
Eu: Achas isso, mas é porque tu só conheces mulheres muita burras.

E em vez de dizer obrigada ou simplesmente sorrir, consegui insultar todas as mulheres da vida do meu amigo, incluindo a mãe, irmã, primas, tias, avós, amigas e “namoradas”, até a própria da Rute, que não conheço nem nunca a vi, dando-lhe agora motivos para me aviar uma chapada na cara.
Caracois-L