domingo, 25 de setembro de 2011

três coisas absolutamente poéticas e de uma beleza impossível de transcrever por palavras que eu adoraria poder ver ao vivo.

....  Ciente da impossibilidade de o fazer, resta-me contentar-me com os registos em foto e vídeo das mesmas e invejar os afortunados que podem dizer "eu estava lá, vi uma dessas coisas com os meus próprios olhos e a minha vida nunca mais foi a mesma":

1) um concerto do Jeff Buckley,
2) a Terra vista da Lua,
3) a minha figura quando estou bêbada.

Caracóis-L

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Há muito tempo que não me dava para desabafar durante um turno da noite. Mas começou a dar-me a fome e o sono e de repente uma moinha na cabeça... e lembrei-me que da última vez que me doeu a cabeça a sério. Foi este verão. Estava calor. Bebi cervejas a mais à tarde. Comecei a ficar de ressaca antes de jantar. Passei na fármácia lá da rua antes de ir para casa. E fui atendida por uma atrasada mental.


Atrasada mental: Boa tarde. Diga?

Eu (com olhos de charroco e bafo a super-bock): Boa tarde. Ibuprofeno genérico 400mg por favor.

Atrasada mental: Qual o motivo?

Eu: Porque me dói a cabeça....

Atrasada mental: Sabe que de 400mg só com receita médica, sem receita só lhe posso vender de 200mg.

Eu: Faça como quiser. Se levar de 200mg, tomo dois. É-me igual.


Mantendo os olhos de charroco semi-fechados, limitei-me a levantar um pouco a cabeça até conseguir olhá-la nos olhos. Ela sentiu-se obviamente ameaçada. A verdade é que eu não conseguia abrir mais os olhos nem manter a cabeça queita.


Atrasada mental (pondo uma caixa de ibuprofeno 400mg em cima do balcão): Prometa que toma isto com moderação....

Eu (mantendo o olhar charroco-style): Prometo que tomo um de cada vez...


Adoro quando domino vacas insolentes e outros animais ruminantes só com o olhar.
Caracóis-L

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

o meu pai a contar carapaus

Almoço animado com os senhores meus progenitores, para o qual levei 4 amigos meus:

Pai: Ainda há carapaus!! Vou pôr na grelha!! Quem quer mais carapaus?? Tu queres carapaus??
Amigo X: Eu quero!
Pai: Um!!... E tu?? Queres mais carapaus??
Amigo Y: Eu quero!
Pai: Outro um!!


Tenho fé que o entusiasmo de receber pessoas novas em casa lhe tenha roubado algumas capacidades cognitivas e de raciocínio. A hipótese de que o meu pai só saiba contar até 1 tira-me o sono.

Caracóis-L

terça-feira, 13 de setembro de 2011

E de repente ele disse:

Vou fazer-te a corte.



Os dois são amigos de longa data, nunca se envolveram um com o outro, estavam os dois bêbados, provavelmente ele queria dizer outra coisa, provavelmente ela ouviu mal, ela desatou a rir quem nem uma perdida, ele riu também e quase com o mesmo entusiasmo, quando se encontrarem outra vez é para ver um jogo do Benfica numa tasca qualquer, largarem 4 palavrões em cada frase e morrerem com uma overdose de cerveja… mas seja como for, já ninguém diz isto a uma mulher desde o século XVIII. E só por isso, foi bonito.

Caracóis-L

terça-feira, 30 de agosto de 2011

uma demonstração da bimby como nunca antes vista (ou uma plateia como nunca antes vista para uma demonstração da bimby) - grand finale

A terceira tipa-gira-mas-muita-porca chega com o tabaco e com a cerveja para as outras duas igualmente giras e porcas. Olham umas para as outras, fazem um breve concurso para ver quem é a mais badalhoca e prontamente abrem uma cerveja para cada uma.

A senhora-bimby chega entretanto. Conversa breve, ingredientes colocados, tipo linha de montagem, no balcão da cozinha. Ela diz: “vamo-nos sentar um pouco para responderem a um pequeno questionário…”. Não há sofá nesta casa e a mesa da sala está ocupada com 4 máquinas de roupa lavada (pelo menos estava lavada, menos mal…). Sentou-se no chão com as três.

Chega o amigo gay com mais cerveja. Aos gritos, sem saber que tinham mais alguém em casa, a distribuir carinhos como “minhas putas” ou “bimbas do caralho”. Ainda lhe tentaram dizer que tinham visitas, mas como bom gay que é, não ouve, só grita, e lá continuou no seu espectáculo até ver a cara de choque da senhora.

E a partir daí foi sempre a descer.

A demonstração foi feita para quatro animais, que se levantaram uma ou duas vezes para participar e outras dez ou quinze para ir buscar mais uma cerveja ou sair para fumar um cigarro. A senhora, num esforço de manter a plateia atenta nas coisas maravilhosas e heróicas que a bimby consegue fazer, tentava criar empatia com o grupo. Parece que desistiu quando um deles se deitou no chão da cozinha e começaram todos a falar sobre peidos, rindo descontroladamente, provavelmente com mais peidos à mistura. No fim, quando ela começou a falar na compra e em valores, apenas disseram que iam pensar no assunto (yeah right!). Puseram a lasanha que ela montou no forno e ela despediu-se com um “depois ligo para saber se gostaram do jantar”.

Ninguém gostou da lasanha.

Uma hora depois a senhora-bimby ligou para uma das amigas porcas.

Esta não atendeu.

A outra desligou o telemóvel antes que ela ligasse para ela também.

Caracóis-L

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

uma pequena interrupção na história da bimby

Hoje cheguei a casa e tinha formigas na casa de banho.

Torna-se evidente, tanto para mim como para o resto do mundo, que eu sou um ser tão perfeito, mas tão perfeito, que até a minha merda deve ser doce.

(E o prémio megalomania 2011 vai para...)
Caracóis-L

uma demonstração da bimby como nunca antes vista (ou uma plateia como nunca antes vista para uma demonstração da bimby) – parte I

Duas jovens adultas, formadas, bonitas, sensuais e exóticas (porque ser da Moita ou de Odivelas é quase o mesmo que ter nascido noutro planeta) partilham casa. Certo dia, em frente à televisão, têm o seguinte diálogo:

Amiga odivelense: Perguntaram-me se queria ter uma demonstração da bimby aqui em casa…

Amiga moiteira: Por mim ‘tá-se bem…

Amiga odivelense: Mas eu não quero comprar uma bimby…

Amiga moiteira: E não precisas comprar… A tipa vem aqui, faz-nos o jantar e depois dizemos que não estamos interessadas…

Amiga odivelense: Ok.


E assim se marcou a demonstração para uma tarde de Domingo. Um risco, é certo… mas por obra dos Deuses, nesse Domingo, nenhuma delas estava de ressaca. Depois de limparem a casa, sentaram-se na sala e reparam nas horas… a senhora bimby estava quase a chegar, ambas estavam sujas e despenteadas e ambas estavam sem tabaco. Olharam uma para a outra e sentiram algo místico: estavam as duas, em simultâneo, a ser invadidas por um ataque súbito de preguiça incapacitante. Tiveram então que traçar um plano de emergência.

Plano:
1) Banho… naaaa. Quando ela chegar é só comentar que estivemos em limpezas (o mau aspecto fica devidamente justificado) e nunca nos podemos coçar (não vá ela associar o mau aspecto com bichos e ir embora sem acabar o nosso jantar).
2) Tabaco… sem banho não vou a lado nenhum. Telefonámos ao nosso amigo gay para nos trazer um maço, ele disse que só podia mais tarde, mas que vinha e trazia cervejas. Telefonámos a uma amiga (que por acaso tinha trazido uns volumes dos Açores) que disse que tinha estado a limpar a casa e que ainda não tinha tomado banho, nós dissemos que nós também não, ela disse que então ia mesmo assim toda suja e que também levava cerveja. Ligámos ao primeiro amigo e dissemos para trazer só a cerveja.

E assim se formou a plateia: 3 tipas giras mas muita porcas, 1 gay, 20 maços de tabaco e 4 litros de cerveja.

(...)
Caracóis-L

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

virilha killer

Quem é que faz uma queimadura na virilha na depilação sem dar por isso?
E que só repara na sua existência ao chegar à praia?
E que mesmo assim não identifica o problema de imediato, pensa que é um bocado de plástico colado à sua própria virilha (????), tenta arrancá-lo e acaba por arrancar a queimadura já em ferida e parte da pele que a rodeia?
E que mesmo assim vai para a água salgada dar mergulhos?
E que no dia seguinte, e no outro também, usa calças justas a roçar na virilha em ferida?
E que 3 dias depois está de serviço, e apesar de trabalhar num hospital, local onde estão umas boas dezenas de enfermeiros, decide fazer um penso na virilha moribunda sozinha?
E que, talvez por não ser enfermeira e não ter qualquer tipo de prática a fazer pensos, usa a quantidade de adesivo necessária para abastecer um hospital de campanha no Kosovo na sua virilha pequenina?
E que, ao chegar a casa, arranca os 50 km2 de adesivo que tinha na perna e com eles traz outros 50km2 de pele agarrada fazendo uma ferida entre a já mencionada queimadura e aquela zona onde a virilha muda de nome?
E que ao contar isto a um amigo, ele faz a questão “isso impede-te de… pronto…?”, ela responde com um ar inocente “não sei… não experimentei…” e depois finge-se admirada com o sorriso malandro que teve como resposta?

Não sei. Não conheço ninguém assim.

Caracóis-L

terça-feira, 9 de agosto de 2011

dois meses!!!!

Continuo empenhada com os preparativos para o casamento da amiga, ou seja, continuo a fingir que treino um andar confiante em cima de saltos altos e já comecei a “panicar” porque os dias estão a passar e ainda não há vestido, nem sapatos, nem mala, nem a mínima ideia do que fazer ao cabelo.
Entretanto, num esforço heróico de manter uma pequena réstia de tranquilidade acerca do assunto (e nem comentei ainda o facto de haver a possibilidade da noiva fazer uma mesa de solteiros/separados/divorciados a.k.a. ‘mesa dos encalhados’ no copo de água…), tenho ocupado algum do meu tempo livre com duas actividades de elevado mérito social: conversas de café e leitura de revistas cor-de-rosa.


E fiquei apreensiva.
Duas mulheres que conheço, solteiras de vocação até há muito pouco tempo, afirmam convictas que construíram uma relação de total entrega ao fim de dois meses de namoro.
A Sara Barradas está apaixonada por um homem mais velho e, seguramente, bem mais feio que o pai e anunciou o casamento entre ambos ao fim de cerca de… dois meses de namoro.
A Isabel Figueira tem uma relação sólida e cúmplice com um ricaço qualquer, porque já namora com ele, imagine-se, há coisa de dois meses.
A Rita Guerra e o António Pedro Cerdeira… até me custa acreditar nestes dois… tatuagens e tal… deve ter sido para comemorar os dois meses de namoro.


E entretanto estive a ver um episódio da Gossip Girl. Onde elas são todas giras, com roupa gira e com uma giríssima e duvidosa índole, onde eles são giros, ricos e igualmente pouco confiáveis e onde eles e elas mantêm relações pouco sólidas e ainda menos cúmplices e não há cá dois meses para ninguém.


Concluindo, a realidade faz-me impressão.


Caracóis-L

sexta-feira, 29 de julho de 2011

como é que elas conseguem?

A menos de dois meses do casamento de uma das suas melhores amigas, ela começou o treino que é obrigada a fazer sempre que tem um casamento: aprender a andar de saltos altos.


Determinada, decidiu fazer o caminho Moita – Lisboa, de transportes públicos, com umas sandálias de 10cm.


Confiante, sentiu-se uma top model nos primeiros 10 minutos da sua aventura. Qualquer montra ou vidro de um carro estacionado revelavam-lhe uma mulher esbelta de saltos altos.
A partir daí doeram-lhe os pés.


Começou então a aperceber-se que o chão estava tão longe de si.


E o desafio passou a ser tortura.


Finalmente, chegou a casa orgulhosa. Primeiro, pelo simples facto de ter conseguido chegar. Segundo, porque chegou com as sandálias ainda nos pés e não nas mãos. Terceiro, porque não fez nenhum voo picado de boca em direcção às pedras da calçada.


Como é que as mulheres comuns fazem isto todos os dias? Mais um mistério dos tempos modernos que ela não consegue decifrar.



Caracóis-L


PS: Ainda lhe doem os pés.

terça-feira, 28 de junho de 2011

será que ouvi bem?

Anúncio publicitário #1: blá blá blá isoflavonas de soja blá blá…

Anúncio publicitário #2: blá blá blá leishmaniose canina blá blá…

Noticiário das 20 horas: blá blá blá … está em morte cerebrel, situação essa, que parece ser irreversível… blá blá blá… a outra jovem continua com prognóstico muito reservado, estando, portanto, numa situação mais favorável…. blá blá blá…


É impressão minha ou a burrice reproduziu-se alegremente no jornalismo português enquanto os publicitários decidiam dar aulas gratuitas de biologia?

Caracóis-L

terça-feira, 12 de abril de 2011

desabafo

Incrivelmente, sem eu nunca (e quando digo nunca, é NUNCA) ter direccionado a conversa para tal, todos os homens que tenho conhecido nos últimos meses, seja em ambiente formal ou informal, me perguntam ou divagam sozinhos (sim, porque eu continuo a fazer questão de não me pronunciar sobre este assunto, mesmo que teimem em falar comigo sobre isso) sobre a questão ‘filhos’. Algo deve ter mudado em mim. Talvez tenha que mudar de creme anti-rugas. Ou então ganhei cara de parideira. Ou de conselheira de planeamento familiar. Seja qual for a hipótese correcta, não me agrada. Está feito o desabafo.



Caracóis-L

domingo, 27 de março de 2011

dois ben-u-rons e uma lata de coca-cola para aquela cama, se faz favor

Quando vais a um congresso e dentro da pasta oferecida pela organização se encontra, para além do habitual programa do mesmo, dos bloquinhos e canetinhas e outras coisinhas, um flyer de uma discoteca com um voucher que dá direito a descontos nas bebidas...


e no jantar desse mesmo congresso, o jovem que serve à mesa insiste em servir-te mais vinho de cada vez que bebes dois golinhos...


tens autoridade para reclamar a tua inocência em relação à ressaca que tiveste no domingo...


tens não tens?


pelo menos desta vez tens, não tens?


tu não querias...


eles é que te manipularam para beberes...

eu acho que sim...


Caracóis-L

quarta-feira, 23 de março de 2011

updates

- já não faço dieta, voltei a ser magra.
- não quero voltar a engordar, portanto estou em 'regime semi-controlado de manutenção' (como porcarias até me entupir e acredito que a sopa ao jantar vai resolver tudo).
- a minha irmã ainda não pariu, está grávida de 5 meses de um rapaz e mói-me constantemente a cabeça porque consta que sou a única pessoa do seu círculo de amigos-conhecidos-vizinhos-colegas-simpatizantes-e-outros que ainda não comprou nada para a criança.
- mudei de casa.
Mudei de casa.
Já não vivo sozinha.
Divido casa com uma criatura pior que eu, que já me fez ficar a dormir nas escadas por ter trancado a porta por dentro e deixado a chave na fechadura. Já tivemos problemas com a companhia de gás e de TV por cabo, mas temos dois frigoríficos. Antes de ter ficado sem gás durante dois dias, não tínhamos chuveiro e tomávamos banho com a água que saía directamente do tubo. O chuveiro foi arranjado no dia em que ficámos sem gás. Já parti um forno. Antes de o partir, consegui deixar lá dentro um tabuleiro esquecido com um resto de peixe assado durante um semana, cujo resultado daria um óptimo trabalho prático sobre a biodiversidade dos fungos domésticos. Ia morrendo por duas vezes por causa disso: a primeira quando a minha amiga descobriu o tabuleiro no forno, a segunda quando tirei o tabuleiro do forno. Tirando o senhorio, desde que moro aqui, já cá estiveram cinco homens: dois homossexuais, um canalizador, um electricista e um carpinteiro. Só vi o carpinteiro e os gays, mas consta que os cinco (não ao mesmo tempo) estiveram no meu quarto.
Ainda não fez 3 semanas que me mudei para aqui...
Caracóis-L

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Ausências e medições: os porquês e as lamentações de quem não tem muito em que pensar

- Foda-se, é Domingo outra vez?
- Sabes despertador, odeio-te.
- Foda-se, mas nunca mais é sexta-feira?
- Foda-se, ainda não é sexta?
- Despertador de um cabrão, vou-te matar!
- Foda-se.
- Sexta! Hmmmm…
- Passa aí mais uma imperial!
- Gosto tanto de vocês! Vamos alugar um T7 e viver todos juntos! Oh man…. Quem és tu?
-Foda-se, é Domingo outra vez?

E assim tem sido 2011.

Caracóis-L
(mais detalhes seguirão em breve)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Até para o ano!

As coisas por aqui não mudaram muito desde o último post...
A mana lá vai caminhando para a barriguice durante os próximos meses, com lamúrias, segundo as entendidas, próprias do estado em que se encontra... as entendidas é que hoje não a ouviram dizer que "estar prenha não tem piada nenhuma, porque passa a vida a dormir, a arrotar e a ralhar com as outras pessoas"! Se ouvissem, percebiam que as suas teorias nunca se poderão aplicar a membros da minha família, mesmo que o seu estado ou condição se aproxime da realidade por elas tão bem conhecida. Mas, a meu ver, uma grávida que nem barriga ainda tem, queixar-se de arrotos tem o se quê de poético e encantador... mas isso sou eu que sou esquisita (mais outra conclusão sábia das entendidas).
Sendo assim, e tendo em conta que vou estar muito ocupada o resto do ano com jantares e festas, só vou aparecer aqui em 2011. Lanço, no entanto, um desafio. Três palavras me encantaram na recta final deste ano. São elas: coaduna, úberes e masseter. Proponho, qual campanha públicitária de um refrigerante para ganhar uma mochila e uma viagem para ti e para os teus amigos até ao parque de campismo da Costa da Caparica por duas noites, que construas uma frase onde constem estas 3 palavras.
Mas o prémio aqui é valioso.
Uma menção honrosa com dedicatória personalizada e ainda uma análise do teu perfil psicológico baseado na tua frase vencedora.
Estás à espera de quê?
Concorre já!
E assim se comprova que por aqui não se tem passado mesmo nada.
Caracóis-L
(Ah! E bom 2011 para todos!)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

relatório de actividades 11-Nov. / 17-Dez. 2010

Então estávamos a 11 de Novembro…. Não se passava nada… Porque era Novembro… Estava quase a fazer anos, a organizar a respectiva festa e uma viagem à Dinamarca. Não de férias, mas para um congresso… sim, que eu, por muito maluca que seja, nunca planearia uma viagem de livre vontade a Copenhaga em Dezembro. E estes eram, na altura, os grandes acontecimentos previstos para a primeira semana de Dezembro.

Para o final do mês, num fim-de-semana, a mana queixou-se de umas dores abdominais estranhas. “Oh que chato” pensámos nós, logo agora que ela estava a pensar em começar a pensar em começar a planear as coisas para começar a pensar em engravidar… Segunda-feira seguinte, cinco dias antes do meu aniversário, ela ligou-me depois de almoço para me dizer que lá no hospital “dela” lhe tinham feito uns exames e umas análises e que tudo indicava que tinha uma gravidez ectópica, mas que como não têm especialidade de ginecologia lá, perguntava se dava para irmos tratar disso no “meu” hospital, mas que antes tínhamos que vir a minha casa, porque precisava de tomar banho que tinha estado o dia todo a trabalhar e ver da depilação que ela achava que não estava em dia e naquele estado não queria que ninguém, por muito médico que fosse, a visse ou lhe tocasse… Muito confusa, pensei um pouco e achei as prioridades dela perfeitamente lógicas e aceitáveis ("uma gravidez ectópica? Espera aí que já vemos isso, primeiro tenho que fazer a depilação…" perfeitamente normal, não?).

E lá fomos, depois destes assuntos prioritários completamente resolvidos, para o “meu” hospital… E ela, assim que é vista, é internada. Suspeita forte de gravidez ectópica, repouso absoluto, cirurgia marcada para o dia seguinte, ela triste e com os olhos inchados e sem querer falar com ninguém…E eu triste também… Jantar de aniversário obviamente desmarcado, telefonemas à família, eu com pouca vontade de falar com pessoas, telefonemas dos convidados preocupados por eu não ter revelado o motivo da desmarcação, eu sem saber se ela queria que eu contasse às pessoas o que se passava, as pessoas a começarem a achar que algo grave se passava comigo…

As horas passaram e mais exames foram feitos. Afinal não era uma gravidez ectópica, era só um quisto sem importância no ovário e uma gravidez no sítio certo. Sem festa de aniversário, mas com a melhor prenda de todas! VOU SER TIA!!! E claro, sendo da minha família a descoberta não podia vir da forma normal “ai não me aparece o período, deixa-me lá fazer um teste de gravidez… olha, deu positivo! Yupyyyy!”… não… tinha que ser com um enredo digno de um episódio do Dr. House.

Quanto a Copenhaga? A próxima pessoa que me vier dizer que a neve é maravilhosa e linda e o raio que os parta leva no focinho! Onde já se viu um país onde neva a torto e a direito, onde o dia começa depois das 8h e termina antes das 16h, com temperaturas negativas, onde tudo é caro e até os centros comerciais fecham às 20h??? Onde??? E onde o símbolo da cidade é uma parva de uma sereia sentada numa rocha dentro de água, que nem sereia de jeito é porque tem joelhos!! E aqueles homens todos giros, perdidos no meio daquela desgraça em vez de virem para aqui para o pé da gente… Indecente e completamente errado, é o que vos digo!

Caracóis-L

olha, tá frio lá fora e não tenho nada pra fazer.... acho que vou actualizar esta coisa

(este foi o meu pensamento antes de abrir a página do blog passado um mês desde a última vez)
Caracóis-L

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

porque eu ainda tenho acne juvenil!

E a menos de um mês de completar 32 anos, nasceu-me uma senhora borbulha na bochecha direita, digna de chamar a atenção de qualquer dermatologista. Pois é meus caros, isto é o meu corpo a manifestar-se contra todas essas conversas do “já-tens-idade-pra-ter-juízo-e-casar-e-ter-filhos-e-falar-de-crises-conjugais-e-texturas-e-tonalidades-de-cocós-nas-fraldas-em-vez-de-concertos-e-jantares-e-copos-e-cala-te-porque-na-verdade-o-que-nós-temos-é-uma-inveja-de-morte-da-tua-vida”.

(ou então foram aquelas trufas de chocolate maravilhosas que ofereceram aos administrativos lá do serviço e que eles caíram no erro de perguntar “oh L. queres provar uma?”, mas que no fim quem provou só uma foram eles porque eu comi o resto…)
Caracóis-L

terça-feira, 9 de novembro de 2010

pela legalização do auto-casamento

Ontem vim cansada para casa.
Hoje vim pensativa para casa.
E continuei a pensar.
E pensei mais um bocado.
E quando dei por mim, tinha-me mimado com uma linda feijoada e uma tarte de maçã maravilhosa.
Gostei.
Quero casar comigo.

(Moro sozinha… para não fazer a desfeita à cozinheira, vou alimentar-me disto nos próximos dois dias.)
Caracóis-L