segunda-feira, 31 de maio de 2010

coisas absolutamente estúpidas que só me acontecem a mim (VI)

Hoje estou de greve até depois de amanhã. Mas daquelas greves a sério, lá dos sindicatos, para reivindicar coisas e denunciar situações. Por isso, não fui trabalhar. Mas saí de casa para ir tratar de umas coisas, toda lampeira e cheirosa, vestida à fim-de-semana, com os phones nos ouvidos, cabelos e decote esvoaçantes. Apanhei o metro, troquei de linha no Marquês de Pombal, e...

... um jovem com ar de trolha, roupa de trolha, cabelo de trolha, botas de trolha e cheiro de trolha decide fingir que tropeça em coisa nenhuma enquanto nos cruzamos nas escadas. Enquanto simula a sua queda semi-desamparada e perfeitamente calculada tenta procurar apoio no que lhe estava mais próximo... o que era? o meu rabo!

Com os aplausos entusiasmados dos seus amigos trolhas, recuperou o equilibrio como que por magia e seguiu caminho.

Eu fiquei parada uns segundos a perguntar como é que com tanta gaja boa a andar no metro ele tinha que fazer aquilo logo comigo. E perguntei-me também porque é que com tanto gajo bom que anda no metro tinha que me calhar o trolha e companhia limitada. Reparei que as outras pessoas ficaram a olhar para mim de boca aberta, que eu também tinha a minha aberta, fechei-a e segui caminho.
As respostas às questões são óbvias: só comigo. Ponto final.
Caracois-L

porque é que eu sou assim (II)

Um dia a minha tia limpou o pó de uma mesinha de cabeceira com uma esguichada de Forza (aquela coisa do demónio que derrete gordura como se não houvesse amanhã) porque achou que tinha agarrado na lata do Pronto. O engano sobreviveu desde a despensa até ao quarto, só tendo sido denunciado pela mancha que se formou no tampo da dita mesinha e que nunca mais de lá saiu. Depois essa mesma tia lembrou-se que tinha um candeeiro partido, que depois de colado com super-cola 3, ficaria mesmo bem a encobrir a tal da mancha do Forza. Até aqui tudo mais ou menos bem, não tivesse ela posto o candeeiro em cima da mesa antes da cola secar e ter inventado uma única peça de decoração composta por uma mesinha de cabeceira manchada com um candeeiro aos cacos incorporado. Se o candeeiro dá luz ou não, não sei.
Eu já arrumei um frasco de champô no frigorífico ao lado dos iogurtes. E também arrumei uma embalagem de miolo de camarão congelado no armário juntamente com pacotes de massa e arroz. Esta última proeza deixou um aroma pouco agradável dois dias depois. E fez com que eu tivesse que retirar todas as ameaças e ofensas que fiz à menina da caixa do super-mercado durante esses dois dias, por achar que ela me tinha roubado os camarões.
Mesmo assim, acho que a minha tia ganhou!
Caracois-L

quinta-feira, 20 de maio de 2010

amanhã

A várias pessoas por motivos diferentes:

Não é justo passares por isso sozinho(a)!

(mas passamos...)
Caracois-L

terça-feira, 18 de maio de 2010

porque é que eu sou assim (I)

Nova rubrica deste espaço: denegrir a imagem da minha família.
Um dia a minha avó penteou-se com Dum Dum porque se enganou e achou que tinha agarrado na lata da laca. O cheiro não foi o melhor, mas se houvesse piolhos... tinha deixado de haver.
Pelo mesmo motivo, eu também já lavei os dentes com Halibut. Só aconteceu uma vez, o que me deixa muito orgulhosa de mim.
Caracois-L

sábado, 15 de maio de 2010

Eu sei de um gajo que:

1) é branco e fala à preto,
2) mostra cicatrizes de balas e facadas como eu mostro as marcas da varicela,
3) escreve “a mnh kota” (a minha mãe), “mxm aceriu” (mesmo a sério) e “prexixarex” (precisares) nas mensagens de telemóvel,
4) trabalha “na obra”, habitualmente alcoolizado e nunca fez descontos na vida,
5) vive num bairro social com a mãe,
6) diz que perdeu a virgindade aos 10 anos e que o avô o obrigou a fazer circuncisão para que o pénis “esticasse”,
7) acredita que é imune à dor física,
8) tem como alcunha o nome de uma personagem do “Rei Leão”,
9) proclama com orgulho que nunca esteve preso, apenas foi detido uma vez porque um “bófia armou-se em gente” e teve “que lhe ir ao focinho”,
10) vai dançar nas marchas populares deste ano, vestido de cetim colorido e de arco na mão em plena Avenida da Liberdade.

Hoje posso dizê-lo sem dúvidas: eu sou uma pessoa tão normalzinha!
Caracois-L

quinta-feira, 6 de maio de 2010

coisas absolutamente estúpidas que só me acontecem a mim (V)

Concerto anunciado pela minha prima, disse-lhe que queria ir, ela comprou os bilhetes e esperámos 2 meses para que chegasse a data.
6 de Maio.
Consegui pôr folga para o dia seguinte, que ainda por cima é sexta-feira. À grande para curtir o concerto! E para o dia da folga: almoço com a tia, tarde sem fazer ponta de um corno e à noite jantarada e saída para celebrar o aniversário de uma das melhores amigas! Isto sim, é começar o fim-de-semana em grande!
ERA COMEÇAR O FIM-DE-SEMANA EM GRANDE!

Hoje à tarde mandei sms à prima: “Então como é logo?”
Ela responde: “Não é logo. É amanhã. Já te ligo.”
Congelei.
Fui à net confirmar.
É mesmo amanhã, porra!!!!
E a prima ainda diz: “Também só me apercebi que não era hoje, hoje…”

Resultado: gastei uma folga para o dia seguinte de um concerto que afinal também é no dia seguinte e estou em casa sem nada para fazer a pensar que não estou a gozar a véspera de uma folga que marquei por causa de um concerto ao qual não vou porque vou ao aniversário da minha amiga. A frase é grande, mas as pessoas em descontrolo nervoso pensam, escrevem e falam assim.

Conclusões: sou absurdamente descompensada da cabeça, provando-se ainda que este é um mal de família, mas sou uma amiga do caraças!!!
Caracois-L

terça-feira, 27 de abril de 2010

Praga by caracois-L (o resto)

Vou ter que resumir o resto da viagem num só post.
Os motivos são vários:
1) eu sofro "realmente" de amnésia. Ok, muitas vezes é uma amnésia selectiva, mas passado duas semanas do regresso, já não me lembro de tudo em detalhe (se é que alguma vez me lembrei...);
2) pessoas com trocos contados não têm grande coisa para fazer, muito menos para contar;
3) já me apetece falar de outras coisas, como velhos a fazerem-me propostas indecentes no trabalho, da minha dieta primavera-verão 2010, dos meus amigos que são todos atrasados mentais ou de pessoas estranhas que conheço em situações ainda mais estranhas.

Então, bora lá!

PRAGA BY CARACOIS-L (DIA 5)
Não se passou nada. Acho que estava calor e dormimos a sesta num jardim onde era proibido fumar. Jantámos no restaurante italiano do primeiro dia, estávamos de ressaca e cansadas.
Momento zen: depois de jantar ficámos à porta do hostel a fumar um cigarro. Apareceu um doido bêbado com ar de tarado, que não falava, mas que ficou ali parado a olhar para nós com cara de “vou-te comer”. Com um bocadinho de medo (mas só um bocadinho) decidimos entrar. O gajo era mesmo assustador. Entretanto em conversa com o segurança, ele diz que pelas câmaras de segurança viu que estava indivíduo tal e coiso a meter-se com as gajas à porta, nós confirmámos, achámos o gajo sexy (o segurança!) e sorrimos. Um pouco mais tarde lembrámo-nos de um certo concurso de peidos que tínhamos feito ali mesmo, à porta, a fazer cara de concentradas a cada peidola e com os casacos a abanar para afugentar o cheirinho. Implorámos aos Deuses para que o registo fosse só de vídeo e não de som…
E os “faxes”? A cada envio, um grito de dor era abafado! Papel assassino de rabos!

PRAGA BY CARACOIS-L (DIA 6)
Pessoas com pouco dinheiro já não jantam em restaurantes.
Pessoas com pouco dinheiro cozinham no hostel.
Pessoas como nós esquecem-se de comprar metade dos ingredientes que precisam.
Pessoas como nós e com pouco dinheiro, roubam ingredientes aos outros hóspedes quando eles não estão a ver, pedem um bocadinho de azeite e usam meia garrafa, usam os restos dos frascos de polpa de tomate de pessoas que não conhecem e ainda lhe deitam um bocadinho de água lá para dentro porque o que está agarrado às paredes do frasco também é bom, usam o queijo não sei de quem porque é mesmo esse o ingrediente que vinha agora a calhar e assim fazem o melhor prato que algum dia se confeccionou naquela cozinha.
E para quem se queixa que o roaming sai caro: experimentem mandar “faxes” na República Checa durante uma semana. Cheguei a pensar que ia precisar de cirurgia reconstrutiva quando chegasse a Portugal! Renova branquinho e fofinho com folha dupla… Oh saudades…

PRAGA BY CARACOIS-L (DIA 7)
Claudete e Sandrinha voltam de Viena. Passeámos durante o dia. Arrumámos as malas. No dia seguinte de madrugada (em férias, 7h da manhã é madrugada!) estávamos de regresso. Não mandei “faxes”: próxima cagada, só com o carinho do meu Renova a seguir!

PRAGA BY CARACOIS-L (O REGRESSO)
Acordámos cedo. Fizemos escala de 5 horas em Bruxelas. O “fax” queria sair, mas eu fiz birra e não deixei. Dormi em tudo quanto era canto. Sabia que assim que chegasse a casa, tinha que me sentar em frente ao computador a trabalhar.
E o avião aterra em Lisboa.
E a porta do avião abre para os passageiros saírem.
E entrámos no túnel de acesso ao edifício do aeroporto.
E as paredes do túnel estavam todas forradas com anúncios publicitários de papel higiénico Renova, de várias cores, com folha dupla, com folha tripla, com o raio que os parta e eu com uma vontade descomunal de dar liberdade à tripa!

E pronto. Assim acabaram as minhas primeiras férias de 2010!
Caracois-L

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Praga by caracois-L (dia 4)

A partir deste dia o grupo separou-se em dois. Eu, Deia e Bá ficamos as três em Praga. E lá fomos fazendo a nossa vidinha de turistas, mas só a partir da hora de almoço, que isso de acordar cedo quando se está de férias é uma heresia.

Planos para o fim do dia: ir conhecer o clube de jazz mais badalado de Praga. Tínhamos indicações de que era melhor reservar lugar. Passámos por lá ao fim da tarde. E à entrada estava um papelão pavoroso (uma folha A4 normal) com um preço absurdo (300 coroas = 12 euros) e sem direito a bebidas (oh gente doente, como pode????). Achámos que aquilo era completamente despropositado, tirámos uma foto para provar que estivemos à porta e voltamos ao hostel mortas de cansaço porque nos fartámos de andar nesse dia.

Sentámo-nos derreadas, com cara de besugos no sofá. Nem tínhamos forças para pensar em ir à procura de sítio para jantar. Mas Deus teve compaixão de nós. Uma das miúdas americanas lá do hostel veio meter conversa “ah e tal o que vão fazer hoje à noite? Nós vamos a uma festa, querem vir?”… E esticou-nos um folheto para as mãos. Quase chorámos de emoção. Por 390 coroas (nem chega a 16 euros), íamos a uma festa que começava num bar com bebidas gratis para as gajas durante duas horas, passava por mais 4 bares e acabava com entrada à borliu na disco dos gajos do rugby!!!! O período do bar aberto era das 20 às 22 horas, portanto, e como é lógico, despachámo-nos a correr, jantámos a correr e chegámos lá relativamente a horas.
E o ambiente era brutal. Cerca de 40 marmanjos, com vontade de apanhar uma valente bebedeira. E lá entrámos no espírito da coisa, todos em cortejo a passar por vários bares. O guia (sim, tinha guia e tudo!) avisou-nos que íamos parar no último bar antes de ir para a disco. E aquela rua pareceu-nos familiar… Olhámos bem e… o último bar era O BAR DE STRIP que a miúda do restaurante nos tinha indicado na primeira noite. Coitada… Eu disse que lhe ia partir a boca… O bar era simplesmente o máximo!!! Havia gajas descascadas, havia… mas só numa das salas e aquilo tinha (pareceu-me, porque eu já não estava em condições de fazer contas complicadas) mais 3 salas. Só não cheguei a pedir desculpa pessoalmente à miúda, porque não lhe cheguei a fazer efectivamente mal nenhum. Enfim…

E a festa foi o máximo até acabar. Tive uma amnésia terrível, mas as fotos mostram o suficiente.
Quanto aos “faxes”: comecei a entrar em negação.
Caracois-L

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Praga by caracois-L (dia 3)

Acordámos as três do costume, com as duas do costume já fora do hostel há várias horas. Levantei-me torta e zonza, a noite tinha sido pesada. E lá fui à minha rotina matinal. As “comunicações por fax” pediam para serem iniciadas. Cheguei ao “escritório” e aquele papel-lixa-cinzento-assassino-de-rabos sorriu para mim com ar de gozo… Recusei-me a entregar os pontos logo de manhã (2h da tarde, para ser mais precisa). O processo de engorda associado ao acumular de detritos sólidos no interior do meu corpo, provocou um aumento de volume abdominal progressivo ao longo do dia como nunca tinha visto em mim! Se isso me fez parar de comer e beber cerveja o dia inteiro? Pffff eu sou das duras, claro que não!

Entretanto, durante o almoço, tomámos a decisão dolorosa. O plano destas férias incluía uns dias em Viena. Mas tínhamos sido roubadas. Operação Viena abortada pelas três. A parte ainda mais dolorosa: comunicar a decisão às outras duas. E não foi bonito.

Este dia não teve muita história. Passeámos a tarde toda. Falámos as cinco. O ambiente não ficou o melhor. A Sandrinha e a Claudete decidiram ir a Viena as duas sozinhas, nós as três conseguimos arranjar quarto no mesmo hostel para o resto dos dias. Jantámos e decidimos não sair nessa noite. Ficámos na sala de estar do hostel a jogar às cartas. Apesar de tristes, lá nos entretemos a beber "algumas" cervejas e a ter conversas de índole sexual para adultos com mente muito aberta, em português, com gargalhadas em voz alta e sempre sem ninguém nos perceber. De vez em quando verificávamos a nossa segurança: “alguém aqui fala português?” Ninguém respondia, podíamos continuar. Até que entrou um grupo de gajos. O último era bem giro. Vinha de fato-de-treino. Empolgada pelo teor lúdico-absurdo-ordinário da conversa, lancei em voz alta para se ouvir bem em todo o hostel: “Já roçava a minha snaita nesse fato-de-treino!” E pelo canto do olho vi o fato-de-treino parar, virar-se para trás e fazer a cara mais escandalizada que vi em toda a minha vida. É… para além de não ter verificado a segurança com a pergunta mágica, eu disse "snaita", referindo-me à minha querida “Maria Francisca”, dirigindo-me a um homem que nunca tinha visto na vida e que por azar tinha que ser português! O buraco no chão que eu desejei que se abrisse por baixo de mim e que me engolisse não se abriu e ainda tive que levar com a cara do gajo a fazer-me sorrisos malandrecos nos dias seguintes.

Antes de dormir não aguentei mais e tive que me render à maior tortura física de que tenho memória em toda a minha vida e o meu rabo ameaçou-me de cortar relações comigo. E comecei também a desconfiar que os checos têm todos prisão de ventre ou rabos super-heróis. O uso diário daquele papel é incompatível com a vida. “Renova folha dupla, vou fazer-te um altar quando chegar a Portugal!
Caracois-L

terça-feira, 13 de abril de 2010

Praga by caracois-L (dia 2)

Ora bem! Era domingo de Páscoa. E eu acordei de ressaca. Portanto: até aqui, um Domingo de Páscoa normal.

Tal como no dia anterior, Sandrinha e Claudete levantaram-se mais cedo e foram passear. Eu, Deia e Bá ficámos na ronha. Quando nos dignámos a ir para a rua, Bá olhou para um restaurante ali perto e disse: “olha, apetecia-me mesmo uma omelete e estes aqui fazem…
Entrámos.
Acabámos por beber meio litro de cerveja cada uma, com goulash, pão, cogumelos panados, batatas cozidas, panados de frango, batatas assadas, molho não-sei-quantos… Ainda não sabíamos, mas a nossa campanha de engorda tinha começado naquele momento.

Fomos ter com as outras duas e decidimos ir visitar o cemitério judeu, onde pediam 300 coroas (cerca de 12 euros) para entrar! Opá não é que seja alguma fortuna, mas tínhamos sido roubadas no dia anterior, e eu espreitei lá para dentro e só se viam pedras empilhadas umas nas outras, e eu tinha que ter dinheiro para a cerveja (cada um tem as suas prioridades, ok?). Cria-se o impasse, umas querem ir, outras não sabem, outras dizem logo que não, os outros turistas a quererem passar e nós já de mão na cintura a discutir umas com as outras. Até que a discussão acaba quando eu abro a boca: “Opa, então eu posso ir ver as lápides da minha família à pala e não vou, e agora ia pagar pra ver as lápides dos outros todas ao monte?? Foda-se!” E nenhuma foi ao cemitério. Ainda não sabíamos, mas esta foi só o primeiro exemplar da colecção de frases "memoráveis" que se disseram nestas férias.

Fomos dar uma volta pela cidade. No dia anterior tínhamos atravessado o rio, andado de barco, subido ao castelo… O dia todo num virote. Hoje não nos queríamos cansar muito. Tínhamos uma festa reggae para ir nessa noite.
E fomos. A festa ficava num palacete qualquer, fora do centro de Praga. À chegada fui logo "mandar um fax" porque o jantar tinha sido pesado... E a festa era num Palacete, mas o papel-lixa-reciclado continuava o mesmo! O cú destes gajos deve ser revestido a titânio, para aguentarem com isto todos os dias! Que saudades do Renova!!!
Momento da noite: homem feio fala com Deia, Deia diz em português "man, tens os dentes todos podres, man!", o feio não percebeu nada, Deia sorriu, o feio sorriu de volta. Ainda não sabíamos, mas este foi o início da nossa maior diversão por terras checas: falar em português coisas abomináveis na cara dos estrangeiros, sabendo que eles não estão a perceber nada.
Balanço final: a festa foi de loucos! Apesar da amnésia, tenho fotos que o comprovam.

Festa acabada, apanhámos um taxi. A junção dos factores "estrangeiro", "álcool" e "taxi" às vezes não dá bom resultado... Limito-me a contar o diálogo no interior do veículo (exactamente como está escrito, o português em português e o semi-inglês em semi-inglês):
Bá: Babes, eu não tou a reconhecer este sítio...
L.: Foda-se eu também não...
Deia: Eu também não, mas acho que sim....
Bá e L.: Bêbeda de merda!!!
(E desatámos todas a rir como se não houvesse amanhã: podíamos estar a dar a volta à republica Checa de taxi, who cares? Bêbedas mas felizes!!!)
L.: Espera lá que eu falo com o taxista... olha lá oh cabrão, tu não me enganes tás a ouvir? tás a ir pra onde, caralho?
Bá e Deia: Acho que isto já é perto. Stop stop!!!
L.: Yeah! Stop!
Depois tentei agredir o taxista porque ele nos estava a dar 2 coroas a mais no troco. O meu cérebro tinha ficado retido na parte do "este gajo quer-nos enganar..."

Caracois-L
PS- para quem acha que nós não fomos passear e conhecer os monumentos e os etcéteras: nós fomos, mas essa parte das férias é igual às férias do resto das pessoas...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Praga by caracois-L (dia 1)

Primeiro acordar em Praga!
Duas de nós deixaram o hostel mais cedo para ir tomar o pequeno-almoço. As três mais preguiçosas (eu incluída, claro) ficaram a fazer ronha. Fui “mandar um fax” ao WC e quando volto a Bá perguntou: "quanto dinheiro tens?" Eu não tinha o que pensava, ela também não, comunicámos com as duas que saíram mais cedo e elas também não. FOMOS ROUBADAS!!!! Fomos à recepção apresentar queixa e o rapaz do balcão (muito bem-parecido, por sinal) chamou a polícia, indicando que nós só falávamos português ou inglês. Disse-nos que eles iam chegar dentro de 20 minutos. Esperámos, esperámos… E uma hora depois chegou um polícia que só falava checo, cheio de papéis para preenchermos, sem conseguir pronunciar os nossos nomes de forma perceptível, mas… com máquina fotográfica! Não voltámos a ver o nosso dinheiro, mas as fotos das nossas camas desarrumadas com roupa interior exposta e toalhas de banho atiradas por todo o lado, constam dos arquivos de uma esquadra de polícia na República Checa!

Não valia a pena dramatizar. Fomos passear o resto do dia. Comemos em tudo quanto era sítio. Bebemos cerveja como se não houvesse amanhã.

Entretanto, Claudete e Sandrinha queriam ir àquela que é supostamente uma das maiores discotecas da Europa. Karlovy Lazne, com 5 pisos, cada um com um tipo de música diferente. Antes ainda fomos a um bar beber um copo, onde havia uma pista de dança, onde passou Gipsy Kings (matem-se), onde as checas tentavam dançar, onde nos rimos da figura que elas fazem. Para aquela gente o ritmo da música não interessa nem um bocadinho, o que conta é mexer-se freneticamente com néons imaginários na testa a dizer “hoje quero foder”.
E lá fomos ao Karlovy Lazne, onde tínhamos que pagar para entrar, e onde pagámos e entrámos… E de repente estávamos em Tóquio, debaixo da terra, em 2085. O ar era pesado, mesmo no último piso, as pessoas eram estranhas. Havia máquinas de fumo com pessoas claramente sob o efeito de drogas desconhecidas a dançar uma música qualquer menos a que estava a passar e a levar com o dito fumo directamente nas fuças. Havia jogos electrónicos projectados numa tela onde pessoas ainda mais drogadas apanhavam borboletas virtuais com as mãos... Quase em pânico, subimos até ao último piso… e decidimos começar a descer… até pararmos onde?... na cave, claro! E aí voltámos a entrar na máquina do tempo: Bronx, 1998. E no meio das centro-europeias que tentavam abanar o rabo e as mamas que não têm, a um ritmo 10 vezes mais rápido que o da música de pretos de há 10 anos atrás que o DJ ia passando, fomos rainhas! E de repente vemos um rapaz grande giro, e mais outro, e mais outro, e mais outro e tantos…. A equipa de rugby do avião estava toda ali, de banho tomado, com camisolas da selecção da Bélgica (e eram mesmo, o Google confirmou com fotos). Ou o banho deles foi milagroso ou a cerveja checa é alucinogénica, mas todos eles, até os muito feios, agora eram no mínimo “engraçadinhos”! Passado uns momentos olharam para nós, comentaram qualquer coisa, riram-se para nós, aproximaram-se… a conveniente amnésia da ressaca é uma coisa lixada, mas temos fotos que comprovam que fomos todos amigos de longa data por uma noite!

Mortas de cansaço, voltámos ao hostel para dormir. Ainda fui “enviar um fax”. Um envio longo… deu para pensar em algumas coisas. Em todos os WC que já tinha ido em Praga, o papel higiénico é reciclado. Oh que povo com preocupações ecológicas. Que se lixe que dancem mal e que as gajas do Karlovy Lazne estejam agora a pensar mal de nós. Invejosas porcas, mas que usam papel higiénico reciclado. Lindas meninas!
Segundos depois o meu rabo pensou mais alto: Foda-se! As saudades que eu já tenho do Renova de folha dupla! Que se foda a ecologia! Isto não é papel, isto é uma lixa!
Caracois-L

domingo, 11 de abril de 2010

Praga by caracois-L (dia 0)

Estive de férias!
Fui para Praga!
Podia eu ter umas férias normais?
Poder podia, mas… ai espera! Os gajos do anúncio é que dizem isto.
Não, eu não podia ter umas férias normais!

Passo então a contar as minhas férias. Um (longo) post para cada dia. Atenção aos detalhes, tudo tem uma explicação no fim. Ressalvo desde já, que tanto eu como as pessoas que me acompanharam na viagem, sofremos de distúrbios de personalidade gravíssimos.

A minha história começa com a minha saída de casa. Uma mala com 20kg a ser “carregada” por este corpinho de metro e meio desde o 2º andar de um prédio sem elevador até à rua, é espectáculo digno do circo Chen.

E lá nos encontrámos as cinco no aeroporto mais ou menos à hora combinada (eu atrasei-me, claro, mas culpei a mala!), e lá voámos até Bruxelas, onde fizemos uma escala de 3 horas. Fomos almoçar lá numa coisa de hambúrgueres, todas pediram um menu normal, todas pagaram um menu normal, eu levei um menu-mega-qualquer-coisa… Explicação lógica (para nós): a gaja do balcão não se enganou, simplesmente é lésbica. Ao nosso lado almoçavam 3 rapazes de grande porte, com camisolas cinzentas iguais com “rugby” escrito nas costas. Eram feios como uma noite de temporal. Não olhámos mais para eles. Até porque eu tinha pressa. Estava na hora de “ir mandar um fax” ao WC.

Chegada a hora do embarque para Praga, fomos para perto da porta de embarque. Aí estavam, contagem por alto, cerca de 15 rapazes de grande porte com as tais camisolas cinzentas. Alguns menos feios que outros. Passámos pela segurança antes deles e ainda ficámos a olhar bem para as medidas dos glúteos e perímetros torácicos de cada um deles, apontado para o “mais entroncado”, o “menos feio”, o “mais simpático”, através do vidro que nos separava. E olhámos mais um bocado, comentámos, apontámos mais um pouco… até que nos apercebemos que eles nos olhavam com caras incrédulas… Lição de vida: os vidros transparentes permitem ver, mas também que sejamos vistos.

Finalmente chegámos a Praga. Ainda no aeroporto fomos trocar euros por coroas checas, todas a trocar mais ou menos o mesmo valor, todas a demorar mais ou menos o mesmo tempo… menos eu. O rapaz do outro lado do balcão deu-me um talão qualquer, só a mim, para EU trocar as coroas que me sobrassem sem pagar mais taxas. Explicação lógica (para nós): há pessoas normais e há pessoas com o meu decote.

Primeiras actividades em Praga: fomos ao hostel dar entrada e fomos à procura de sítio para jantar. Escolhemos um dos 1500 restaurantes italianos de Praga e sentámo-nos. Bebemos um litro de cerveja cada uma, mas também conseguimos comer. No fim perguntámos à empregada do restaurante se conhecia um sítio para beber um copo e dançar um bocado. Muito prestável, escreveu um nome de um bar e a respectiva rua num papel. Procurámos, procurámos e encontrámos… numa cave, um bar de strip feminino, cheio de gajas descascadas. Não sei se as orelhas da dita empregada caíram ou não, mas que a ofendemos a ela e à família e ainda planeámos vingança, lá isso fizemos! Procurámos outro sítio e acabamos a beber um copo num bar que ficava numa cave, enquanto assistimos ao vivo a rituais de acasalamento, até aquele momento totalmente desconhecidos para nós, entre pessoas feias, pessoas muito feias, pessoas esquisitas e outras de aparência não-humana.

Com um misto de “oh Deus que merda foi esta?” e a esperança de que houvesse algo mais na noite de Praga para além de coisas paranormais, voltámos ao hostel para dormir. Eu ainda “fui mandar mais um fax”.
Caracois-L

sábado, 27 de março de 2010

"Mas o que é isto?"

Ora... Como hei de contar isto... Hmm... portanto... Cá vai! :)

Sexta feira de folga... Plano: Jantar com o namorado e talvez um cineminha!

Fui jantar com o meu namorado a um daqueles restaurantes que funciona com buffet. Portanto e como qualquer pessoa normal, levantei-me e fui encher o meu prato com tudo a que tinha direito. Quando o empregado me estava a servir a carne, senti um pequeno puxão. Não liguei! Nisto oiço um burburinho... "mas o que é isto?"... Mais uma vez, não liguei... E senti novo puxão!
É então que uma das empregadas diz mais alto: "Mas o que é isto? Que fios são estes?", e oiço um cliente que está a entrar a responder: "É uma senhora que está a perder o vestido!".
Já com o meu prato servido, viro-me e deparo-me com uma empregada presa no meio de fios... E o puxão continuava. Pousei o prato sobre a mesa e ajudei a dita empregada a sair do meio dos fios.

Então... voltando um pouco atrás... Quando me levantei para me ir servir, uma fita do meu vestido ficou presa sei lá eu onde. Cada passo que dava deixava um rasto atrás de mim. O maldito fio do vestido foi tecendo uma teia enquanto se destruía, deixando a empregada presa no meio da tal teia!
Foi então que percebi que... a tal "senhora que está a perder o vestido" era nada mais nada menos que EU!!!
Se houvesse um buraco para me enfiar, eu teria agradecido. :$

Esta é então a prova de que não é apenas à Caracol- L que acontecem coisas surreais em restaurantes!!! :p

(Talvez nunca devêssemos ir a restaurantes! ;p)

(Caracois-S)

sexta-feira, 19 de março de 2010

foi assim um dia normalzito

Comecei o dia a chegar tarde ao trabalho. Depois de comer o donuts, de beber o néctar e de beber o café, fui fumar o cigarro. E enquanto fumo, surge do nada um senhor com aparelho auditivo. E o senhor, com sotaque de pessoa com aparelho auditivo, pergunta se aquele elevador dava para ir para a terapia da fala. E eu respondo ao senhor do aparelho auditivo que não sabia se aquele elevador dava ou não. E o senhor do aparelho auditivo diz: ai tá avariado? Tá bem. E entre o controlar de um ataque de riso que fez saltarem 5 lágrimas em cada olho, o pensamento malicioso que ele precisava de ir era à “terapia do ouvido” e a mensagem cósmica de que a ala oeste da minha mansão no inferno estava concluída, não consegui explicar ao senhor do aparelho auditivo que não era nada disso que eu tinha dito e ele foi embora…

Depois estava a fazer o meu trabalho. Velhinho simpático e engraçado, conversa animada, até que ele saca da sua mão, dá-me um valente apalpão na mamoca direita e diz que me dá 100 euros se eu lhe fizer um br**** (eu sei que não costumo ter problemas com palavrões, mas este arrepiou-me e até o facto de escrever a palavra toda dá-me voltas ao estômago). Neguei as vezes que foram precisas até acabar o que estava a fazer… ou melhor, até ele desatar aos gritos que eu era uma burra teimosa. Enfim… E não, eu não trabalho numa esquina nem numa rotunda e tenho uma farda de trabalho que me tapa desde os joelhos até ao pescoço!

E depois saio do trabalho e vejo uma senhora em camisa de noite com ar “feira de Carcavelos”, com um robe com ar “loja dos chineses”, de almofada debaixo do braço, tudo em tons de rosa-cueca, e com sapatos pretos de salto agulha.

Depois cheguei a casa, esqueci-me outra vez de ir às compras, dormi a sesta até às 21 horas e jantei vários bollycaos pela segunda noite consecutiva.

Queria concluir algo útil e construtivo com base no dia de hoje… mas não consigo.
(Caracois-L)

quarta-feira, 10 de março de 2010

mais uma 'pró' currículo

Tive um daqueles dias do cocó!
Trabalhei desde as 23h. Logo ao início do turno uma velhinha demente disse-me "vá para casa, não gosto de si". Devia ter seguido as suas palavras. Mais tarde sussurrou-me "já lhe disse o que tinha para lhe dizer". Devia mesmo ter seguido as suas palavras.
Mas não.
Continuei.
Trabalhei 16 horas. Ainda combalida pelos efeitos de uma colónia de bacteriazitas ordinárias que decidiram reproduzir-se desenfreadamente nas minhas vias respiratórias. Agora combalida com uma diarreia tipo "sai da frente que eu quero passar!", provocada pelas relações nada amistosas entre o meu intestino e antibióticos. Cada vez com mais sono, com erupções cutâneas de mau humor e com um grau de demência quase tão bonito de se ver como o da doce velhinha.
Dia de trabalho quase a terminar e alguém me pergunta, após uma conversa sobre a essência da vida e outros problemas da humanidade, dos quais ninguém se lembraria de falar comigo nunca na vida, quanto mais no fim de um dia como este:
ENTÃO E COMO VAI DE AMORES?
Sorri, fiz um olhar doce, disse que estava tudo muito bem, tenho a sensação que até suspirei no fim...

Oh Sandra Bullock, anda cá minha cabra que essa merda dessa estatueta afinal é minha!
(Caracois-L)
PS: visão positiva, hoje aprendi que afinal até sou uma mentirosa exímia. Mais uma nota a registar no meu currículo.

domingo, 7 de março de 2010

um dia, quatro posts

Quem não tem mais nada de jeito para se entreter (e luta interiormente para nao sair da cama e ir assaltar o frigorífico, consumida pelo medo de ser apanhada em delito, como se a comida que está lá dentro fosse de outra pessoa, apesar de saber que vive sozinha) inventa coisas destas.
(Caracois-L)

um dia, três posts

Confesso que não tenho nada para dizer.
Mas quando escrevi o post anterior, lembrei-me que vir um logo a seguir com este título era bonito. E é quase meia-noite... Por isso cá vai.
Estou ranhosa, um pouco febril, rabugenta e comi demais. Já tomei tudo o que tenho cá em casa para as constipações, ou seja, fui buscar 2 pacotes de lenços de papel.
Amanhã vou ter que ir trabalhar assim e vou trabalhar mais do que devia e certamente muito mais do que me apetecia.
E é o que temos.
(Caracois-L)

um dia, dois posts

É sabido que uso a cozinha como anti-depressivo.
Rolo de carne recheado com cebolinhas e alheira, acompanhado com salada de rúcula, alface roxa e laranja, com tortas de azeitão (estas foram compradas, obviamente...) para sobremesa.
E mais não digo.
(Caracois-L)

para reflectir...

Este fim-de-semana, em conversa amena com amigos, ouvi a seguinte frase a respeito de uma mulher que não conheço:

Ela até é gira… mas a nível espiritual… epa… não tem bagagem nenhuma.

Obviamente pedi que se explicasse...

Assim como já usaram calças à boca-de-sino, bigodes farfalhudos ou roupa interior em forma de saco de batatas e com padrão de cortinados, eu tenho fé que esta é só uma fase negativa e passageira na existência do sexo masculino e que um dia os homens voltarão a falar em linguagem perceptível para as mulheres.

O mítico “a gaja é boa, mas burra como a merda” é bronco.
É, sim senhor.
Mas não deixa dúvidas.
(Caracois-L)

segunda-feira, 1 de março de 2010

assim se vive ao ritmo da L.

Sexta-feira a fechar mais uma semana daquelas. Dormi a sesta à pressa para ir ao jantar de despedida da amiga que vai mais uma vez para Angola. Sem tristezas, nem conversas do "vou ter saudades tuas". Porque não é preciso tê-las (as conversas), mesmo porque sabemos que vamos tê-las (as saudades). Consegui, mais uma vez, fazer voar coisas durante o jantar: desta vez um copo de cerveja, que sujou toalha, chão e parede... Rimos todos juntos até "às tantas". Ainda herdei uma planta para não deixar morrer (está prometido!) e uma mini-ressaca para a manhã seguinte.

Sábado, acordei ao meio dia, com o despertador para a uma da tarde, com uma tatuagem marcada há 1 mês para as duas da tarde. Porque acordei mais cedo? Porque uma amiga telefonou para saber se eu estava nervosa. Se estava? Claro que sim! Mas só me ia lembrar disso quando acordasse e assim sofri de ansiedade (vulgo "cagunfa") mais uma hora do que o planeado. Ia fazer a tauagem com duas amigas, uma "acagaçou-se" à última da hora, a outra despachou-se mais cedo que eu, eu fiquei a sofrer durante uma hora, sozinha, nas mãos de um homem desconhecido com luvas e instrumentos de tortura tenebrosos. Saí de lá toda dorida, com um temporal tropical mas sem calor na rua, a ligar à mãe para contar que "a obra de arte para sempre nas minhas costas" estava feita, enquanto tentava controlar o chapéu-de-chuva e a minha vontade de descer a rua para ir comprar os Tiger que estavam na montra de uma loja já ali ao lado. Cheguei a casa, esperei as duas horas para tirar o penso, tirei o penso, tirei fotos à tatuagem e dormi a sesta à pressa para ir jantar ao Tágide. Restaurante caríssimo e finíssimo, incluido no restaurant-week, onde podíamos ter jantado por 20€, onde nos entusiasmamos com o vinho e onde acabamos a pagar 50€ cada um... Pelo menos, não encarnei a minha personalidade de artista de circo e nem loiça nem comida ganharam asas à minha conta. Saímos do restaurante já era Domingo...

Domingo (já passava da meia noite, portanto...), festa do teatro da comuna, dança, gin tónico. Acabou cedo... Jamaica, dança, cerveja. Tinhamos fome. Hamburguers. Palhaçada na rua. Cama depois das 7h... Voltei ao mundo às 19h. Jantei. Tinha dores nas pernas. Voltei para a cama.

Segunda-feira. 2h40. Já começou a semana. Outra vez. Não tenho sono. Outra vez. Amanhã vou estar o dia todo com cara de ananás. Outra vez. Se foi desta que aprendi que os fins-de-semana também podem ser usados para descansar? Não! Mais uma vez.

Caracois-L
PS: amo tanto a minha vida!